quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Ordem e Liberdade

Artigo no Fique Alerta – www.fiquealerta.net  
Por Arlindo Montenegro

O organismo das Nações Unidas dedicado especialmente ao estudo sobre “lavagem de dinheiro”, informou recentemente que os bancos norte americanos e europeus vêm aumentando seus lucros há muitos anos. A soma reconhecida ultrapassa os 300 bilhões de dólares anuais.

A Comissão do Senado Norte americano sobre os Bancos responsabilizou por lavagem de dinheiro de drogas e outras atividades ilícitas, o Citibank, o HSBC, o Banco de Nova Iorque e o JP Morgan, entre outros. Estes “senhores respeitáveis” operam com os recursos, isentos de impostos, investindo nas mega empresas espalhadas pelo mundo.

As nossas polícias, as agências de investigação, os aparatos de vigilância eletrônica, os repórteres especializados em notícias sobre crimes, nada referem sobre os que lucram com tais atividades de financiamento dos crimes que são divulgados: tráfico de drogas, armas, seqüestros, roubos, homicídios e tudo quanto e pilantragem.

A ação criminosa multiplica os lucros dos banqueiros. O sistema financeiro que montaram atua impune no mundo inteiro. Os bancos contribuem para eleger políticos. Os políticos fazem as Leis que os cidadãos ordeiros são obrigados a respeitar.

Se alguns elementos isolados das polícias ou do aparato judicial chegam a denunciar pessoas que integram esta elite corporativa de banqueiros e políticos, o sistema tem o poder para quebrar as regras e assim garantem a continuidade dos crimes.

Somando a corrupção institucionalizada, as falcatruas financeiras, evasão de divisas, agiotagem e tantos outros crimes superficialmente investigados, podemos chegar a trilhões de dólares escorrendo neste esgoto.

Mas tudo é oficialmente justificado. Quando os operadores chegam às Comissões de Inquérito, silenciam. Se acontecem as raras punições, as penalidades são baixas. E tudo continua com os mandantes intocados.

Quando muito chegam a denominá-los “criminosos de colarinho branco”, para evitar dizer os nomes de banqueiros, políticos e agentes financeiros desta nova ordem mundial. Todos eles são pretensamente tidos como defensores das instituições, erigidas para a manutenção da ordem, das liberdades e da segurança individual.

O super poder desta elite controla a economia, as políticas do Estado, o Judiciário e o Legislativo. Em outras palavras o governo do crime organizado submete e espalha o terror em todos os quadrantes da terra, desestabilizando as famílias, influenciando sobre comportamentos, crenças e valores.

A elite de políticos no poder, mantida pelos banqueiros controladores da nova ordem mundial, estabeleceu a desigualdade no sistema judiciário, quebrando todas as normas. Enquanto operam, invertem o entendimento sobre obrigações e direitos humanos, eliminando milhões de pessoas e impossibilitando o acesso a uma vida digna a outras tantas.

A perversão do sistema judiciário converteu criminosos em “bons moços” e persegue cidadãos respeitáveis como se fossem criminosos. Como é que a maioria dos cidadãos pode defender-se destas máfias? Como respeitar de fato e de direito a “igualdade perante a Lei”? Como fazer para eleger de fato pessoas confiáveis em todos os níveis hierárquicos?

No início do século passado quem lia “Os Protocolos dos Sábios de Sião”, atribuindo-o aos judeus, aos comunistas ou a Hitler, nem imaginavam que tudo viria acontecer em todos os países. Mas são tantos os problemas! As drogas ajudam a fugir e esquecer abreviando o fim da vida.

Esta sociedade doente e seus controladores agnósticos parece não ter saída. Mas algumas pessoas ainda conseguem viver bem, à margem da violência, escolhendo pensamentos, palavras e ações coerentes com as Leis Cósmicas. Elas estão entre católicos, protestantes, budistas e outras crenças menos dogmáticas.

Arlindo Montenegro é Apicultor.

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