quarta-feira, 29 de junho de 2011

Ética da atividade empresarial

Artigo no Fique Alerta – www.fiquealerta.net
Por João Baptista Herkenhoff

Bertolt Brecht, na sua famosa peça “Ópera dos três vinténs”, coloca o dilema: prender o ladrão do banco ou o dono do banco?

Essa frase é um libelo contra o banqueiro porque, à face do banqueiro, Brecht coloca a dúvida: quem é mais ladrão – o ladrão do banco ou o próprio dono do banco?

Todos os bancos, a própria atividade bancária merece o anátema fulminante de Bertolt Brecht?

É possível haver ética na atividade bancária?

Ou ampliando a indagação: as empresas em geral podem ser éticas? A atividade empresarial, por si mesma, nega a Ética?

As empresas têm como um dos seus objetivos o lucro. O lucro pode ser ético?

Comecemos pela pesquisa etimológica.

Lucro tem origem no latim “lucru”, que significa logro.

Logro quer dizer "artifício para iludir e burlar; trapaça, fraude, cilada".

Neste caso, o lucro é um logro, um artifício para burlar, o lucro é uma trapaça.

Se o lucro é uma trapaça, o objetivo de uma empresa é trapacear.

Através deste encadeamento de frases estamos construindo um silogismo ou um sofisma?

A meu ver, se não fizermos ressalvas, estamos incorrendo num sofisma.

Não me parece que a atividade empresarial, por sua própria natureza, negue a Ética. Mesmo a atividade bancária, aquela que lida diretamente com o dinheiro, mesmo essa atividade não me soa, antecipadamente e acima de qualquer consideração, uma atividade que contraria a Ética.

Parece-me, não apenas possível, mas absolutamente necessário, que as empresas subordinem-se à Ética.

Pobre país será aquele em que a atividade empresarial estiver descomprometida com a Ética.

Muitas empresas, muitos empresários desconhecem o que seja Ética, não têm o mínimo interesse em que suas atividades orientem-se por uma linha ética.

Mas me parece injusto lançar este juízo de condenação contra todas as empresas.

Se algumas empresas dão as costas para a Ética, muitas outras optam por uma linha oposta: fazem da Ética um mandamento.

Vamos então ao miolo desta página.

Quais são os requisitos para que uma empresa mereça o título de empresa ética?

Como fruto de uma profunda reflexão, que me acompanha de longa data, proponho doze condições que me parecem devam ser exigidas para que uma empresa conquiste o galardão ético:

1 – que a empresa saiba respeitar e valorizar seus empregados, tratando-os com dignidade, justiça, proporcionando a eles oportunidade de crescimento, entendendo que os empregados são colaboradores, e não subordinados e serviçais;

2 – que a empresa saiba valorizar e respeitar seus dirigentes, gerentes, ocupantes de cargos de chefia, confiando e enaltecendo seu esforço;

3 – que as chefias exerçam seu papel democraticamente, com delicadeza, e não de forma autoritária; que os chefes saibam elogiar e estimular os auxiliares; que emitam instruções operacionais claras e de fácil compreensão; que compreendam que o diálogo favorece um ambiente feliz na empresa, fator que contribui até mesmo para maior produtividade; que diretores e chefes entendam que direção e chefia são missões, e não privilégios, pois, em última análise, todos somos credores de consideração e compreensão;

4 – que o empregado, a que se atribui alguma falta, tenha sempre o direito de se explicar e de se defender;

5 – que a empresa crie e mantenha canais de comunicação dos empregados com as chefias, de modo que os empregados possam apresentar postulações, reclamar, sugerir;

6 – que a empresa saiba respeitar o meio ambiente repudiando toda e qualquer agressão ambiental;

7 – que a empresa não sonegue impostos mas, pelo contrário, compreenda que pagar impostos é uma obrigação social, pois só através da coleta dos impostos pode o Estado cumprir seus deveres para com o povo;

8 – que a empresa saiba exigir do Poder Público a utilização correta dos impostos para que o erário sirva ao bem comum;

9 – que a empresa rejeite qualquer forma direta ou indireta de corromper funcionários, agentes de autoridade ou dirigentes politicos com a finalidade de desviá-los de seus deveres para proveito da empresa;

10 – que a empresa respeite a privacidade do empregado, pois a privacidade é sagrada; que jamais um empregado seja repreendido em público e de forma a ser humilhado;

11 – que a empresa respeite os direitos do consumidor, que esteja sempre pronta para atender reclamações decorrentes de mau serviço ou defeitos em mercadorias e que as falhas encontradas sejam prontamente reconhecidas e corrigidas;

12 – que a empresa, como um todo, englobando empresários, dirigentes, trabalhadores, sinta-se parte de alguma coisa que é superior à empresa: a Pátria, a comunhão nacional, o sentimento de que todos fazemos parte de uma sinfonia universal, de uma caminhada da Civilização e da Cultura, na construção de um mundo melhor.

João Baptista Herkenhoff, 75 anos, é professor da Faculdade Estácio de Sá de Vila Velha (ES) e escritor. Tem dado palestras e seminários sobre Ética em todo o território nacional. Autor do livro Ética para um mundo melhor (Rio, Thex Editora). E-mail: jbherkenhoff@uol.com.br - Homepage: www.jbherkenhoff.com.br

terça-feira, 28 de junho de 2011

Falta de vergonha? Ka_em _ssabe?

Artigo no Fique Alerta – www.fiquealerta.net
Por Cláudio Falcão

Não é possível mesmo! Enquanto o povo paga uma grana preta nos IPTU’s da vida, o Prefeito da cidade de São Paulo, Gilberto Kassab, tenta aprovar a isenção fiscal junto da Câmara Municipal, em favor do Esporte Clube Corinthians Paulista, pela construção do fabuloso estádio, o “Itaquerão”, que provavelmente abrigará a abertura da Copa do Mundo.

São 420 milhões de Reais que deixarão de ser arrecadados pela Prefeitura de São Paulo, durante o período de construção do estádio, com as isenções fiscais, ISS e IPTU sobre os 700 milhões ou mais do valor orçado para a construção, até agora, claro, pois certamente esse valor aumentará até a conclusão ou quase, Ka_em_ssabe?.

E o povo, como fica nessa questão, em relação ao IPTU? Será que serão contemplados com algum perdão também? Será que há legalidade no ato em si? Ka_em _ssabe o que virá por aí, depois disso? Sabia que 210 creches, ao preço de 2 milhões de Reais cada uma e cabem certinho nos 420 milhões que a Prefeitura de São Paulo deixaria de arrecadar?

Impressionante, o povo marcha pela maconha, mas não reclama de uma bandalheira dessas.

Diversos metidos a falar pelo povo vivem replicando a respeito dos direitos individuais, mas quanto a esse ato insolente e inaceitável, poucos são os que se atrevem a falar alguma coisa.

Segundo alguns Juristas, o pacote em favor do clube de futebol é inconstitucional e pode ser derrubado nos tribunais porque fere o princípio da isonomia. Segundo eles outros clubes podem ir à Justiça pleiteando o mesmo benefício.

O quê realmente se vê nessa situação é um tremendo abuso, um gritante descaso com as contas da administração pública por quem deveria estar zelando pela sua manutenção segura e perfeita.

Enfim, o que se pode fazer para que isso não ocorra?

Mais uma vez esbarramos na escolha, no poder do povo. Poder que parece pouco, ínfimo, mas é o poder de decisão do voto que nos revela os vilões de todas as histórias. Os acontecimentos diversos, os quais marcam nossas vidas e faz alguns enxergarem a verdadeira importância do seu poder de escolha, do voto na urna eleitoral.

Falta de conhecimento, Ka_em_ssabe?

Abuso descarado, Ka_em_ssabe?

Finalmente, Ka_em _ssabe o que ainda virá?

Você continuará votando em que faz isso, ou aprova isso, ou ainda propõe essa tremenda desfasatez e por que não afirmar, vergonha.

Ka_ em_ ssabe?

Claudio Falcão é Radialista.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Trânsito, irracionalidade e silêncio oficial

Artigo no Fique Alerta – www.fiquealerta.net
Por Marcelo Rocha

A brutalidade irracional do trânsito de São Paulo fez mais uma vítima. Um dos principais executivos da indústria paulista, que teria todos os meios a sua disposição para se deslocar apenas de carro, ou até mesmo de helicóptero, como fazem tantos empresários desta cidade, foi assassinado sobre uma bicicleta.

Em uma cidade como a nossa, em que o trânsito mata 50 ciclistas por ano, não surpreende mais esse descaso com a vida.

Diariamente, veículos ocupados caprichosamente apenas por seu condutor travam uma batalha covarde com pedestres e ciclistas. Sentados dentro de suas armaduras, cada vez maiores e ameaçadoras, investem contra seres humanos desarmados, em faróis, entradas de estacionamentos de shoppings, portas de escolas e tantos outros locais onde se exibe infinita estupidez. E o pior: julgam ter direito a todo o espaço disponível da cidade; afinal, a cidade foi e continua sendo cada vez mais alterada em favor deles. Ruas se alargam, calçadas se estreitam, árvores são derrubadas: tudo pelo bem dos veículos que precisam transitar por uma cidade que, sem se preocupar com o transporte coletivo - pelo menos com o de qualidade -, investe em mais ruas, avenidas e extinção da vida.

É curioso observar como os motoristas acreditam ser natural avançar contra os cidadãos em faróis abertos ou fechados, faixas de pedestres ou simplesmente para se divertirem diante de pessoas que não têm à sua disposição um monte de lata de uma tonelada. É como se tivessem um direito divino sobre as vias da cidade, onde pedestres são obstáculos que não podem atrapalhar o livre fluxo dos carros.

Prefeito após prefeito, nada tem sido feito para alterar esse quadro. Ciclovias não existem, ou existem como piada. Alguém já observou como têm crescido as ciclovias de São Paulo? Faria Lima, Berrini, JK, Hélio Pelegrino... Será que o morador dessas regiões deixará o carro em casa para se deslocar para o trabalho de bicicleta? As ciclovias só podem ser utilizadas por algumas horas aos domingos nessas regiões nobres da cidade porque obviamente o morador do Itaim realmente PRECISA de carro para se deslocar até seu trabalho na Paulista ou nos Jardins, percurso que poderia fazer a pé em 20 minutos, dando grande contribuição para a sua saúde e a da cidade.

Uma ciclovia desse tipo não serve ao trabalhador comum; serve ao lazer do paulistano dessas regiões.

Acompanhando cidades como Paris, que adotou a bicicleta como uma alternativa para percursos curtos, os bicicletários paulistanos limitam-se aos 45 km de ciclovias de São Paulo. Já Bogotá, na Colômbia, tem 121 km.

Sempre que tragédias como essa acontecem em nossa cidade, autoridades mandam flores, dão apoio à família e lançam palavras que se diluem em um mar de promessas. Até que se concretizem, quantos ciclistas não chegarão a seu destino?

Marcelo Rocha é advogado formado pela Universidade de São Paulo, especializado em gestão pública e estratégica e em relações internacionais. É presidente da Associação Horizontes (www.ah.org.br), entidade sem fins lucrativos que visa promover sustentabilidade, cidadania, inclusão social e geração de trabalho e renda por meio da educação.

Corretora e tecnologia, parceiras do investidor

Artigo no Fique Alerta – www.fiquealerta.net
Por Amerson Magalhães

Em plena era da informação, a busca por conteúdo move o mundo. Todos os dias, milhões de pessoas leem jornais e revistas ou vão à rede em busca de respostas para questões simples. Quando novos investidores se interessam por outras alternativas para investir seu dinheiro, em primeiro plano, eles devem buscar orientações confiáveis e seguras.

Além da consulta aos meios da comunicação, é comum os investidores associarem investimentos exclusivamente aos bancos, e por isso, costumam conversar com o gerente de sua agência. No entanto, quando esse potencial investidor quer investir em ações ou mesmo comprar títulos públicos no Tesouro Direto, ele descobre que precisará de uma corretora de valores.

Mas diante de uma instituição financeira sem agências, alguns investidores hesitam em cadastrar-se em uma corretora. É o desconhecimento! Somente uma corretora poderá intermediar a compra e venda de ações e títulos públicos.

Apesar da ausência de um espaço físico, a maioria das corretoras possuem canais de comunicação eficientes para atender os novos investidores. No Easynvest, por exemplo, esse atendimento personalizado e seguro pode ser feito tanto por canais eletrônicos, como por exemplo via chat, como por telefone sempre com o suporte de consultores especializados.

Ao entrar em contato com esse profissional, o cliente recebe orientações precisas para entender como funciona do mercado de ações e do Tesouro Direto. O Investidor perceberá que investir pela internet é tão fácil quanto pagar uma conta pelo internet banking.

A grande vantagem das plataformas de negociações pela internet, é o acesso a uma série de informações sobre o mercado financeiro. O novo investidor pode estudar várias análises antes de definir em quais ações irá investir. Esse é um dos benefícios da tecnologia aliada a informação em tempo real.

Outro fator importante é que a corretora deve alertar os investidores sobre os riscos dos investimentos no mercado acionário. O investidor deve estar consciente que a Bolsa, é um investimento de risco e deve ser uma alternativa para objetivos de longo prazo.

Fornecer esse tipo de informação fundamental evidencia que a corretora é mais do que uma intermediária entre o cliente e seus investimentos. A corretora é parceira do investidor.

Amerson Magalhães – Diretor do Easynvest. Graduado em ciências econômicas e pós graduado em finanças. Atua em instituições financeiras há mais de 20 anos e participou da criação do Easynvest, plataforma de negociações pela internet da Título Corretora de Valores.

domingo, 26 de junho de 2011

Feliz ano novo, e que tudo se realize...

Artigo no Fique Alerta – www.fiquealerta.net
Por Marli Gonçalves

...no semestre que vai chegar! Acabou a primeira fase de 2011. Foi tudo muito rápido, meu bem, e não deu tempo nem de sentir prazer. Vamos, então, festejar o réveillon do segundo semestre, para ver se pelo menos agora vai.

É hábito de muitos anos. Sempre comemoro, mesmo que em silêncio, o que chamo de réveillon do segundo semestre, e é agora, esta semana. Voou; não passou. Chegou julho. O tempo, esse maluco, anda parecendo motoqueiro furando trânsito em São Paulo - não respeita mais nada, nem ninguém, nem qualquer previsão ou expectativa. É cruel: comigo, com você, com as contas, com a Dilma, e também com a leseira dos tais preparativos para a Copa, que já estão dando no saco.

Tudo parece que foi ontem. A chegada do ano e sua presidente, com seus porquinhos, brancas-de-neve e cinderelas, além dos personagens eternos, como o Mordomo, o Bigode, o Empertigado e, claro, O Barba. Muitos não ficaram nem até a meia-noite na festa, e a lua-de-mel com o povo quase dura menos do que as do Fábio Jr. Tem bruxinhas voando para todos os lados, e se há alguém que não acredita em duendes, até pode ser. Mas aloprados há aos montes. Desgovernados, todos nós. E alucinados, lunáticos, despropositados e afins andam procriando mais do que os embriões manuseados por aquele médico maluco que nos deu uma banana, literalmente, e fugiu por aí.

Os tais grandes eventos, que não sei mais quem ainda acredita que vão mudar nossa situação, já faz tempo que foram anunciados. Que preguiça! E? Nada. Aeroportos, estradas, serviços, comunicações e todos os etceteras continuam lentos, quase parando, piorando, sigilosos, e já nem mais é segredo por quê. Contrato bom é contrato feito de emergência. Foi um brasileiro quem - quase certo - inventou a máxima: no fim, tudo dá certo. Só pode ter sido. E nem sempre é verdade, também sabemos.

Nesses primeiros seis meses assistimos foi a muitas desgraças, cruz credo. Enchentes, deslizamentos, inundações, acidentes, desgovernos, denúncias, corrupções & bandalheiras, barrancos e barracos vindo abaixo. Lá de fora recebemos uns borrifos de sangue de Osama, cinzas de vulcão, ares carregados de medo, inclusive nucleares, tremores e deslocamentos de terra e da Terra, bactérias-monstro, notícias de primaveras de liberdade que até agora não deram flores.

Precisamos de um descarrego. Não, não é preciso criar mais um ministério para isso, calma. Já viu que agora tudo o que a gente fala ou pede perigas virar mais um órgão público onde sentam um apaniguado de algum partido ou de alguém? Temo que eles estejam precisando de mais espaços. Melhor ficar junto à parede. Porque até siglas são pomposas. Que tal, por exemplo, a Autoridade Pública Olímpica? APO. APOlogia, para políticos APOsentados, ou APOiados em APOstas que dão com os burros n`água. De autoridades estamos é cheios.

Pela frente serão só mais seis meses para chamarmos de nossos. Ano que vem tem eleições de novo, e então seremos mais uma vez invadidos por aquela estranha sensação de sentir alguéns passando a mão em algumas partes de nossas, digamos, estruturas. É o caso de começarmos nossos planos, todos, de novo.

Assim, primeiro, você, mulher: a cor da calcinha que vai usar nessa virada. Como é de quinta para a sexta, sugiro uma branquinha com detalhes em verde, com elástico amarelo e uma fitinha vermelha. Você, homem: uma cuequinha simples, branca, que vocês nem se ligam muito nessa, mesmo. E como diria aquela travesti que ficou famosa na internet, tomar uns "bons drink" pode ser uma. Mas sem sair de casa para não cair em nenhuma malha, nem rodoviária, nem policial, nem leonina. Nada de cavalos, também, que estes andam quebrando as costelas da oposição, como se precisasse e elas não quebrassem sozinhas.

O importante será a concentração em termos de boas ideias, mais do que intenções, e pensamentos elevados. Tipo que o inverno não seja rigoroso porque logo já vai ser Dia dos Pais e tudo sobe o preço, inclusive chinelos, pijamas e cobertinhas.

Pensando bem, melhor ser mais geral: concentrar-se contra a inflação que está mesmo afiando as garras.

Vamos olhar para frente, marchar para continuar protestando, e esperar. Temos seis meses pela frente até podermos comemorar outro réveillon, outro despertar.
Como sempre, o melhor é começar tentando manter-se entusiasmado por alguma coisa. Quem sabe o verão?

São Paulo, seco como o Saara, cof cof cof, 2011. Por enquanto, 2011.

Marli Gonçalves é jornalista. Adoraria poder vaporizar as ideias deste país que dá dois passos para frente, três para trás.

sábado, 25 de junho de 2011

Espíritas e católicos em fraterna comunhão

Artigo no Fique Alerta - www.fiquealerta.net
Por João Baptista Herkenhoff

Não sou espírita. Sou católico. Nasci numa família católica, em Cachoeiro de Itapemirim. Na infância e adolescência respirei um ambiente religioso que não transigia em questões dogmáticas. Só bem adiante é que surgiu João XXIII, o Papa que abriu o diálogo da Igreja Católica com todas as religiões e correntes de opinião.

Vejo na doutrina espírita muita abertura para o próximo, generosidade. Creio que isto é a síntese do Cristianismo. Neste ponto parece-me que podem comungar católicos, espíritas, protestantes e ateus. Incluo seguramente ateus nesta desejada comunhão porque quem ama o próximo, tem paixão pela Justiça, sonha com um mundo de igualdade, esta pessoa vive a essência da Fé porque Fé é vida, e não explicitação verbal. Vejam bem. Eu não desconheço que há aqueles que optam consciente e racionalmente pelo Ateísmo. Respeito esta escolha. Apenas vislumbro a chama da Fé na vida de todo aquele que se consome no amor ao outro, indepentemente de uma subjetiva afirmação teísta.

Se nos debruçarmos sobre os diversos municípios do meu Estado (Espírito Santo) para descobrir, em nossas cidades, instituições que se abrem para o próximo, que se condoem de presos e de prostitutas, que buscam encaminhar crianças, que se dedicam ao cuidado de seres humanos marcados por deficits físicos ou mentais, veremos que muitas dessas instituições, ou a maioria delas, são levadas avante por seguidores do Espiritismo. Acredito que o mesmo fato ocorra em outros Estados do Brasil.

Segundo o relato bíblico, no julgamento final, Jesus Cristo não chamará as pessoas para o lado dos escolhidos, segundo um determinado timbre ou rótulo religioso, mas segundo as obras:

“Vinde a mim, benditos de meu Pai, que me deste pão quando tive fome; tive sede e me destes de beber; era peregrino e me acolhestes; nu e me vetistes; enfermo e me visitastes; estava preso e viestes a mim”.

Quando fui juiz de Direito, os desembargadores que melhor entenderam meu trabalho e minhas ações eram espíritas. Cito com reverência dois desses desembargadores: Carlos Teixeira de Campos e Mário da Silva Nunes. Foi graças ao apoio deles que consegui resistir.

Uma decisão que proferi libertando uma pobre prostituta, envolvida com drogas, porque ela seria Mãe, tornou-se nacionalmente conhecida em razão da divulgação dessa sentença pela internet, num site espírita.

Os espíritas compadeceram-se da pobre meretriz (Edna, eu não esqueço seu nome) e entenderam porque o juiz a libertou, ainda que, naquele momento histórico (1976), fosse a droga considerada, mesmo o simples consumo, um crime gravíssimo. Através de flagrantes de droga foram colhidos pela rede das prisões muitos opositores do regime politico então vigente.

João Baptista Herkenhoff, 75 anos, é professor pesquisador da Faculdade Estácio de Sá de Vila Velha (ES). Autor de: Dilemas de um juiz – a aventura obrigatória (2009) e Filosofia do Direito (2010), ambos publicados por GZ Editora, Rio. E-mail: jbherkenhoff@uol.com.br - Homepage: www.jbherkenhoff.com.br

Estradas da vida

Artigo no Fique Alerta – www.fiquealerta.net
Por João Bosco Leal

No reino animal o ser humano talvez seja o que nasce com maior dependência. Normalmente os irracionais já ficam em pé logo ao nascer, imediatamente procurando o úbere materno para mamar, o que não ocorre com os humanos.

A dependência, em todas as espécies, permanece por um bom período, em geral durante a infância e a juventude, apesar de atualmente os jovens humanos procurarem manter essa condição pelo maior tempo possível.

Ao sairmos dos cuidados paternos passamos a caminhar por uma estrada única, da nossa própria vida, quando seremos o próprio motorista, que escolherá o próprio caminho, a velocidade, o tipo de pista, o veículo e nela não haverá vigilantes rodoviários.

As escolhas nos levam a estradas com mais ou menos pistas, com melhor ou pior asfalto, valetas, terra, pântano, locais de planície ou de morros, ou de climas mais amenos, quentes ou frios. Coisas que aprendemos no passado e até mesmo as atuais sugestões paternas não serão sequer consideradas em virtude de já nos entendermos mais preparados do que eles.

No caminho encontraremos pessoas que poderão ou não nos acompanhar, tornando essa viagem mais prazerosa, ou enchendo-a de pedras. Poderão contar piadas ou histórias tristes, dar dicas de caminhos mais fáceis ou fornecer informações erradas que nos levarão a uma estrada sem saída, ao pé do morro.

Os que nos acompanharem poderão desembarcar durante a viagem por vontade própria, por haverem chegado ao seu ponto final, ou por nosso desejo, de não desejarmos mais continuar a viagem com eles e interrompermos a carona que lhes foi dada.

No pensamento, a estrada poderá ser percorrida, durante toda sua duração, com velocidade bastante lenta ou de anos-luz e a capacidade da memória poderá ser de alguns bytes ou de muitos Terabytes. Tudo dependerá da quantidade da sua busca e do armazenamento de informações que escolher fazer.

O conforto ou desconforto dessa viagem é uma opção pessoal e mesmo assim há pessoas que não percebem, ou não assumem, que serão as únicas responsáveis pelas escolhas e suas consequencias, seus resultados.

Ao realizarmos auto-críticas, temos a possibilidade de refazer nossas escolhas. Podemos olhar ao longo da estrada para trás e para frente e escolher se continuamos por ela ou pegamos outra que sai para o lado em direção bastante diferente, ou mesmo uma que mais adiante caminhará paralelamente a esta.

Buscando ser disciplinados podemos inclusive nos aplicar multas, algumas merecidas e outras nem tanto, ao percebermos excessos e erros nas conduções físicas, alimentares ou quaisquer outras. Nossa mente está sempre pronta para pensar em novas alternativas, mudanças ou retorno ao início.

O importante é que façamos as correções necessárias, que alteram a duração da viagem, tornando-a mais curta ou longa, rápida ou demorada, com mais ou menos paisagens, pessoas e lugares novos para se conhecer.

Pequeno é o que continua dependente, até sobre suas opções, e não se dá ao direito de corrigir seu próprio rumo, sua velocidade ou mesmo seus acompanhantes.

João Bosco Leal é Produtor Rural - www.joaoboscoleal.com.br

Avanços e recordes do algodão no Brasil

Artigo no Fique Alerta – www.fiquealerta.net
Por Sérgio de Marco e Ronaldo Spirlandelli de Oliveira

O setor agropecuário é uma das molas propulsoras da economia brasileira. Respondendo por quase 1/3 do nosso PIB (Produto Interno Bruto), compete de igual para igual com o setor automobilístico e, mais recentemente, com os empreendimentos imobiliários. Somente nos primeiros três meses de 2011, a agricultura foi responsável pelo aumento de 1,3% do PIB, e o algodão foi uma das culturas que mais contribuíram para esta ampliação.

A indústria nacional consome 1 milhão de toneladas/ano de pluma, e nos primeiros 5 meses de 2011 as vendas estiveram concentradas basicamente nesse mercado. A safra 2010/2011, que já começou a ser colhida, deverá abastecer o mercado externo, prevendo-se novos recordes de exportação, cujo volume de 2010 esteve próximo de meio milhão de toneladas.

Os números relativos à exportação fizeram com que o Brasil ganhasse destaque entre os outros países que cultivam a fibra, como China, Índia, Estados Unidos e Paquistão. E também está impulsionando os produtores brasileiros no sentido de fomentar a atuação comercial em Hong Kong e Cingapura, que integram os tigres asiáticos. As expectativas são grandes em relação a esses dois países, e os números a serem alcançados giram em torno de 60 mil toneladas. É mais um grande passo para os agricultores brasileiros, pois o horizonte continua promissor, haja visto o crescimento de 66% da área plantada, resultando numa safra 74% maior do que a do ano passado, segundo dados recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Este espaço alcançado no cenário nacional e internacional corresponde a uma série de esforços em pesquisas. Vale ressaltar ações de entidades como a Embrapa Algodão, os Institutos Agronômicos de Campinas e do Paraná, o Instituto Mato-Grossense do Algodão, a Fundação de Apoio a Pesquisa e Desenvolvimento do Oeste Baiano e a Fundação Goiás, entre outras, que colaboram para o aperfeiçoamento genético da fibra, do cultivo e do controle de pragas, assim como para a seleção de plantas mais resistentes a doenças. Todas estas ações se configuram como colaborações relevantes para o produtor de algodão, o qual passa a receber orientações e diretrizes que culminam na rentabilidade dos negócios.

Além destes estímulos ou contribuições das pesquisas para o progresso do setor, destacamos importantes avanços no setor industrial, como o desenvolvimento de maquinários agrícolas e novas tecnologias, os quais, se agregados corretamente, contribuem para que o processo de colheita e industrialização sejam aperfeiçoados, tanto para o grande, como para o médio e para pequeno produtor do algodão.

Diante destes dois exemplos - esforços em pesquisa e avanços da indústria - fica evidente como a fibra é importante para o cenário interno, pois faz com que corporações de diversos setores participem do processo e comecem a se desenvolver também. Evidentemente estas ações são também positivas para a geração empregos, seja no campo ou na cidade.

Cabe-nos refletir como o avanço positivo da cultura algodão não se trata de uma ação isolada e que também não traz frutos e méritos somente para o setor produtivo do algodão. Há o envolvimento de toda uma cadeia de empresas e, portanto, eles são partilhados. E para o crescimento ininterrupto é preciso que haja continuidade do fortalecimento dessa cadeia, seja com pesquisas ou estudos, ou com a geração de novos negócios, pois isto fará com que o Brasil tenha destaque sempre.
Sérgio de Marco é presidente da ABRAPA – Associação Brasileira dos Produtores de Algodão e Ronaldo Spirlandelli é presidente da APPA – Associação Paulista dos Produtores de Algodão. Estes assuntos serão abordados durante o 8° Congresso Brasileiro do Algodão & Cotton Expo 2011, que ocorrerá em São Paulo, de 19 a 22 de setembro de 2011.

domingo, 19 de junho de 2011

Vista-se com Isto

Artigo no Fique Alerta – www.fiquealerta.net
Por Marli Gonçalves

Já que agora somos livres para dizer e apelar para o que queremos, vamos desfilar por aí. Suba nessa passarela. Já pensou se usássemos nossos corpos como cartazes, com roupas que passassem recados por aí? Quanta coisa para dizer! Mensagem do dia. Tabuleta. Bandeirinha. O que você escreveria na sua?

O menino vinha andando, mãos no bolso, um ser normal, aparência tranquila. Mas ele - só pode ser - queria mesmo é se comunicar sem falar, mantendo informadas as pessoas com quem cruzasse, para que ficassem longe - me pareceu que era uma preguiça até peculiar de explicar muito. REVOLTADO: era o que diziam as letras brancas em sua camiseta preta. Apenas isso: revoltado. Ninguém sairia com uma dessas, sem se sentir assim. Sem estar assim. Sem ser assim. E revoltado com tudo, sem exceções. Palavra forte, essa.

Vi esta cena já há alguns dias, mas ela ficou na minha cabeça. Vamos virar cápsulas daqui a pouco. Penso que cada vez mais, até por conta de tantas tecnologias, nos fechamos em nós mesmos. Isso não é bom. Pensou se, por exemplo, a gente pudesse ter uma eletrotela na cabeça, que ficasse passando o noticiário, o "nosso" noticiário? Um Twitter vivo? "Não fale brusco comigo. Estou na TPM". "Quero que o mundo acabe em melado". "Hoje vou à luta". "Passa um SMS". "Só ligo a cobrar". "Dormindo em pé".

Já conhecemos aqui nesta terra um presidente que, quando começou a se isolar, comunicava-se por intermédio da camiseta com a qual corria no fim de semana, e chegou até ao deselegante "aquilo roxo". Um tanto grosseiro, mas esse cidadão ainda continua por aí, de volta aos círculos íntimos do poder. Devia usar uma assim: Bandido.

Aperfeiçoando a minha invenção, já pensou se fosse como uma máquina da verdade, daquelas que lêem seus pensamentos? O que diria a eletrotela de Dilma Rousseff? E quando está ao lado de Michel Temer? Você não tem essa curiosidade? De vez em quando, admita, também não imagina e põe balõezinhos na cabeça das pessoas, ou na sua mesmo, com um pensamento que fica ali pairando? Sabe aquele desenho que tem bolinhas e o balão, para denotar que é apenas um pensamento? Alguns são realmente censuráveis.

Não é tão louca a ideia, gente - já existe, já vi, passa uma mensagem vermelha, um banner, mas só para duas ou três palavras, fixadas na fivela do cinto ou mesmo no peito de uma camiseta. Você programa. Não é a coisa mais bonita do mundo, mas escuta só que não vai demorar e algum maluco beleza lança algo em laser, ou holografia, 3-D, neon, tinta invisível. Vai ser um aplicativo.

Aqui só fiz aperfeiçoar a "criação", dar uma de stylist, e desejando única e exclusivamente melhorar o entendimento entre os humanos que não anda nem um pouco fácil. Mal ou bem, se a gente pensar, essa onda de tatuagens não deixa de ser essa forma de expressão, só que mais radical; imagem eterna. Faz, mas não dá para mudar mais de ideia, nem de estado de espírito. Se tatuou dragão, não vai mostrar borboleta; se tatuou beija-flor, não dá para virar urubu de uma hora pra outra. Não pega nem bem. Sacou?

Melhor então é voltar à proposta inicial, roupas. Uma palavra. No máximo duas, uma composta ou substantivo + adjetivo, um sinal de pontuação. Pensei também se não seria uma boa uma coisa até mais intelectual, mas que também dissesse tudo sobre você. Viajei na ideia de um vestido preto, simples, com bom caimento, com as letras no peito, brancas: "BALZAC?". Ou talvez apenas SADE, SARTRE, DALI, CONFUCIO, PICASSO, DA VINCI, PELÉ. Depende de quem você gostaria de estar representando, ou de quem você gostaria de ter como se fosse um autógrafo no corpo.

Estampas não faltarão. Inclusive na linha bons desejos. Teve uma época que uma grife fez umas assim, mas começaram a piratear e eles desistiram. A linha era essa: Paz, Amor, Fraternidade, Igualdade, Liberdade. Proponho Verdade, Mentira. Tive um par de meias assim que amava: um era YES; o outro pé, NO. Serviam também como sinalizadores.

Longe da política e da militância a favor de qualquer coisa, podíamos pensar também em uma linha de lingerie especial, para homens e mulheres: Aperte Aqui, Abra devagar, Entre. Fique. Também poderiam ser usados os símbolos internacionais de trânsito. PARE. Curva acentuada à direita. Siga em frente. Cuidado: obstáculo. Livre, à frente. Proibido parar.

Garanto que ia ter um monte de gente comprando, para ver se melhorava a comunicação em casa. Uma coisa bem particular. Ou na rua. Agora podemos tudo, mesmo. Somos quase LIVRES.

São Paulo, TRÂNSITO PARADO. CONGESTIONADO. TÚNEL INTERDITADO. 2011.

Marli Gonçalves é jornalista. Já pensou se combinássemos todos e passássemos a fazer SEGREDO ETERNO também dos nossos gastos com a copa e cozinha?

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Os obstáculos e a água

Artigo no Fique Alerta – www.fiquealerta.net
Por João Bosco Leal

Na internet encontrei uma frase, de autor não informado, que apesar de há muito conhecida, novamente me chamou a atenção: "A água nunca discute com seus obstáculos, apenas os contorna."

Como tudo o que me chama a atenção ultimamente têm me levado a reflexões, a frase relida agora provocou a realização de uma enorme auto-crítica.

O tipo que não leva troco para casa, não deixa nada sem resposta, pavio-curto e todas as tradicionais descrições do tipo, descrevem bem como sempre me comportei durante a vida.

Depois de refletir bastante cheguei à conclusão que o confronto, que normalmente leva à discordâncias, debates e invariavelmente acaba sem convencimentos, praticamennte nunca valeu a pena.

Não me lembro de oportunidade alguma em que a discução, por qualquer motivo, realmente tenha levado a uma situação de equilibrio e consenso real sobre o tema em questão.

Pontos de vista, ideologias, propostas e ambições diferentes são comuns entre os seres humanos e não são alterados diante de um simples debate onde algo diferente se apresenta.

Regimes políticos e econômicos, modelos administrativos ainda são discutidos pelos homens sem que haja consenso nem mesmo no caso de redundantes fracassos anteriores.

Apesar de muitos entenderem que toda a unanimidade é burra, penso que burra é toda a generalização, como algumas que já foram tentadas por poucos, a exemplo da tese de superioridade racial.

A unanimidade, o consenso e a generalização ainda não foram possíveis sequer sobre a melhor posição de parto.

Os pensamentos continuam fluindo e me levam a outros questionamentos, como o que me fez passar mais de meio século de vida sem perceber essa simples realidade.

A ousadia, inexperiência e arrogância do jovem que pensa saber tudo, que irá consertar o mundo e todas as outras possibilidades comuns aos pensamentos de quem só a vida ensinará, não me bastaram como justificativa, uma vez que pelo menos cronologicamente há muito já passei -ou deveria ter passado- por essa fase. Deveriam existir outros motivos para minha demora nessa descoberta.

A água contorna a pedra sem que isso signifique o abandono da disputa por aquele espaço. Esse desvio provoca seu polimento, que fica mais leve e é arrastada para a margem, desocupando o espaço antes ocupado e permitindo a passagem da mesma pelo local, mas isso também levou muito tempo.

Com a vida o homem vai percebendo que ousadia, arrogância e pretenções vão sendo diminuidas e que cada vez mais ele precisa abrir caminho para os que já sabem mais, possuem mais pique, preparo ou inteligência e entendo já estar aceitando bem essa idéia que percebo, será muito útil nas poucas décadas que ainda me restam.

Os que viverem por mais tempo terão o privilégio de serem polidos o suficiente para, chegado o momento, permanecerem à margem, sábia e passivamente, vendo a vida passar e ensinando os que querem aprender.

Obstáculos, que de uma maneira ou de outra devemos superar, nos são apresentados durante toda a vida, até o último que, sem solução, nos levará e, portanto, só nos resta decidir 'como' serão superados.

João Bosco Leal é Produtor Rural - www.joaoboscoleal.com.br

quinta-feira, 16 de junho de 2011

A falsa polêmica dos inibidores de apetite

Artigo no Fique Alerta – www.fiquealerta.net
Por Antonio Carlos Lopes

Desde o início de 2011, um tema controverso tem ocupado na imprensa páginas e páginas das editorias de saúde e medicina. Trata-se da possibilidade de a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibir no Brasil a comercialização e o uso dos inibidores de apetite a base de sibutramina, de anfetamina e derivados.

A discussão tem como ponto de partida uma falsa polêmica. Dizer que tais fármacos possuem efeitos colaterais é algo que os mais antigos classificariam de “chover no molhado”. Até porque todos os medicamentos, sem exceção, os têm, em maior ou menos escala.

Antes de acirrar qualquer debate, portanto, é essencial analisar a questão do ponto de vista da saúde pública. Os inibidores de apetite são importantes no combate à obesidade, hoje uma das principais causas de diabetes, câncer e hipertensão arterial, entre outras enfermidades.

Proibi-los certamente só agravará uma situação já preocupante. Em nosso país, atualmente, mais da metade da população está acima do peso. O número de obesos cresce a cada dia, reproduzindo, aliás, um mal que é mundial.

Claro que não defendemos a utilização indiscriminada, pois, em medicina, a permissividade é inaceitável. Dessa forma, é imperioso que sejam estabelecidos critérios rigorosos de controle. A prescrição deve ser feita apenas do receituário amarelo, retirado nas Secretarias da Saúde. Também é necessária forte fiscalização da Vigilância Sanitária sobre a prescrição destes, para saber como e com quais finalidades estão sendo ministrados.

Por fim, um dos focos da controvérsia deve ser colocado no seu devido lugar. A prescrição médica envolve ciência e arte. Só ciência e só arte não resolvem. Para bem fazê-la, necessitamos de médicos competentes e bem formados, mas esses não estão sobrando no mercado.

Um médico para receitar fármacos assume um compromisso não apenas com a prescrição realizada no momento da consulta, mas também com as suas possíveis complicações e com o dever de saber identificá-las e tratá-las. O grande problema é que muitos que prescrevem não têm a qualificação adequada. Pior, sentem-se na obrigação de fazer o indivíduo emagrecer a qualquer custo, sem nem ter o diagnóstico da causa da obesidade.

Com rigor na formação dos profissionais de medicina, controle na venda e fiscalização sobre abusos, resolveremos o problema, ou boa parte dele. Resta-nos, assim, somente adotar um remédio que sempre faz bem: o bom senso.

Antonio Carlos Lopes é Presidente da Sociedade Brasileira de Clínica Médica.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Geração T – Testemunha de tudo!

Artigo no Fique Alerta – http://www.fiquealerta.net/
Por Luciano Pires

A “Geração T” sabe tudo que acontece, mas permanece incapaz de analisar, comparar e julgar

Meu amigo Patrick é francês e vive no Brasil há anos. Tem uma visão crítica da forma de ser do brasileiro em comparação a outros povos, especialmente os europeus. E eu me divirto com ele. Recentemente, presente a um desses eventos badalados que tratam de redes sociais, ele me ligou para descrever o público. Jovens, muito jovens, com seus iPads e iPhones, tuitando furiosamente enquanto assistiam às palestras de dezenas de especialistas. Ao final da palestra, invariavelmente o apresentador dizia:

- Alguma pergunta?

Silêncio. Ninguém. Nada. E assim foi, de palestra em palestra. Ninguém nunca perguntava nada. O Patrick então disse que aquela era a geração T. Tê de testemunha: “Sou testemunha de tudo, mas não tenho opinião sobre nada.”

É isso mesmo que tenho visto por aí: a geração T dominando os espaços e dedicando-se à única coisa que consegue fazer: contar para os outros o que viu. Ou no máximo, repetir a opinião de terceiros, enquanto permanece incapaz de analisar, comparar, julgar e de emitir opiniões.

Mas sabe o mais louco? A “geração T”, diferente das outras gerações, parece não ter um período definido. Não é composta exclusivamente de gente que nasceu entre o ano x e o ano y... É claro que a quantidade de jovens é muito grande, mas ela generosamente engloba gente nascida desde 1950...

Em minha palestra “Quem não se comunica, se estrumbica” falo de um estudo que mostra que nos 40 mil anos que se passaram desde o momento em que o homem desceu das árvores até inventar a internet, a humanidade produziu 12 bilhões de gigabytes de informação, algo como 54 trilhões de livros com 200 páginas cada. Agora veja esta: somente no ano de 2002 produzimos os mesmos 12 bilhões de gigas! Geramos num ano o mesmo que em 40 mil anos...

Em 2007 foram mais de 100 bilhões de gigas! E em 2012 serão alguns trilhões! Produzimos informação numa velocidade cada vez maior enquanto inventamos traquitanas que tornam cada vez mais fácil acessar essas informações. Mas de que adianta ter acesso às informações se não temos repertório para dar um sentido à realidade?

O resultado é a geração T, que sabe tudo que acontece, mas não tem ideia do por que acontece. Entrega-se à tecnologia de corpo e alma, como “vending machines”, aquelas máquinas automáticas de vender refrigerantes em lata, sabe? Distribuidores de conteúdo de terceiros, focados no processo de distribuição, mas sem qualquer compromisso com o conteúdo distribuído.

Nada a estranhar, afinal. Querer que as gerações que saem de nosso sistema educacional falido conheçam questões conceituais, paradoxos, tradições, estilos de comunicação, relações de causa e efeito, encadeamento lógico dos argumentos e significados para poder exercer o senso crítico é demais, não? É mais fácil e menos comprometedor simplesmente contar para os outros aquilo que ficamos sabendo.

A geração T não consegue praticar curiosidade intelectual, só a curiosidade social. Tentei achar um nome para esse fenômeno e acabei concluindo que só pode ser um: fofoca.

A geração T é a geração dos fofoqueiros. E você é testemunha.

Luciano Pires é um profissional de Comunicação (começou como cartunista, escritor, radialista e podcaster) que por 26 anos foi executivo de marketing (12 dos quais na função de diretor) de uma multinacional de autopeças. Em 1993 começou a realizar palestras e já atendeu centenas de empresas pelo Brasil, como Petrobras, Vale, ABN, VW, Itaú, Unilever com suas provocativas abordagens do jeito brasileiros de administrar negócios. Acesse: www.keynotespeakers.com.br 

terça-feira, 14 de junho de 2011

Que espaço querem as mulheres no mundo das finanças?

Artigo no Fique Alerta – www.fiquealerta.net
Por Dora Ramos

Há alguns anos, temos disputado a liderança com os homens em diferentes âmbitos, mas o SPC Brasil (Serviço de Proteção ao Crédito) revelou algo de que não podemos comemorar. Isso porque, as consumidoras estão à frente quando se pensa em inadimplência, principalmente no comércio, em que são responsáveis por 62,3% das pendências, frente 37,7% dos homens.

Entre outros pontos, foi possível descobrir que esse endividamento superior por parte do público feminino acontece até a casa dos R$ 500, ponto de virada para que os homens apareçam como a maioria dos devedores dentro dos segmentos analisados: serviços, comércio e serviços financeiros.

Com base nessas informações, é válido pensar: quais são os motivos que têm levado às mulheres a assumir um número maior de dívidas? Para nos aproximarmos de uma possível resposta para essa pergunta, é importante ter em mente que a mulher está cada vez mais presente no mercado de trabalho, mesmo que com salários inferiores, e tomando ainda mais decisões na gestão do lar. Contudo, parece que ainda falta planejamento e boas práticas de consumo consciente. Temos mais dinheiro do que antes, mas não sabemos usá-lo.

Desde a lista de compras do supermercado, até a declaração do imposto de renda, é preciso ter claro a relação entre a receita e os custos de vida. Dessa forma, diminuímos as chances de contar recursos que não estão à disposição no momento, evitando principalmente as compras por impulso. Ou seja, além de nos esforçarmos para ganharmos mais, é preciso mudar nossos hábitos para aproveitar ao máximo o que já temos.

Para quem já está com dívidas a dica é: pense em suas finanças como se fosse uma empresa. Crie planilhas e formas de avaliar quais são seus principais gastos e quais deles podem ser eliminados ou diminuídos. Passar a comprar marcas mais baratas ao invés das que está acostumada é um bom exemplo do que pode ser feito.

Além disso, faça um mapeamento completo de todas as contas em aberto e identifique com quais credores há espaço para negociações. Bancos e instituições que oferecem empréstimos podem aumentar prazos, fazendo com que tenha mais folga no seu orçamento mensal. Mas cuidado: não entenda essa amenizada como um sinal positivo para voltar a gastar, pois a divida só foi suavizada e não quitada.

Entrar em situação de endividamento é algo que tira o sono de qualquer pessoa, não importando o gênero de quem está no vermelho. Por isso, o mais indicado é que se tenha bom senso, não se deixando levar por atos impensados ou otimismo exagerado em relação ao crescimento de nosso país. Sempre é tempo de retomar o controle financeiro da sua vida, mas isso exige consciência sobre nossos erros e estratégias de superação.

Dora Ramos atua no mercado contábil-administrativo há mais de vinte anos. É fundadora e diretora responsável pela Fharos Assessoria Empresarial. Para mais informações, acesse http://www.fharos.com.br/

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Apelando aos santos, a todos eles, um a um

Artigo no Fique Alerta – www.fiquealerta.net
Por Marli Gonçalves

De novo! Junte as mãozinhas, concentre-se. Pense firme e forte. Será preciso reza brava. Senão, faz melhor: distraia-se recortando bandeirinhas coloridas de papel. Pular fogueiras já pulamos todos os dias, bem miudinho, com a inflação nos mordendo os calcanhares.

Tem quadrilha, tem sim senhor. Tem cobra? Tem sim, senhor. Olha a chuva! E o frio, o vento, o vulcão, a ressaca, o ciclone, os bate-cabeça do Governo. Esse arraial anda complicado demais da conta, compadre, comadre! Nem digo mais para acender velas, porque o preço delas já está pela hora da morte. Aliás, o preço de tudo, e tentam nos convencer de que estão sob controle. Controle de quem, jacaré? Dá um pulinho no mercado. Não precisa pegar o carrinho, dá para carregar na mão, passar no caixa-rápido de dez volumes; e também nem precisa de lista de compras, porque vai acabar é gastando a caneta riscando os ítens. Não porque já pegou. Mas porque vai tirá-los da sua vida. Perder a vontade. Esquecer.

Daqui a pouco até as maçãs ficarão inflacionadas. Nos locais onde elas são vendidas enroladas no papel, terão preferência, por duplo uso, higiênico, compreende? Queijos? Duas fatias. Por semana, divididas em quatro. Leite? Só em pó - uma lata igual a cinco, seis litros, feitos com água direto da fonte torneira. Café, o solúvel. Pão? Biscoitos? Engordam. Carne? Ah, agora você está entendendo porque é cada vez maior o número de vegetarianos. Limpeza? Ensaboa, mulata, ensaboa. Fuja dos congelados, gelados, frios, que eles ficam ali paradinhos, mas o preço é cada vez mais quente.

Sou jornalista, amo a profissão, mas às vezes acho que a gente faz uns desserviços e tanto publicando umas informações vindas única e exclusivamente das previsões e de interesse de mercado, absolutamente fora da realidade terráquea. O exemplo da bolha imobiliária que vai estourar a qualquer momento é visível. Placas e placas de aluga-se, vende-se, lojas fechando mais que abrindo - são anos-luz para se conseguir concretizar qualquer negócio. E treinamento de boxe para lutar para receber.

De ioga, para aprender a esperar. De atletismo, para pular os obstáculos. O tal mercado regozija-se, trombeteando sempre uma alta irreal, pinicando nossas calcinhas, apertando as cuecas. Os proprietários, por sua vez, acreditam no que lêem e ouvem de uns tais "especialistas" sem turbante, e esfregam as mãos. E caem na rede. No fim todo mundo sai perdendo, porque a realidade não é um gráfico. É sempre mais embaixo.

Moro de aluguel. Falo, entre outras, porque agora mesmo estou às voltas com uma proposta irreal de reajuste onde moro. Estão falando em quase 100%, o dobro. Buscar onde, se ralo 24 / 7 e não sobra?Atropelaram os índices e os mandaram para a UTI. Não, nada mudou; ao contrário, é um apartamento antigo, sem reformas, sem melhorias, e que eu amo profundamente mesmo assim.

Mas amor não paga o aluguel, e se o proprietário é investidor e tem tudo pode não perceber que é muito melhor um passarinho na mão - no caso, eu, piupiu, que pago direitinho tudo, cuido do bem, já estou lá - do que muitos outros voando, urubus, com seus corretores ávidos, numa concorrência absolutamente desleal. Imóvel vazio é prejuízo certo, e as contas continuam. Pedir, claro, pedem o que quiserem. Conseguir quem pode são outros quinhentos sejam eles em reais, dólares ou euros. Repara que parece que no tal mercado estão vendendo ou alugando pedaços do céu, da Lua, pontas de estrelas, tudo com vista para o mar. O bolo já está desandando no forno, não demora a esbugalhar.

Não sei falar de economia em economês. Mas sei que grana a gente conta por mês/mês. Não entendo de índices, de spreads, taxas, over. Mas como estou viva e com muitas coisas para arcar, vejo - e sinto - que cada vez mais economizamos, cortamos, trocamos, e as safadas que entram por debaixo da porta só fazem aumentar, com seus cruéis códigos de barra. Não vou para lá e para cá e os amigos do posto já sorriem quando perguntam: - Cinquentinha? Cada vez o ponteiro sobe menos.

Gosto de ler, mas quando passo nas livrarias só lambo os beiços. Só. Cada vez mais me interesso por bazares, liquidações, queimas de estoque que, ao menos, como a crise está brabeira, têm sido constantes - não esperam mais nem o fim das estações. Nada de luxos, restaurantes, presentes, supérfluos. Corta! Vermelho!

Viramos ilhas, com dívidas para todos os lados. Poupança rende porcaria. Não é o mesmo percentual do empréstimo, e devia ser ao menos próximo. Bancos ainda querem que você morra com o dinheiro pintado que não foi roubado; apenas explodido. Até os ladrões já estão mais especialistas em tinturaria do que em lavanderia - essa, uma coisa só para quem pode e sabe o caminho dos descaminhos.

Não precisa atravessar o rio para encontrar as piranhas: elas se metamorfosearam em impostos no que comemos, bebemos, fazemos.

Santo Antônio, São João, São Pedro, São Paulo. Santa Clara, clareou! Nossa Senhora já está com a capinha gasta. Reza, reza, reza. Não importa a religião, se é reza, oração, meditação, macumba. A inflação imola, atrapalha, detém o desenvolvimento. Não tem justiça social que aguente o tranco, nem é questão de classe social, beabá. Tal qual tsunami, vem em ondas provocadas justamente por uma especulação desenfreada que soltam das jaulas, feras incontroláveis que já vimos aumentando nossos zeros no passado.

São balões que sobem e bombinhas que estouram nossos alicerces, fogos que explodirão ferindo a todos, em violenta cadeia, que nos deixará a todos com roupas em retalhos. Não adianta continuarem assobiando, fazendo que não estão vendo, afirmando que não existem. A pressão é igual pipoca na panela. Quentão, vocês sabem bem onde; fubá.

Nós é que não podemos mais ser as pamonhas.

São Paulo, junino, serviços que não funcionam, nem de cabeça para baixo, nem com multas que só são cobradas, mas parece que nunca são pagas, em 2011.

Marli Gonçalves é jornalista. E já está perdendo a classe, média. Chamando urubu de meu louro. Trocando o alho pelo bugalho. Sai bem mais barato. O que ocê foi fazer no mato, Maria Chiquinha?

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Nossas buscas, erros e acertos

Artigo no Fique Alerta - www.fiquealerta.net
Por João Bosco Leal

Durante a vida nos deparamos com diversas encruzilhadas, diante das quais precisamos fazer opções que poderão nos levar à grandeza, se acertarmos, ou a miséria, se errarmos.

As escolhas são realizadas individualmente e nenhuma outra pessoa poderá ser responsabilizada por nossos erros ou acertos, assim como os erros cometidos não significam que deixaremos de acertar em uma próxima escolha.

Os fracassos de ontem não necessariamente impedirão o sucesso futuro, pois estão no passado, e diariamente novas opções nos são apresentadas, permitindo correções de curso, mudanças e acertos.

Não importa o que fez com que aqui chegasse como é, ou está. Isso é passado, que nada têm a ver com o que se pretende conquistar à partir de hoje.

O passado não pode definir como e onde pretendemos chegar, e deixá-lo para trás é fundamental para concentrarmos nossas energias em projetos futuros.

As experiências vividas devem ser aproveitadas como lições, de como e onde erramos ou acertamos, mas nada do que já ocorreu pode ser mudado.

Começando cada dia como uma folha em branco poderemos, a cada manhã, tomar iniciativas necessárias para transformar nossos sonhos em realidade, nela desenhando uma nova vida.

Milhares de novas direções poderão ser tomadas e as novas escolhas serão as responsáveis por conseguirmos ou não as mudanças desejadas.

Algumas dessas direções poderão resultar em acidentes e limitações, que exigirão novas escolhas, mas não impedirão a continuidade da busca.

Todos possuem algumas limitações, físicas ou mentais, mas também potenciais e a superação dessas limitações impede que elas prejudiquem nosso potencial.

Precisamos estar sempre, ainda que inconscientemente, corrigindo erros do passado, buscando agora acertar e mesmo que isso não ocorra nas primeiras tentativas, estaremos galgando novos degraus, aprendendo mais e na próxima vez certamente erraremos menos.

Com essas tentativas vamos alcançando posições mais altas na pirâmide da vida e quanto mais alto mais distante conseguimos ver, o que facilita novas decisões que agora, com a visão mais ampla, são tomadas com menos chances de erros.

Nada disso é possível porém, para aqueles que não possuem a humildade de, mesmo que com dificuldades, se levantarem após cada queda, e tentar uma nova caminhada.

As perguntas e questionamentos são fundamentais para aqueles que pretendem evitar os mesmos erros já cometidos por outros.

A vida não é e nunca será feita exclusivamente de acertos, mas a busca incansável destes é uma virtude daquele que vencerá.

João Bosco Leal é Produtor Rural - www.joaoboscoleal.com.br

domingo, 5 de junho de 2011

Fechamento Criminoso do Instituto Benjamin Constant

Artigo-denúncia no Fique Alerta – www.fiquealerta.net
Por Rosewelt Pires

Como poucos sabem, o MEC decidiu fechar até o final do ano o Instituto Benjamin Constant, uma Escola de Ensino Regular Especializada na Educação de Cegos, com turmas que vão desde a Estimulação Precoce até o 9º ano (antiga 8ª série) do Ensino Fundamental, e com atendimento especializado realizado com os reabilitandos (videntes - pessoas que enxergam - que ficaram cegos por alguma razão).

O fato saiu no jornal O Globo inclusive, mas não chegou a ser a grande notícia da semana, pois poucos sabem o significado da instituição para o país. Não somente querem fechá-lo, mas também ao INES (para surdos) e ir aos poucos acabando com as escolas especializadas em educação especial, qualquer que seja a necessidade.

Em nosso país o sistema de ensino não consegue suprir as necessidades dos alunos regulares, quem dirá dos especiais. Cansamos de ver escolas com falta de material, falta de professores e que carecem de meios para que se tenha controle dos alunos e lhes ensinem valores morais já esquecidos na sociedade atual, e ainda entra em cena o "bullying" (palavra tão usada ultimamente) que emerge desta impotência moral iniciada no ambiente escolar.

No Instituto, as crianças se sentem parte de um todo, não sofrem preconceitos mas saem de lá prontas para enfrentá-los, prontos para enfrentar nosso mundo de videntes egoístas. Lá elas aprendem a andar sem cair ou bater em objetos, aprendem a comer, têm esportes específicos, desde pequeninos são estimulados. Alguns dos alunos inclusive passam a semana no Instituto, são alunos internos do Benjamin constant.

Alguns alunos são Internos porque os pais não têm condições de levar e buscar, seja por dificuldades financeiras ou de trabalho (as aulas são em tempo integral). Com cuidadores para auxiliá-los a semana toda, dormitórios estruturados, refeições bem preparadas pelas "tias da cozinha" e elaboradas por nutricionistas.

Algumas crianças só têm na vida o Instituto. Posso parecer que estou exagerando, mas não é. A maioria das crianças não são somente cegas, algumas têm doenças degenerativas , ou seja, a doença vai piorando a um estado...que...enfim. No IBC é onde elas são aceitas e têm assistência de profissionais capacitados.

Só tentar descrever pelo e-mail é complicado, aconselho que tirem um dia e visitem o Instituto. Estar presente e até mesmo fazer trabalho voluntário lá pode mudar o jeito que temos de ver a vida, e com sorte nos tornar pessoas melhores.

Essa luta não é por mim. É uma luta EXTREMAMENTE pelos alunos, pelo próximo!

Geralmente só percebemos diferentes situações fora de nosso círculo social quando nos afeta de alguma maneira. Quem tem alguém especial por perto sabe das dificuldades que enfrentamos, bate de frente com o preconceito, a desigualdade e o descaso que cai sobre eles.

Meu principal objetivo com este e-mail é conscientizar as pessoas, principalmente os cariocas, da importância desse centro de referência para cegos de todo o Brasil. E é um motivo de orgulho para nós termos tal instituição que capacita tão bem seus alunos. Vamos lutar contra esse absurdo de fechar o IBC! Se quiser colaborar, agradecemos muito!

Abaixo assinado: http://www.peticaopublica.com.br/PeticaoVer.aspx?pi=P2011N8365

Vamos repassar essa corrente de luta e amor ao próximo, por isso imploro para que repasse, por favor, para TODOS os seus contatos essa mensagem!

O Instituto Benjamin Constant fica na Av. Pasteur - Urca (Próximo a Botafogo, na calçada do campus Praia Vermelha da UFRJ e Unirio) caso queira conhecer.

E o site: http://www.ibc.gov.br/
Rosewelt Pires é Cidadão.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

As opções na educação

Artigo no Fique Alerta – www.fiquealerta.net
Por João Bosco Leal

O que antes imaginávamos serem regras básicas da educação, como tratar os mais velhos por senhor ou senhora, hoje virou sinônimo de intransigência, de que não seria isso que faria haver ou não o respeito para com eles.

O simples fato de chamar uma pessoa assim poderia não mudar, mas muda sim, e muito. Não pelo simples senhor ou senhora, mas pelo fato disso fazer com que a criança entenda, desde cedo, que há, e precisa haver, determinada diferença, hierarquia, entre ele e seus pais, vizinhos, professores, e toda a sociedade.

Para quem, como eu, sempre viveu próximo ao campo, isso é básico, pois em todo o reino animal e vegetal podemos observar certa hierarquia. Nenhuma semente nasce se coberta pela sombra de quem a gerou. Ela precisa ser movida por algum animal, ave, chuva ou vento para, longe dali, receber os raios de sol, a chuva e assim, brotar.

Nenhum animal próximo do homem, como os bezerros e potros chegam perto do território de seus pais, touros e garanhões, e sabemos que nos animais selvagens ocorre o mesmo com os leões, elefantes e todos os outros. Os leões jovens só se aproximam das fêmeas, tentando copular com estas, quando já estão em condições físicas de lutar com o adulto que as domina e derrotá-lo, assumindo seu posto.

Enquanto seus pares estão no chão, colhendo bananas ou milho, um macaco fica no alto de uma árvore, observando tudo, cuidando de qualquer aproximação estranha. Como responsável pela segurança de todos, esse macaco apanha muito, de todos, se algo se aproximar do bando sem que ele veja e os avise.

Na estrutura social, humana ou animal, cada um é uma peça, minúscula, mas possui seu papel no conjunto todo e, como em uma construção, uma peça mal colocada certamente enfraquecerá, diminuirá a solidez, a segurança, e pode provocar seu desmoronamento.

As crianças nascidas nas últimas duas ou três décadas passaram a receber um novo tipo de educação, mais moderna como diziam seus pais, onde tudo passou a ser permitido e pouco continuou sendo cobrado. As consequências são facilmente visíveis. Notícias divulgadas quase que diariamente pela imprensa mostram crianças insultando e agredindo seus professores, brigas de verdadeiras gangues e até crimes nas escolas.

Alguns professores, que tentam algum tipo de reação repreensiva com esses alunos, são responsabilizados até criminalmente pelos pais dos mesmos ou pela direção da escola. Um professor declarou que foi repreendido pela diretora da escola por chamar, diante dos colegas da sala, a atenção de um aluno por mal comportamento.

Os cidadãos formados em escolas como essa jamais terão comprometimento com a sociedade, pois só possuem direitos, mas nenhuma obrigação. É o enfraquecimento, a desestruturação e certamente o desmoronamento total da estrutura social que hoje conhecemos, para dar lugar a um novo tipo que não saberia hoje explicar.

Mesmo durante os horários permitido para crianças os mais variados canais de televisão mostram cenas de sexo, uso de drogas, tráfico, violência e ultimamente, pela quantidade de vezes que mostram, parece que pretendem incentivar os relacionamentos homo-afetivos, como se isso fosse o normal.

Pode ser permitido e aceito, inclusive legalmente e o homossexualismo praticado entre as mais variadas espécies animais ser até comum, mas não é o normal.

O respeito, o direito e a obrigação são princípios básicos para a sobrevivência de qualquer estrutura social e, dentro desta, as opções são válidas mas não obrigatórias e nem devem ser incentivadas.

João Bosco Leal é Produtor Rural - www.joaoboscoleal.com.br

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Os abusos das Terceirizações no Brasil

Artigo no Fique Alerta – http://www.fiquealerta.net/
Por Cesar Maia

As terceirizações surgem justificadas por ações provisórias dos governos, ações cuja especificidade não se resolve por concurso público, ou por funções adjetivas de apoio. Mas, com o tempo, passaram a ser usadas nos três níveis do serviço público brasileiro, para qualquer coisa, até para as funções públicas precípuas. Em boa medida, se transformaram em empresas alugadoras de mão de obra. Depois, o abuso ganhou ainda maior flexibilidade com a generalização das ONGs, que nem precisam passar por processos licitatórios.

Não são poucos os casos que, via terceirizações ou ONGs, a mesma função exercida por um servidor público concursado é muito melhor remunerada via terceirizações e ONGs. E a rotatividade de pessoal das terceirizadas impede que se fixe a memória do serviço prestado, em saúde, educação, etc.

Com a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) surgiu outro atrativo. Na medida em que há limitação para as despesas de pessoal, a expansão das terceirizações dribla esta limitação. Na verdade, a LRF é coerente, pois inclui as despesas com pessoal das terceirizações e das ONGs como despesas de pessoal, latu sensu, tendo que ser agregadas às despesas de pessoal com servidores e, assim, obedecer aos limites estabelecidos. Mas a LRF remete a uma lei a regulamentação. Não é preciso dizer que, até o dia de hoje, 11 anos depois, esta lei de regulamentação não foi sequer tramitada e ficou tudo por isso mesmo.

No governo federal as despesas com terceirizações vêm crescendo de forma sistemática. O valor delas em termos reais (IPCA- dezembro de 2010), em 2006, eram 9,2 bilhões de reais, em 2007 eram 10,5 bilhões de reais, em 2008 eram 13,4 bilhões de reais e em 2009 foram 14,8 bilhões de reais. Isso sem as ONGs. Em moeda de dezembro de 2010, o crescimento nestes 3 anos, entre 2006 e 2009, foi de 5,6 bilhões de reais. Sobre as despesas de pessoal com os servidores, as terceirizações passaram de 7,2% para 9,3%. Estes dados podem ser encontrados na análise de Mansueto Almeida. Conheça.

No Rio-Capital, em 2009, foi aprovada uma lei autorizando as OSs (Organizações Sociais), ou seja, ONGs mal disfarçadas. Só na secretaria municipal de saúde, desde fim de 2009, quando a lei começou a ser executada até os primeiros dias de maio de 2011, foram pagos às OSs, 538 milhões de reais. Se não bastasse o abuso com aluguel de mão de obra, essas OSs passaram a ser autorizadas a comprar diretamente material próprio da atividade fim da secretaria de saúde, vale dizer, medicamentos, etc. Isso sem licitação efetiva na forma da lei 8666, e sem qualquer fiscalização. Se for feita uma auditoria vai se comprovar a barbaridade que se faz ali, com dinheiro público.

Estamos em plena apoteose da burla do concurso público, da burla das licitações, da burla de empresas efetivamente especializadas. Esta é a pior privatização que se poderia fazer, sem usar esse nome, para evitar -digamos- incompreensões. Ou seja: o PT privatiza, mas se esconde na nomenclatura.

Há desvios clássicos de dinheiro público. Esse agora é um desvio moderno de dinheiro público. E com maior disfarçastes. E por maior valor.

Cesar Maia, Economista, foi Prefeito da Cidade do Rio de Janeiro.

Lei do Bem

Artigo no Fique Alerta – www.fiquealerta.net
Por Fábio Garcia da Silva

Muitas vezes, uma mudança simples na legislação tributária pode ter impactos vastos na economia e na sociedade, e nem nos damos conta. É de conhecimento geral que os preços de produtos de consumo são bastante elevados no Brasil, especialmente quando em contraste com o preço no exterior, uma vez que o mercado globalizado possibilita ao consumidor moderno acesso instantâneo a todas as informações sobre um produto em seu país de origem.

Um dos vilões que contribuem para o aumento do preço dos produtos comercializados no Brasil é a alta carga tributária, cujo impacto no preço destes produtos pode chegar a mais de 40% do total cobrado do consumidor.

No setor de eletrônicos e informática, vital para a economia e para o desenvolvimento social do país, tal desnível se torna mais visível, deixando os gadgets do momento, os computadores “tablets”, dotados de múltiplas capacidades envolvendo acesso a internet, e-mails, jogos eletrônicos e leitura de livros eletrônicos, representados pelo icônico iPad, da Apple, muito mais inacessíveis no mercado nacional para os consumidores brasileiros.

No caso do iPad, o mesmo modelo que custa R$ 1.650 no Brasil sai por US$ 499 nas lojas americanas, algo em torno de R$ 830 – ou seja, metade do preço.

Ciente deste desnível e interessados em fomentar o acesso a estes bens, o Governo Federal, por meio da Medida Provisória 534/11, promoveu ajustes à chamada Lei do Bem (Lei 11.196/05) de forma a contemplar também os tablets – basicamente, foi adicionada uma nova frase à lei.

Criada em 2005 para fomentar a indústria nacional de bens de informática e aumentar o consumo de computadores e periféricos, as medidas tiveram sucesso e promoveram um grande impacto na economia, pois houve grande redução dos preços dos equipamentos e as vendas cresceram exponencialmente nos últimos anos – além disso, o próprio governo foi beneficiado, já que a arrecadação tributária aumentou apesar da renúncia fiscal – o mercado de informática era dominado pelo chamado “mercado cinza” (ou informal) e, por isso, fora do alcance dos impostos.

A media atual foi motivada pela negociação do governo com a FOXCONN – gigante chinesa do setor de informática que emprega mais de um milhão de pessoas na China e responsável pela produção do iPad vendido no mundo todo – que exigia o benefício como contrapartida aos investimentos que fará no Brasil, da ordem de US$ 12 bilhões nos próximos cinco anos, passando a produzir o iPad por aqui já a partir de julho deste ano.

Vale dizer que, apesar da “encomenda” da FOXCONN, todas as empresas que passem a produzir tablets no Brasil serão beneficiadas – até o momento, há notícia de doze empresas interessadas, entre elas LG, Motorola, Samsung etc.

Com a medida, o preço destes aparelhos tende a cair – o quanto cairá dependerá do percentual que será repassado pelas indústrias ao preço final quando produzirem no Brasil. Tomando o iPad como exemplo, se a redução do preço for de 30%, o preço do modelo mais simples cairá de R$ 1.650 para R$ 1.150 – ainda ficará mais caro que o vendido nos EUA, mas a diferença diminuirá consideravelmente.

O impacto desta redução do preço dos tablets pode provocar, ainda, mudanças bastante significativas tanto na economia como na sociedade. Nos anos que se seguiram à Lei do Bem, o preço dos notebooks caiu tanto que, hoje em dia, se tornaram o modelo de computador mais vendido, ainda que a pessoa não vá sair de casa com ele – os desktops são cada vez mais relegados a nichos de mercado.

Na economia, o impacto poderá se refletir em diversas maneiras, tanto na geração de empregos e renda, pela implantação destas fábricas e dos seus fornecedores no Brasil, quanto no aumento do consumo destes aparelhos pelos canais oficiais, melhorando resultados de indústria e comércio no setor. Além disso, novamente, o governo sairá beneficiado, já que hoje em dia, por conta do alto preço oficial no Brasil, o grande volume de consumidores adquire estes produtos diretamente do exterior ou por canais não oficiais, privando o Estado, em muitos casos, de qualquer arrecadação tributária.

Além disso, dada a portabilidade e a facilidade de uso destes aparelhos, a medida é mais um passo concreto dado pelo governo no sentido de promover a inclusão social, podendo trazer grandes mudanças na educação se utilizados como instrumento de ensino nas salas de aulas, com a adoção de formas mais interativas de comunicação entre professor e aluno e, de quebra, ainda estimular a leitura.

Com isso, muito embora a tão falada Reforma Tributária não saia do papel, vemos que pequenas mudanças como esta promovida na “Lei do Bem” tem grande potencial para trazer impactos significativos na economia, cultura e educação.

Não é possível afirmar que a oportunidade será bem aproveitada por todos e que estes impactos de fato ocorrerão – ou que se ocorrerem –, que serão positivos. Será possível dizer, pelo menos, que não foi por conta da alta carga tributária que não tivemos a oportunidade de tentar.

Fabio Garcia da Silva é professor do curso de Ciências Contábeis da Trevisan Escola de Negócios. E-mail: fabio.silva@trevisan.edu.br.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Censura em texto de João Bosco Leal

Artigo no Fique Alerta - www.fiquealerta.net
Por João Bosco Leal

Em nenhum de meus textos nunca pretendi agredir ou sequer ofender pessoalmente ou moralmente qualquer pessoa.

Sempre que me dirigi a pessoas que ocupam cargos públicos, foi no sentido de cobrar destes o que é seu dever, legal, constitucional, de defender os interesses dos cidadãos e os bens públicos.

Por esse motivo, estranhei ao ser informado que um texto publicado em meu blog estava em branco e não podia ser lido.

Ao verificar, realmente constatei que o texto "Carta aberta ao Prefeito Municipal de Campo Grande, MS, Nelson Trad Filho", estava em branco no blog, havia sido excluído.

Claro que isso não ocorreu por acaso, até por ter sido o único entre centenas de textos que foi apagado, e isso haver ocorrido após já haver sido republicado por quinze jornais, sites e blogs de diversos locais do país, como pode ser constatado no rodapé do próprio texto, onde estão descritos e com links para suas republicações.

Como não posso crer que quem conseguiu a façanha tenha sido alguém com um mínimo de bom senso, de consciência política ou de democracia, republiquei o texto no mesmo local, com o mesmo endereço, e estou reenviando o mesmo para toda a imprensa e mídias sociais, para que os que ainda não tivessem tomado conhecimento do mesmo, tomem agora.

O endereço eletrônico do texto surrupiado do blog e já republicado é:

http://www.joaoboscoleal.com.br/2011/05/09/carta-aberta-ao-prefeito-municipal-de-campo-grande-ms-nelson-trad-filho/

Ah!, em tempo. Este blog possui backups em três equipamentos e locais diferentes, o que facilita a republicação de tudo o que pretenderem censurar.

João Bosco Leal é Produtor Rural - www.joaoboscoleal.com.br

As escolhas e a felicidade

Artigo no Fique Alerta - www.fiquealerta.net
Por João Bosco Leal

Durante nossas vidas, enquanto uns brincam, passeiam, outros trabalham e estudam. Dentro de uma única casa a diferença entre irmãos é sempre visível.

No futuro, por suas próprias escolhas, sem nenhuma responsabilidade que não a própria, esses irmãos terão mais ou menos amizades, conhecimento, cultura, patrimônio e crédito.

Nada disso porém fará de alguém, mais ou menos feliz que o outro. Não é o patrimônio, o crédito, o número de amigos ou a cultura que torna uma pessoa feliz.

Existem pessoas que se satisfazem com muito pouco, são felizes e sorridentes sem nunca terem estudado ou sequer possuem onde dormir, mas dividem alegremente o pouco que ganharam de alimento com seu único amigo, um cão.

Outras, milionárias, famosas por diversos motivos, são cercadas de falsos amigos, interessados somente em sua fortuna, fama e projeção social, o que as tornam pessoas inseguras e infelizes.

Alguns sempre culpam outros por tudo o que lhes ocorre, esquecendo-se que foram elas próprias que escolheram seu caminho, passo a passo, degrau por degrau, quando fizeram suas opções, e, claro, agora colhem os frutos do que plantaram.

Os que escolheram estudar e trabalhar, tempos depois possuirão maior conhecimento e experiência, o que certamente proporcionará maiores chances de conseguir bons empregos, do que os que só brincavam.

As portas que se abrem para os maiores salários são também as mais exigentes em qualificação, que só se obtém com muito estudo ou experiência. E atualmente já não basta um diploma, é necessário que se tenha uma ou mais especializações, ou muita experiência.

Em alguns casos essas qualidades já estão reunidas em uma única pessoa que, sem dúvida, será a preferida por qualquer empregador.

É o estágio atingido por aquele que certamente será disputado por vários empregadores e que poderá escolher inclusive o país onde vai trabalhar, seja numa empresa multinacional ou numa grande equipe esportiva.

Poderá desfrutar de melhor qualidade de vida e de educação para os filhos, mais lazer, e, claro, um futuro melhor para si e para os seus.

Esses certamente seriam os melhores e maiores objetivos que o ser humano poderia buscar e, quando atingidos, lhe trariam mais tranquilidade, paz, harmonia familiar e consequentemente mais felicidade.

As escolhas realizadas desde nossa infância, serão as únicas responsáveis pelos frutos colhidos em nossa maturidade.

João Bosco Leal é Produtor Rural http://www.joaoboscoleal.com.br/