quarta-feira, 10 de março de 2010

Star Trek: filme do ano que poucos viram aqui

Artigo no Fique Alerta – www.fiauealerta.net

Por Tom Leão

Agora que a poeira do Oscar já assentou, vamos prestar atenção num filme que não entrou na lista dos 10 melhores indicados da Academia (que, mesmo estendida, não tinha nem cinco que mereciam estar lá), muito menos na de diretor, mas que bate muitos destes em termos de roteiro, atuações e direção; e foi, sem duvida, um dos melhores filmes mainstream lançados em 2009: a nova versão de “Star trek”, de J.J. Abrams.

Embora tenha sido um sucesso internacional, o filme não emplacou forte por aqui nos cinemas (evitou até o seu nome prévio em português, “Jornada nas estrelas”, para não ser confundido como uma cópia de “Guerra nas estrelas”), mesmo com um cast jovem e boas cenas de ação, além de uma trama sólida o bastante para capturar até aqueles que nunca ouviram falar desta saga futurística (que começou na TV, nos anos 1960).

Mas agora, todos terão uma nova chance numa caprichada edição dupla em Blu-ray da Paramount, cujo disco 2 é repleto de extras. É fato que a Academia de Hollywood não é chegada ao sci-fi. Mas este ano, um exemplar do gênero, “Distrito 9”, só entrou na lista para constar, porque a sua trama tem um viés político.

Daí a esnobada num filme que tem um elenco tão bem selecionado e competente quanto o de “Bastardos inglórios” (aliás, “Star trek ” foi o filme do ano do diretor Quentin Tarantino), roteiro superior à maioria dos que concorriam ao Oscar e que, como sci-fi, está a milhas de distância da bobagem ecologicamente correta que é “Avatar” (quando essa onda do 3D passar, as pessoas vão perceber isso).

A tarefa maior de J.J. Abrams (que dirigiu o último “Missão impossível” e, parece, vai dirigir o próximo a pedido de Tom Cruise) e equipe (os mesmos roteiristas de “Lost” e “Alias”, Robert Orcci e Damon Lindelof) foi recomeçar a franquia sem irritar aos fãs, e conseguir um cast à altura que representasse bem personagens emblemáticos e que já são ícones do imaginário sci-fi, como o capitão James T. Kirk (Chris Pine) e Spock (Zachary Quinto, o Sylar de "Heroes"), entre outros, como os multiculturais Uhura, McCoy, Sulu e Scotty. Conseguiu.

De forma engenhosa, Abrams e equipe mostraram algo totalmente inédito na saga (quando e como os personagens se conheceram, ainda jovens) e ainda conseguiram estabelecer uma conexão entre universos, inserindo na trama o Sr. Spock original (Leonard Nimoy), de modo a que, quando as continuações vierem (e já tem uma prevista para o ano que vem), novos caminhos possam ser trilhados, sem interferir no que já foi mostrado até agora.

O filme, que também foi lançado em DVD, tem na nova mídia do Blu-ray seu veículo perfeito, já que a qualidade do som e das imagens foram totalmente produzidas para serem apreciadas no ambiente da alta definição (diferentemente de um filme mais antigo que é apenas convertido para o BD/HD).

Então, se você não viu “Star trek”, por descuido ou preconceito, dê uma nova chance. Porque os fãs já devem estar na quinta repetição, a esta altura da jornada.

Tom Leão é comentarista de cinema do jornal O Globo. Artigo veiculado no blog do Bonequinho em 9 de março de 2010.

sexta-feira, 5 de março de 2010

Sistema de gestão depende da comunicação

Artigo no Fique Alerta – www.fiquealerta.net

Por Selene Sidney

O processo de implantação de um sistema de gestão de mercado em uma empresa trás, ao gestor de TI, muitos desafios.

Normalmente, é um processo conturbado para a organização que precisa contar com a colaboração de diversos profissionais e, esses, por sua vez, precisam lidar com mudanças na forma de trabalho, horas-extras e muita pressão.

Os gestores e os profissionais de TI acabam enfrentando grandes resistências internas às mudanças implementadas.

Devemos lembrar que, qualquer mudança é desafiadora e difícil para as pessoas causando sensação de stress, insegurança e medo.

Para minimizar essa situação, temos que lembrar que lidamos com pessoas e que elas necessitam saber o porquê das mudanças e quais são os objetivos e metas no âmbito coletivo e individual.

É muito importante que os gestores da empresa deixem claro quais são os planos da empresa para o futuro, o que se espera de cada profissional e explicar qual é o papel de cada um nesse processo.

Por isso, se a sua empresa adquiriu um sistema de gestão, alinhe um discurso único para a empresa e seus funcionários.

Algumas dicas para comunicar corretamente:

1º Decisão de escolha do ERP:

Assim que a alta gestão da empresa definiu a mudança do software de gestão, trace metas e objetivos no curto, médio e longo prazo e apresente esse plano aos profissionais envolvidos..

2º Escolha do sistema de gestão:

Crie comitês para ajudar na escolha do sistema. Defina uma liderança para cada departamento e envolva-os.

3º Defina Papéis:

Escolhido o ERP, indique, quem será o gestor do projeto (o executor) e o “padrinho” (o “padrinho” deve ser um diretor ou presidente com poder de decisão) e quais são os usuários-chaves. O sucesso de uma implantação de sucesso está em grande parte nas mãos deles.

4º Dê um nome para o projeto:

Estabeleça um nome para o projeto que remeta aos objetivos da empresa. Essa técnica ajuda a envolver os profissionais e motivá-los durante o processo.

5º Hora da implementação:

Analise a metodologia de implantação e defina como será o processo dentro da empresa. Divulgue para os gestores e usuários-chaves.

6º Momentos de crises:

Quando houver impasses é hora do “padrinho” do projeto agir e delimitar o melhor caminho a seguir. É ele quem deve comunicar, de forma clara e precisa.

7º Lidando com o stress:

Durante a implantação do software de gestão podem ocorrer momentos de stress por conta da pressão e da quantidade de trabalho. Deixe claro quais serão os desafios e como a empresa irá apoiar o trabalhador.

A implantação do sistema de gestão é um processo que tem data de início e data de conclusão. È um momento de transição e o fator humano é importante do início ao fim.

A empresa precisa saber comunicar corretamente seus colaboradores a fim de que tenha sucesso almejado e alcance às metas traçadas.

Selene Sidney é formada em comunicação social pela Universidade Metodista de São Paulo, e pós-graduada em E-Business pelo SENAC-SP. Atualmente, é gerente de marketing da ABC71

terça-feira, 2 de março de 2010

Um (des) serviço à Democracia

Artigo no Fique Alerta – www.fiquealerta.net

Por Antonio Carlos Aguiar

O Projeto de Lei 6708/09, de autoria do senador Paulo Paim (PT/RS), que tramita no Senado, tem o intuito de tornar obrigatório e universal (ou seja: ela será devida a todos os trabalhadores, sócios ou não dos sindicatos) o desconto da contribuição assistencial em folha de pagamento.

Atualmente, essa contribuição, que se dá na forma de pagamento pelo trabalhador de uma categoria profissional ou econômica ao respectivo sindicato da categoria, é feita em virtude da participação deste nas negociações coletivas. E está sujeita à aquiescência (direito de oposição) do trabalhador, sendo compulsória, segundo entendimento do Judiciário Trabalhista, apenas para os empregados que são sócios dos sindicatos (Precedente Normativo 119, do TST).

Lembre-se que essa contribuição faz parte de um conjunto de receitas financeiras que os sindicatos detêm, a saber: a) a contribuição sindical (antigo imposto sindical), que é obrigatória todo o mês de março (1% do salário); b) contribuição confederativa (criada pela Constituição Federal), que é facultativa (na verdade, é passível de oposição); c) contribuição associativa (devida por aqueles empregados que são sócios do sindicato); e d) eventuais doações.

A sua previsão de pagamento é estabelecida em acordos e convenções coletivas de trabalho, como forma de custeio das despesas dos sindicatos junto ao processo negocial, tais como: assessorias jurídica e econômica, deslocamentos, comunicação com a categoria, efetivação de assembléias etc..

Segundo o senador, todos os trabalhadores da categoria se beneficiam dos resultados obtidos no processo de negociação coletiva (que são maiores do que aqueles mínimos previstos em lei), razão pela qual o desconto deveria, então, se estender a todos os participantes deste conjunto de direitos e não apenas aos sócios dos sindicatos.

Na verdade, esse argumento trata somente de uma parte do tema, na medida em que deixa de lado outros componentes deste processo, como, por exemplo, quem autoriza (quem tem legitimidade e direito de voto) perante a assembléia que aprova o desconto? Em regra, esse direito somente é repassado aos sócios dos sindicatos. Como, então, obrigar alguém para quem não foi dado o direito de se manifestar previamente, quando da constituição do crédito?

A segurança jurídica não permite esse tipo de arbitrariedade, daí a razão do posicionamento da mais Alta Corte trabalhista do País no sentido de limitar o desconto àqueles que o criaram e àqueles que dele não se opõem.

Pela proposta, o percentual de desconto deve ser decidido em assembléia da categoria e não poderá ultrapassar 1% da remuneração bruta anual do trabalhador. Caso a empresa fraude a arrecadação, poderá ser impedida de participar de licitações públicas e de receber empréstimos ou financiamentos de instituições públicas.

Finalmente, em vez de se criar mais um desconto obrigatório, os sindicatos deveriam se legitimar e resgatar o interesse dos integrantes da categoria que representam (como, aliás, hoje é prática de vários sindicatos politicamente fortes e atuantes que chegam mesmo a devolver a contribuição sindical), uma vez que, tendo uma atuação adequada e representativa, terão seguidores dispostos a arcar com o ônus de sua manutenção.

Ao contrário, a prática de se estabelecer contribuições obrigatórias somente reforça e mantém a arcaica estrutura dos sindicatos de carimbo, que em nada ajudam ao crescimento do País, à cidadania dos trabalhadores e à democracia, com amplo direito de liberdade e escolha dos cidadãos perante aqueles que efetivamente querem que os represente.

Antonio Carlos Aguiar é advogado de Direito do Trabalho, sócio do escritório Peixoto e Cury Advogados e professor de Direito da Fundação Santo André (SP) - antoniocarlos.aguiar@peixotoecury.com.br

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Duplicata sem aceite pode ser executada

Artigo no Fique Alerta – www.fiquealerta.net

Por Márcio Holanda Teixeira

Duplicatas sem aceite podem perfeitamente ser executadas, desde que venham acompanhadas de outras provas que demonstrem a entrega e o recebimento da respectiva mercadoria.

O entendimento é da Quarta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que deu provimento a um recurso especial impetrado pelo Posto Brasal Ltda., rede de postos de gasolina do Distrito Federal. (Recurso Especial nº 997677,).

A empresa moveu uma ação de execução de duplicata contra seu devedor no valor de R$ 3.839,35, referente à compra e venda de mercadorias entregues. A duplicata foi protestada, e a empresa apresentou também comprovante de entrega das mercadorias. No entanto, o processo foi extinto na primeira instância e permaneceu assim após decisão, em sede de recurso, do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT).

Antes da ação ser decidida pelo STJ, as instâncias inferiores haviam entendido que a duplicata sem aceite não poderia ser considerada como “título hábil” para proceder a execução, como entendimento de que lhe faltava um item tido como obrigatório para aparelhar ação de execução.
Contudo, tal entendimento foi modificado quando a questão chegou ao STJ. Conforme entendimento do relator, ministro Luis Felipe Salomão, que votou pelo provimento do recurso impetrado pela rede de postos de gasolina, a jurisprudência do STJ é pacífica quanto à validade das duplicatas sem aceite.

Segundo entendimento manifestado pelo magistrado, quando não assinada, a duplicata serve apenas para mostrar que houve uma venda a prazo. Se protestada, ela enseja ação executiva sempre que vier acompanhada de documentos que comprovem a efetiva prestação do serviço. A Quarta Turma acolheu esse entendimento, seguindo por unanimidade o voto do relator.

Com essa recente decisão, o Superior Tribunal de Justiça consagra o entendimento de que a dívida do comprador da mercadoria não se constitui pela assinatura de reconhecimento expresso da duplicata, mas pela efetiva comprovação da operação de compra e venda e consequente entrega da mercadoria ao destinatário.

Desta maneira, a circunstância de se negar ao emitente da duplicata a devolução desta, devidamente reconhecida, provado pelo protesto tirado à vista da triplicata ou por indicação, é causa para a configuração jurídica do direito de crédito que, nesse caso, não se expressa em instrumento único, mas no conjunto probatório da dívida onde se encontrará o montante líquido e certo do crédito do vendedor da mercadoria.

A lei consagra a convivência plena entre o negócio jurídico de crédito, e a prova documental da dívida atribuindo a categoria de título executivo extrajudicial complexo, ao conjunto probatório constituído pelo comprovante da entrega da mercadoria e do protesto pela falta de devolução e pagamento da duplicata.

Assim, a duplicata sem aceite torna-se título executivo (líquido e certo) quando o sacador comprova ter entregue a mercadoria no local de destino, sem que a lei exija que o sacado sequer tenha assinado o recibo respectivo.

Márcio Holanda Teixeira, advogado associado ao Gaiofato Advogados Associados, Bacharel em Direito pela Universidade Paulista em 1995 e Pós-graduado em Direito Processual Civil pela Universidade Paulista em 2000. www.gaiofato.com.br

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

A Copa de 2014 e as vantagens e desvantagens para o nosso país

Artigo no Fique Alerta – www.fiquealerta.net

Por Guilherme Nunes


A realização da Copa do Mundo de 2014 no Brasil tem sido motivo de grande polêmica na sociedade. De um lado há os que são a favor do empreendimento, apostando em grandes investimentos em infra-estrutura e desenvolvimento interno. Já outros desacreditam os projetos do governo e dizem que o evento trará grandes gastos públicos, e que o montante deveria ser investido em setores mais carentes, como saúde e educação.

No entanto, algumas medidas positivas estão sendo tomadas. Pode-se citar, como exemplo, a propositura pelo presidente do Conselho Nacional de Justiça, Gilmar Mendes Ferreira, de um acordo de cooperação técnica com o Comitê Organizador da Copa do Mundo de 2014, com o objetivo de oferecer a ex-detentos vagas de trabalho nas obras realizadas para a competição.

Tal medida figuraria como forma de ressocialização, através de parcerias com empresas que ofereceriam postos de trabalho a estas pessoas extremamente marginalizadas pela sociedade e vítimas de preconceito, pois insertas em um sistema penitenciário falido, dissociado de seu escopo legal de re-inserção na sociedade. Se o projeto realmente sair do papel, será uma verdadeira conquista e resgate da dignidade humana destas pessoas que já pagaram sua dívida para com a sociedade.

Certo é que a economia do país passará por um efeito alavanca, em que todas as áreas terão ganhos. As cidades que sediarão os jogos serão as primeiras a serem beneficiadas com grandes projetos de infra-estrutura, como a preparação dos estádios, seja recuperando os já existentes, seja pela construção de novos prédios, além da reformulação do sistema de transporte público, melhoria no sistema de segurança e até mesmo na movimentação da iniciativa privada na infra-estrutura de turismo, com a construção de novos hotéis, restaurantes, o que inevitavelmente acarretará a geração de empregos em diversos setores da economia.

Porém, a maior preocupação no cenário traçado é sobre qual a melhor maneira de fazer com que todo esse investimento efetivamente ocorra, sem que ninguém se prejudique, ou seja, que seja bom para o investidor privado e público.

Neste sentido, a Parceria Público Privada aparece como um caminho para o investimento, desde que o Governo trabalhe de acordo com os limites impostos por lei. No entanto, essa alternativa deve ser cautelosamente avaliada, visto que acarretaria um endividamento governamental, diante da obrigatoriedade de o governo oferecer garantias aos entes privados, o que poderá não ser a melhor opção para a ainda instável e frágil conjuntura econômica global atual.

Assim, da gama de possibilidades que a Copa de 2014 traz para a economia brasileira, a idéia da utilização de benefícios tributários para determinados setores da economia torna-se um dos incentivos mais interessantes.

Há que se cuidar apenas, com a experiência vivida nos Jogos Pan-americanos de 2007, que a Copa não seja mais um motivo para escândalos envolvendo o Governo, com desvio de dinheiro público e acertos ilegais.

Fato é que a economia tem chances de crescimento em todos os setores. Independentemente do que ocorra ou da maneira como esse projeto monumental seja gerenciado, haverá espaço para o profissional da área jurídica.

Diretamente, como já está acontecendo, há oportunidade de consultorias, com elaboração de pareceres jurídicos, principalmente sobre as maneiras de levantamento do dinheiro que será usado. Há ainda uma grande demanda trabalhista, pois onde há grandes obras, há uma enorme quantidade de contratações, tanto de mão-de-obra para a efetiva construção e reformas, como também para todo o mercado fornecedor de matéria-prima e serviços.

Ainda, a demanda jurídica crescerá também na área internacional, com a assessoria na obtenção de vistos e de investimentos estrangeiros.

Em resumo, o Brasil, de uma maneira geral, só tem a ganhar com a vinda de um grande evento mundial como a Copa. Muitos turistas virão ao país, muitas obras públicas e privadas serão realizadas e muito trabalho será gerado. Assim, com uma boa gestão desta oportunidade e com a participação de todos os setores da economia, a sociedade toda ganha.

Guilherme Nunes é graduado pela Universidade Paulista e pós-graduando em Direito e Processo do Trabalho pela Universidade Mackenzie. Faz parte da equipe de advogados da Cerqueira Leite Advogados Associados atuando na área Trabalhista. www.cerqueiraleite.com.br

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Como atingir a excelência operacional

Artigo no Fique Alerta – www.fiquealerta.net

Por Ailtom Nascimento

“Excelência se alcança por meio de um longo e contínuo processo que requer, sobretudo, comprometimento. Mais do que uma aspiração, excelência é o ponto para o qual nossos passos se dirigem. Só assim seremos sempre líderes e nunca seguidores”. Essa afirmação do visionário Ratan Tata, Chairman do Grupo que leva seu sobrenome, reforça a ideia de que para aportar com êxito no destino é fundamental traçar muito bem as rotas a serem seguidas.

Para implementar técnicas gerenciais que tornam as operações mais eficientes, é necessário avaliar, em primeiro lugar, qual o posicionamento atual da empresa - e, de preferência, encomendar essa avaliação de fora da corporação para que o rigor e a imparcialidade sejam preservados. Após obter um retrato fiel dos processos em andamento e mapear o modo como os vários stakeholders se relacionam, provavelmente será necessário aprimorar a estratégia da companhia de modo a direcioná-la ao preenchimento das lacunas constatadas.

Saber se a organização que você dirige é um Jaguar ou um Jipe é essencial para escolher o caminho que lhe proporcionará mais vantagens competitivas. Importar processos da matriz ou seguir exemplos supostamente bensucedidos no mercado nem sempre atendem à demanda da sua empresa e podem, ao contrário, gerar ainda mais entraves.

Costumo dizer que metade da batalha está ganha se for escolhido um modelo de processo que consiga se moldar perfeitamente às peculiaridades do cliente. E de acordo com a abrangência das melhorias que se pretende promover na empresa, investir nos canais de comunicação interna pode ser vital, uma vez que os profissionais precisam estar envolvidos no processo e não apenas submetidos a ele.

Justamente porque a eficiência operacional não é o objetivo estratégico da empresa e sim o meio pelo qual este será alcançado, ela requer monitoramento constante. Acompanhar os processos de perto é a forma mais eficiente de mitigar riscos e garantir agilidade na resolução dos problemas. Com periodicidade pré-definida é importante checar se as prioridades estabelecidas ainda são válidas ou se é necessário reavaliar as metas, para melhor adequá-las às mudanças de cenário.

Ao analisar os resultados obtidos com a implementação desse tipo de projeto muitas empresas recorrem exclusivamente à equação “investimento x ROI” e nem sempre ela é a mais precisa. No momento imediatamente posterior à implantação de um projeto de eficiência operacional, é essencial considerar os soft benefits, benefícios que não podem ser traduzidos diretamente em aumento do faturamento, mas que por automatizarem processos ou aumentarem a satisfação dos clientes podem gerar resultados de negócio no médio prazo.

Manter positiva a balança comercial corporativa (alta produtividade com baixo custo) é uma jornada sem fim. Muitas empresas não dão o primeiro passo, pois não conseguem enxergar o final da estrada, mas se a jornada rumo à melhoria de processos é planejada com critério, o custo inicial e o investimento na capacitação dos profissionais serão seguramente recompensados. A persistência é o caminho para se atingir tudo aquilo que vale a pena. Como os indianos costumam dizer: “é preciso trabalhar para reduzir o trabalho”.

Ailtom Nascimento é vice-presidente comercial da Tata Consultancy Services do Brasil.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Tecnologia e "Capital Intelectual": aliança de sucesso

Artigo no Fique Alerta – www.fiquealerta.net

Por Cesar Augusto Costa

Atualmente, recebemos informações de todas as formas e vindas de várias direções, ao mesmo tempo. Por meio de jornais, televisão, revistas, internet, rádio do carro, painéis luminosos e até mesmo pelo celular, nós recebemos uma carga enorme de informações sobre os mais variados assuntos. A questão é: estamos absorvendo tudo isto e adquirindo o conhecimento necessário?

Nessa linha de raciocínio, como empresas estão percebendo que adquirir este conhecimento pode trazer vantagem competitiva e diferencial. A este respeito, muitos funcionários estão empenhados na aquisição do "capital intelectual", e, consequentemente, trazem as mudanças e transformações para uma empresa, o mercado e a sociedade. Trata-se de um processo dinâmico e de contínuas mudanças. .

A tecnologia tem contribuído bastante neste quesito. Tanto para o macro como para o ambiente das micro Organizações, considerando-a como uma Ferramenta de apoio à decisão e, também, como uma maneira de colher informações gerencial de forma eficiente. A tecnologia define e trilha os caminhos "melhores" Rumo ao nível estratégico da organização. Diante da abreviação dos tempos e ao rápido acesso às informações, é premente contar com colaboradores comprometidos para Gerenciar o processo de forma sistêmica.

Ao contrário do que pensam alguns críticos de plantão, a implantação de um software de gestão não implica em perda de postos de trabalho. A tecnologia incorporada aos processos produtivos e aos fluxos de Tarefas de uma organização promove uma rotina de trabalho específica, aos colaboradores Oferecendo atividades AGREGUEM valor que ao produto e / ou serviço.

Aqueles que possuem o conhecimento Necessário para agregar valor às rotinas já incorporadas por Desenvolver acabam, naturalmente, novos fluxos e novas formas de pensar e agir dentro da própria organização. Ou seja, uma dupla dinâmica "tecnologia-capital intelectual", é, por assim dizer, muitas vezes, uma engrenagem que modifica não só o modo como se faz a geração de riqueza, mas também uma forma como se distribui e se consolida essa nova Visão organizacional.

É do conhecimento de todos que o sucesso de muitas empresas se dá pela vantagem competitiva Obtida exatamente pelo uso deste conhecimento. Não há dúvidas que o "capital intelectual acumula" e gera riquezas, cria "competência" e resultados positivos não só no individual Âmbito de quem o possui, mas, principalmente, no aspecto organizacional.

Assim, a implantação de um Sistema de Gestão Empresarial Juntamente com o conhecimento de seus colaboradores, sem dúvida, proporciona à empresa, além nos Processos da agilidade, uma otimização geral de toda uma organização. Com isso, o colaborador ganha tempo para refletir, Desenvolver e Criar soluções focadas na competência central da empresa. E mais um ciclo virtuoso se consolida!

Cesar Augusto Costa é Administrador de Empresas e Técnico em mecânica de precisão. Atua como consultor de negócios na ABC71 Soluções em Informática Ltda.