segunda-feira, 6 de agosto de 2012

O “fracasso” olímpico em Londres e os jogos de 2016 no Rio de Janeiro

Artigo no Fique Alerta – www.fiquealerta.net
Por Pedro Porfírio

Permito-me um breve comentário sobre os jogos olímpicos, matéria de todas as mídias e de todas as esquinas.

Por partes:

1. É evidente o clima de fracasso da delegação brasileira de 259 atletas em 32 modalidades de esportes e apenas uma solitária medalha de ouro, até agora: segundo dados oficiais, essa delegação consumiu em quatro anos quase R$ 1,7 bilhão em investi¬¬mentos apenas no aperfeiçoa¬¬mento de atletas. Desses, 99 foram beneficiados pelo programa bolsa-atleta, do Ministério dos Esportes. E 51 são militares.

Pela primeira vez, boa parte dos atletas brasileiros tem uma superestrutura para treinamento exclusiva na cidade dos Jogos Olímpicos. No Crystal Palace, localizado no sul de Londres, o Comitê Olímpico Brasileiro (COB) tenta reproduzir as condições que as superpotências do esporte dão aos seus atletas. O local tem academia, ginásio com várias quadras de espo rte, piscinas de natação e saltos ornamentais, quadras de vôlei de praia e pista de atletismo. Ao todo, são 120 mil metros quadrados exclusivos para a delegação brasileira.

2. Não estou cobrando medalhas, por que essa é outra história. O ranking olímpico não reflete o ambiente esportivo de um país. Um cara sozinho pode ganhar um monte de medalhas, como aconteceu com o nadador americano Michael Phelps, que abocanhou 8 em Atenas e 8 em Pequim, todas de ouro. E agora já é o recordista de todos os tempos, com 19 medalhas em 3 olimpíadas.

Já nos esportes coletivos, a situação se inverte: no futebol, uma equipe de 18 brasileiros disputa uma única medalha. Logo, tem alguma coisa que precisa ser revisada para que o cetro olímpico seja de fato e de direito o espelho da vida esportiva em um país campeão....Mas o Brasil está indo mal de forma ampla, inclusive no futebol, onde quase não passou pela fraquíssima seleção de Honduras.

Bem, essas são apenas algumas reflexões. Voltando à Câmara, como espero, vou dar uma atenção especial a todos os gastos com as olimpíadas, a fim de que não aconteça o mesmo fiasco do Pan, que custou o triplo do orçado, cujas decisões maiores aconteceram quando eu não estava no Legislativo (entre 2005 e 2006).

Pedro Porfírio é Jornalista, Escritor e Teatrólogo.

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