Artigo no Fique Alerta – www.fiquealerta.net
Por Maurício Godinho
Muito se tem falado sobre CRM - Customer Relationship Management, ou ainda CEM - Customer Experience Management, como estratégias de crescimento ou mesmo de fidelização de clientes e consumidores, tanto para o varejo como para a indústria nos últimos tempos. Sem entrar nos detalhes teóricos e semânticas conceituais, quem pode negar a importância do relacionamento e interação com clientes e consumidores das grandes marcas atuais no mercado?
“Customer Experience” é, sem dúvida, um dos fatores chave de sucesso para as organizações modernas que querem se diferenciar e criar relações duradouras com seus consumidores. Muito além de ser uma ferramenta poderosa de incremento de vendas, pode-se dizer que representa uma decisão estratégica organizacional baseada no conhecimento das necessidades dos clientes e consumidores e no direcionamento de esforços de todos os processos envolvidos em atendê-los muito além de suas necessidades, ou seja, de surpreendê-los em suas diversas experiências de compras e interações com marcas e seus representantes.
Em algumas de minhas viagens recentes com clientes de varejo pelo mundo, pude notar claramente a influência e importância das estratégias bem sucedidas de “Customer Experience”. Uma delas, localizada em Nova Iorque, me chamou a atenção: a “American Girl”, localizada na quinta avenida e já bastante conhecida em todo o mundo, parece conseguir entregar muito além do que se espera para uma loja de brinquedos.
Esta loja de bonecas conseguiu, de maneira inusitada, chamar a atenção dos pais e mães e de toda a família de uma garota. Consegue entregar às famílias destas crianças uma experiência fantástica de compras. Quando uma menina, acompanhada de sua família, vai até a loja, não aparece por lá simplesmente para adquirir mais uma boneca de uma marca famosa. Trata-se de um evento que levará horas, com direito a comprar roupas para a boneca e para a garota, cortar e arrumar cabelos, passear pelos diferentes ambientes da loja com diferentes temas e, o mais importante, ter uma vivência ou experiência única de compras com seus pais e família.
Muitas outras marcas têm adotado a interação com consumidores como uma ferramenta poderosa de retenção e fidelização. Quem ainda não ouviu falar da loja Apple, também na quinta avenida, e que agora se espalha pelo mundo, ou ainda da sofisticada Lane Crawford com uma loja de arrasar quarteirão em Beijing, China? Mas não precisamos viajar tanto, a Starbucks, com todas as suas idas e vindas para acertar seu modelo no Brasil, parece ter, finalmente, emplacado e entrega um ambiente delicioso, com atendimento e serviços diferenciados, fazendo a alegria das Gerações X e Y.
Mas voltando-se ainda ao bom e velho varejo alimentar, o que redes de varejo têm feito no mundo para garantir “Experiências de Compra” diferenciadas como estratégia de negócios? Alguns nomes logo vêm à mente: Whole Foods, nos Estados Unidos, com suas propostas de serviços e mix diferenciados, a LCBO, no Canadá, com ambiente, serviços e mix impecável para a alegria dos fãs das melhores marcas de vinho do mundo todo.
Gostaria ainda de lembrar da importância das ferramentas de Tecnologia da Informação como um importante viabilizador de estratégias de “Customer Experience”. Há alguns anos a Loja do Futuro, localizada na Alemanha (Dusseldorf), deu um show à parte explorando o uso conjugado de tecnologias de leitura de etiquetas inteligentes (RFID) e conceitos de ferramentas para comunicação e interação com o cliente, tratado de maneira individualizada, facilitando toda sua experiência de compras, desde sua entrada na loja à sua despedida inesperada sem filas.
O Brasil parece estar se desenvolvendo – a passos largos - na a aplicação destes conceitos em diversas redes de varejo. Podem-se notar muitas iniciativas voltadas para os famosos programas de fidelidade e pontos, mas pouco para atender e surpreender seus clientes de maneira inovadora, com raras exceções.
Algumas iniciativas parecem tentar quebrar regras e iniciar um movimento importante em direção ao encantamento do consumidor. A loja do Grupo Pão de Açúcar no Shopping Iguatemi, em São Paulo, é um bom exemplo, integrando o uso de carrinhos modernos e leitores de códigos de barras na interação e experiência de seus clientes e seu processo de compras.
Outra iniciativa interessante está no uso dos Bancos de Dados do varejo, correlacionando-se tendências e padrões de consumo à interação diferenciada com clientes (o “Data Mining”). Gostaria ainda de tomar a liberdade para citar um projeto em que estou diretamente envolvido, o sistema RuB™, da empresa G.I.C com o Grupo Atacadão (Carrefour), em parceria com a Motorola Americana e Brasileira.
Através deste sistema e tecnologia, a pessoa responsável pela reposição de produtos pode prover aos clientes informações completas de um produto ou marca, seus estoques, variantes e surpreender o consumidor com respostas precisas e rápidas às suas necessidades.
Para finalizar, em reunião com os fundadores de uma importante rede de varejo de esportes em Toronto, no Canadá, ouvi uma expressão inusitada sobre o futuro do varejo, intitulado de “Me-Tailing” (em referência ao termo “Retailing”). A Sporting Life consegue prover experiências inusitadas de “Me-Tailing” utilizando-se de abordagens diferenciadas para seus multicanais (loja, web, quiosques...), adotando ainda estratégias muito bem sucedidas como as famosas maratonas cujas inscrições ajudam crianças com câncer em todo o Canadá.
A última maratona contou com milhares de participantes em Toronto e, mais do que participar desta corrida, seus clientes se engajam com a marca, são mais do que fiéis: a acompanham, protegem, divulgam em vários canais de “Social Media” (Twitter, Facebook, Orkut...), aliás, outra importante sacada de grandes marcas que querem se relacionar e surpreender. “Me-tailing” faz, então, referência a uma experiência individual e conceitual de compras, que atende aos seus anseios pessoais e muito provavelmente ligados às suas crenças.
O futuro do Varejo parece mesmo estar ligado a conceitos cada vez mais complexos e intangíveis, cujo foco está no relacionamento e interação com consumidores.
Maurício Godinho é gerente de negócios da G.I.C – Gerenciamento, Informação e Consultoria.
sábado, 31 de julho de 2010
sexta-feira, 30 de julho de 2010
A importância de uma relação clara entre o funcionário e a empresa
Artigo no Fique Alerta – www.alertatotal.net
Por Paula Abdulmassih
A satisfação do funcionário é um dos pontos mais importantes para o sucesso de uma empresa. Entretanto, as organizações em geral não possuem um descritivo preciso da vaga a ser ocupada pelo funcionário ou mesmo uma definição clara daquilo que se espera do colaborador.
E, muitas vezes, aquelas empresas que possuem este descritivo não chegam a divulgá-lo de forma clara, resultando na desinformação de seu pessoal quanto àquilo que a companhia deseja e espera dele.
Para o sucesso da empresa, é essencial que o funcionário tenha clareza do que a empresa espera e de qual é o seu papel dentro dela, pois, desta forma, saberá exatamente pelo que poderá ser cobrado e tratará de efetuar tudo aquilo que faz parte do seu papel.
Assim também fica mais fácil para a empresa e para o funcionário visualizarem se as atribuições exigidas pela vaga estão ou não sendo plenamente executadas.
Esclarecido ao funcionário o seu papel e as suas conseqüentes atribuições, cabe ao superior, ou gestor responsável pela área onde o funcionário atua, trabalhar junto com ele eventuais lacunas existentes, a fim de reduzi-las e se possível for eliminá-las, ou enfatizar e direcionar o trabalho naquilo que o colaborador é melhor.
Neste ponto é fundamental que o feedback do funcionário e da empresa, sejam positivos, ou seja, eles deverão mostrar-se dispostos a ajustar aqueles pontos em que não são bons e reforçar aqueles onde estão suas forças
Enfim, uma relação clara, na maior parte das vezes tende a gerar um resultado mais favorável ao ambiente de trabalho e a organização como um todo.
Paula Abdulmassih é Graduada em Administração de Empresas, Pós graduada em Logística Empresarial , com cursos de Logística pela Universidade Mackenzie e FGV-EAESP e curso de Marketing pela ESPM Consultora de empresas de pequeno, médio e grande porte, nacionais e multinacionais.Ministra cursos de extensão universitária e treinamentos empresariais. www.abdulmassih.com.br
Por Paula Abdulmassih
A satisfação do funcionário é um dos pontos mais importantes para o sucesso de uma empresa. Entretanto, as organizações em geral não possuem um descritivo preciso da vaga a ser ocupada pelo funcionário ou mesmo uma definição clara daquilo que se espera do colaborador.
E, muitas vezes, aquelas empresas que possuem este descritivo não chegam a divulgá-lo de forma clara, resultando na desinformação de seu pessoal quanto àquilo que a companhia deseja e espera dele.
Para o sucesso da empresa, é essencial que o funcionário tenha clareza do que a empresa espera e de qual é o seu papel dentro dela, pois, desta forma, saberá exatamente pelo que poderá ser cobrado e tratará de efetuar tudo aquilo que faz parte do seu papel.
Assim também fica mais fácil para a empresa e para o funcionário visualizarem se as atribuições exigidas pela vaga estão ou não sendo plenamente executadas.
Esclarecido ao funcionário o seu papel e as suas conseqüentes atribuições, cabe ao superior, ou gestor responsável pela área onde o funcionário atua, trabalhar junto com ele eventuais lacunas existentes, a fim de reduzi-las e se possível for eliminá-las, ou enfatizar e direcionar o trabalho naquilo que o colaborador é melhor.
Neste ponto é fundamental que o feedback do funcionário e da empresa, sejam positivos, ou seja, eles deverão mostrar-se dispostos a ajustar aqueles pontos em que não são bons e reforçar aqueles onde estão suas forças
Enfim, uma relação clara, na maior parte das vezes tende a gerar um resultado mais favorável ao ambiente de trabalho e a organização como um todo.
Paula Abdulmassih é Graduada em Administração de Empresas, Pós graduada em Logística Empresarial , com cursos de Logística pela Universidade Mackenzie e FGV-EAESP e curso de Marketing pela ESPM Consultora de empresas de pequeno, médio e grande porte, nacionais e multinacionais.Ministra cursos de extensão universitária e treinamentos empresariais. www.abdulmassih.com.br
quinta-feira, 29 de julho de 2010
Deficiências e Atitudes
Artigo no Fique Alerta – www.fiquealerta.net
Por João Bosco Leal
A internet tem sido um mundo novo e maravilhoso para a humanidade por diversas razões, sejam culturais, emocionais, educacionais, de lazer, ou para qualquer finalidade que a utilizemos. Através dela podemos consultar e aprendermos tudo o que quisermos, desde dar um nó em uma gravata a conhecer lugares, países, livros, culturas, comércio e uma infinidade de coisas que nem consigo mensurar. Penso que o mesmo ocorre com a maioria das pessoas, e mesmo os mais jovens ainda não conseguem entender a infinidade dessa potencialidade.
Tenho aproveitado muito essa nova tecnologia para conviver mais com meus quatro netos que moram longe de mim, e sem o “Skype”, para conversar e vê-los ao mesmo tempo, penso que essa distância me seria muito difícil. Outra coisa muito utilizada pelas pessoas no uso da internet é o envio de e-mails aos amigos, que apesar de normalmente não possuírem profundidade alguma, serem de piadas, correntes chatérrimas, fotos, filmes, vídeo cacetadas ou outros, em algumas oportunidades eles nos transmitem algo ou, pelo menos, nos fazem pensar.
Foi o que ocorreu há pouco com um e-mail que recebi em que os animais da floresta se reuniram para escolher, entre os três leões lá existentes, qual seria o rei. Após algumas disputas sem vencedores, a última tentativa proposta pelos outros animais para a escolha, foi ver qual dos três conseguiria subir até o topo da montanha mais alta lá existente. Depois de algum tempo os dois primeiros voltaram cabisbaixos, admitindo sua incapacidade de atingir o topo e desistiram. O terceiro leão, porém, declarou que a montanha só o vencera “por enquanto”.
Disse que a montanha tinha toda aquela altura, mas não passaria disso, e ele era jovem, ainda estava crescendo. Por essa atitude, foi o escolhido, tornando-se o rei. O e-mail finalizava dizendo que a montanha tinha altitude e o leão teve atitude. Pensando sobre isso, imaginei as possibilidades da montanha e, realmente, a probabilidade dela crescer é praticamente nula, só com uma erupção em seu cume isso poderia ocorrer.
No entanto, as possibilidades de um terremoto, uma avalanche ou a própria erosão só poderão diminuir sua altitude, o que facilitará sua escalada. Claro que provavelmente o leão já não estará vivo, mas é um otimista, quem sabe uma dessas coisas ocorra enquanto ele cresce.
Depois de um acidente, muita cama, diversas cirurgias, cadeira de rodas e muletas, já se passaram dois anos, tempo em que tive a oportunidade única de pensar, pensar muito, em tudo o que está à minha volta. Agora, reaprendendo a andar com um encurtamento ósseo ocorrido em uma das pernas, começo dar minhas primeiras saídas de casa para o convívio social e percebo nitidamente a surpresa das pessoas, que há tempos não me viam agora me achando ótimo, alegre e me parabenizando pela “força” de haver superado tudo isso.
Depois desse período “pensante”, entendo o motivo dessas pessoas não saberem - como eu não sabia -, de onde vem a “força” daqueles que passam por alguma “turbulência” maior na vida. O ser humano é tão perfeito que essa força é dada a todos os que dela necessitam, exatamente quando isso ocorre. A perda de um filho é, penso eu, a maior dor que um ser humano pode sentir, é uma dor que nos mata, e eu já a senti e aqui estou, vivo.
Mas há aqueles que morrem “mais” do que eu morri, e só percebi isso agora, refletindo, quando entendi que precisamos, sempre, olhar para baixo. Sempre há alguém em situação pior que a nossa, motivo pelo qual, creio eu, não termos o direito de nos sentir derrotados com nada que nos ocorre.
Em outro e-mail recebido, soube do seguinte pensamento do grande poeta Mário Quintana, que expressa claramente esse meu pensamento: ‘Deficiente’ é aquele que não consegue modificar sua vida, aceitando as imposições de outras pessoas ou da sociedade em que vive, sem ter consciência de que é dono do seu destino”.
Precisamos é ter atitudes para aprender com as experiências passadas e sentidas, superar as dificuldades provenientes das deficiências adquiridas, e delas tirarmos algo de novo, como escrever, o que agora tenho feito.
João Bosco Leal é Produtor Rural. www.joaoboscoleal.com.br
Por João Bosco Leal
A internet tem sido um mundo novo e maravilhoso para a humanidade por diversas razões, sejam culturais, emocionais, educacionais, de lazer, ou para qualquer finalidade que a utilizemos. Através dela podemos consultar e aprendermos tudo o que quisermos, desde dar um nó em uma gravata a conhecer lugares, países, livros, culturas, comércio e uma infinidade de coisas que nem consigo mensurar. Penso que o mesmo ocorre com a maioria das pessoas, e mesmo os mais jovens ainda não conseguem entender a infinidade dessa potencialidade.
Tenho aproveitado muito essa nova tecnologia para conviver mais com meus quatro netos que moram longe de mim, e sem o “Skype”, para conversar e vê-los ao mesmo tempo, penso que essa distância me seria muito difícil. Outra coisa muito utilizada pelas pessoas no uso da internet é o envio de e-mails aos amigos, que apesar de normalmente não possuírem profundidade alguma, serem de piadas, correntes chatérrimas, fotos, filmes, vídeo cacetadas ou outros, em algumas oportunidades eles nos transmitem algo ou, pelo menos, nos fazem pensar.
Foi o que ocorreu há pouco com um e-mail que recebi em que os animais da floresta se reuniram para escolher, entre os três leões lá existentes, qual seria o rei. Após algumas disputas sem vencedores, a última tentativa proposta pelos outros animais para a escolha, foi ver qual dos três conseguiria subir até o topo da montanha mais alta lá existente. Depois de algum tempo os dois primeiros voltaram cabisbaixos, admitindo sua incapacidade de atingir o topo e desistiram. O terceiro leão, porém, declarou que a montanha só o vencera “por enquanto”.
Disse que a montanha tinha toda aquela altura, mas não passaria disso, e ele era jovem, ainda estava crescendo. Por essa atitude, foi o escolhido, tornando-se o rei. O e-mail finalizava dizendo que a montanha tinha altitude e o leão teve atitude. Pensando sobre isso, imaginei as possibilidades da montanha e, realmente, a probabilidade dela crescer é praticamente nula, só com uma erupção em seu cume isso poderia ocorrer.
No entanto, as possibilidades de um terremoto, uma avalanche ou a própria erosão só poderão diminuir sua altitude, o que facilitará sua escalada. Claro que provavelmente o leão já não estará vivo, mas é um otimista, quem sabe uma dessas coisas ocorra enquanto ele cresce.
Depois de um acidente, muita cama, diversas cirurgias, cadeira de rodas e muletas, já se passaram dois anos, tempo em que tive a oportunidade única de pensar, pensar muito, em tudo o que está à minha volta. Agora, reaprendendo a andar com um encurtamento ósseo ocorrido em uma das pernas, começo dar minhas primeiras saídas de casa para o convívio social e percebo nitidamente a surpresa das pessoas, que há tempos não me viam agora me achando ótimo, alegre e me parabenizando pela “força” de haver superado tudo isso.
Depois desse período “pensante”, entendo o motivo dessas pessoas não saberem - como eu não sabia -, de onde vem a “força” daqueles que passam por alguma “turbulência” maior na vida. O ser humano é tão perfeito que essa força é dada a todos os que dela necessitam, exatamente quando isso ocorre. A perda de um filho é, penso eu, a maior dor que um ser humano pode sentir, é uma dor que nos mata, e eu já a senti e aqui estou, vivo.
Mas há aqueles que morrem “mais” do que eu morri, e só percebi isso agora, refletindo, quando entendi que precisamos, sempre, olhar para baixo. Sempre há alguém em situação pior que a nossa, motivo pelo qual, creio eu, não termos o direito de nos sentir derrotados com nada que nos ocorre.
Em outro e-mail recebido, soube do seguinte pensamento do grande poeta Mário Quintana, que expressa claramente esse meu pensamento: ‘Deficiente’ é aquele que não consegue modificar sua vida, aceitando as imposições de outras pessoas ou da sociedade em que vive, sem ter consciência de que é dono do seu destino”.
Precisamos é ter atitudes para aprender com as experiências passadas e sentidas, superar as dificuldades provenientes das deficiências adquiridas, e delas tirarmos algo de novo, como escrever, o que agora tenho feito.
João Bosco Leal é Produtor Rural. www.joaoboscoleal.com.br
quarta-feira, 28 de julho de 2010
A importância das redes sociais
Artigo no Fique Alerta – www.fiquealerta.net
Por Elsimar Gonçalves
As redes sociais são hoje a base dos relacionamentos da Geração Y (nascidos após 1979) e também de uma grande parte da geração X (nascidos antes de 1979). Por meio das redes (twitter, facebook, orkut, youtube), somos capazes de criar amizades, namoros, compartilhar conhecimento e, por que não, negócios. No entanto, isso ainda gera contradições, afinal, junto com as redes sociais, ainda existe a sombra da improdutividade e da insegurança que ronda a internet.
Grande parte das empresas ainda restringe o acesso aos mecanismos “teens”, esquecendo que eles têm a capacidade de gerar conhecimento, numa velocidade nunca vista antes. Por isso, são fundamentais para as empresas. Tudo bem administrado, bem clarificado, pode gerar um bom retorno.
A participação das empresas nas redes sociais se torna cada dia mais vital, porém, só isso não basta. É preciso preparar os colaboradores para que essa liberdade não se torne abusiva. Recentemente, vimos um executivo perder o emprego por colocar um comentário inapropriado de um time de futebol.
O único detalhe é que a empresa que ele trabalha era patrocinadora deste time. Um dos problemas das redes sociais é que elas expressam emoções, diferente do mercado corporativo que se expressa pela razão.
É preciso estudar o público que queremos atingir e verificar se o produto da empresa cabe no “ideal” da rede social escolhida. As redes sociais são capazes de atender a todos os públicos - dos mais conservadores aos mais ousados. Algumas questões fundamentais precisam ser analisadas:
Qual a linguagem que esta rede usa (é formal ou informal)? O público espera um comentário de um curso ou uma promoção de determinado produto? Quais os assuntos mais frequentes de determinada rede? Já imaginou a reputação de uma empresa que envia “material de trabalho”, justamente, no dia em que a rede estiver debatendo lazer e balada?
Esse tipo de ferramenta acabou se tornando uma tendência. Temos uma nova geração que compartilha 100% de seu conhecimento e atitudes na internet. Chamo essa geração de “Y 2.0”.
Vejo, nas redes sociais, as pessoas perguntarem qual o livro legal para se ler no frio ou qual a cor do no carro X que mais se destaca na noite. Recentemente, vimos uma montadora colocar um “blog” para proprietários do carro X deixarem seus comentários sobre o veiculo.
Enfim, estar nestas redes sociais, hoje, é uma questão de sobrevivência, não que isso seja fácil, a luta pelo melhor produto e atendimento ainda continuam acirradas, porém, as redes sociais são fortes influenciadores de opinião e marca.
Diz o ditado: “São precisos dez anos para se construir uma imagem e 10 segundos para destruí-la”. Esse aforismo tornou-se verdadeiro. Dez segundos é o tempo que se leva para causar um grande estrago numa rede social.
É preciso avaliar quem cuidará das informações que estarão nestas redes; quem administrará os possíveis conflitos que possam surgir; qual a estratégia comercial e de marketing que a empresa pretende usar.
Hoje, existem profissionais contratados só pra cuidar das relações com as redes sociais. Gostaria de lembrar que o público destas redes é formado pela “Geração Y 2.0”. Eles não têm papas na língua. Se gostam, falam pra todo mundo (nos mínimos detalhes); e se não gostam, idem.
Elsimar Gonçalves é diretor de Operações e TI da Leme Consultoria.
Por Elsimar Gonçalves
As redes sociais são hoje a base dos relacionamentos da Geração Y (nascidos após 1979) e também de uma grande parte da geração X (nascidos antes de 1979). Por meio das redes (twitter, facebook, orkut, youtube), somos capazes de criar amizades, namoros, compartilhar conhecimento e, por que não, negócios. No entanto, isso ainda gera contradições, afinal, junto com as redes sociais, ainda existe a sombra da improdutividade e da insegurança que ronda a internet.
Grande parte das empresas ainda restringe o acesso aos mecanismos “teens”, esquecendo que eles têm a capacidade de gerar conhecimento, numa velocidade nunca vista antes. Por isso, são fundamentais para as empresas. Tudo bem administrado, bem clarificado, pode gerar um bom retorno.
A participação das empresas nas redes sociais se torna cada dia mais vital, porém, só isso não basta. É preciso preparar os colaboradores para que essa liberdade não se torne abusiva. Recentemente, vimos um executivo perder o emprego por colocar um comentário inapropriado de um time de futebol.
O único detalhe é que a empresa que ele trabalha era patrocinadora deste time. Um dos problemas das redes sociais é que elas expressam emoções, diferente do mercado corporativo que se expressa pela razão.
É preciso estudar o público que queremos atingir e verificar se o produto da empresa cabe no “ideal” da rede social escolhida. As redes sociais são capazes de atender a todos os públicos - dos mais conservadores aos mais ousados. Algumas questões fundamentais precisam ser analisadas:
Qual a linguagem que esta rede usa (é formal ou informal)? O público espera um comentário de um curso ou uma promoção de determinado produto? Quais os assuntos mais frequentes de determinada rede? Já imaginou a reputação de uma empresa que envia “material de trabalho”, justamente, no dia em que a rede estiver debatendo lazer e balada?
Esse tipo de ferramenta acabou se tornando uma tendência. Temos uma nova geração que compartilha 100% de seu conhecimento e atitudes na internet. Chamo essa geração de “Y 2.0”.
Vejo, nas redes sociais, as pessoas perguntarem qual o livro legal para se ler no frio ou qual a cor do no carro X que mais se destaca na noite. Recentemente, vimos uma montadora colocar um “blog” para proprietários do carro X deixarem seus comentários sobre o veiculo.
Enfim, estar nestas redes sociais, hoje, é uma questão de sobrevivência, não que isso seja fácil, a luta pelo melhor produto e atendimento ainda continuam acirradas, porém, as redes sociais são fortes influenciadores de opinião e marca.
Diz o ditado: “São precisos dez anos para se construir uma imagem e 10 segundos para destruí-la”. Esse aforismo tornou-se verdadeiro. Dez segundos é o tempo que se leva para causar um grande estrago numa rede social.
É preciso avaliar quem cuidará das informações que estarão nestas redes; quem administrará os possíveis conflitos que possam surgir; qual a estratégia comercial e de marketing que a empresa pretende usar.
Hoje, existem profissionais contratados só pra cuidar das relações com as redes sociais. Gostaria de lembrar que o público destas redes é formado pela “Geração Y 2.0”. Eles não têm papas na língua. Se gostam, falam pra todo mundo (nos mínimos detalhes); e se não gostam, idem.
Elsimar Gonçalves é diretor de Operações e TI da Leme Consultoria.
terça-feira, 27 de julho de 2010
Mulheres em minoria na política
Artigo no Fique Alerta – www.fiquealerta.net
Por Sylvia Romano
Mesmo sendo hoje maioria na população brasileira, as mulheres ainda são minoria em cargos de chefias nas empresas e continuam tendo seus salários inferiores ao dos homens na mesma posição, como atestam vários estudos e pesquisas. Eles ganham de “lavada” mesmo não tendo, em alguns casos, as qualificações e potenciais de muitas mulheres.
Quando se enfoca as postulantes a cargos eletivos às eleições de 2010, a situação fica ainda mais discrepante. Segundo pesquisa divulgada pelo INFOGRÁFICO/AE quanto ao sexo, dos 149 candidatos a governador, 18 são mulheres; dos 231 a senador, só 34 são do sexo feminino; e dos 15.353 postulantes a deputado estadual e federal, apenas 4.098 são mulheres.
Segundo José Roberto Toledo, em artigo publicado recentemente, ”o candidato típico é homem, tem 48 anos de idade, nível superior e é político profissional; já o eleitor típico é mulher, tem pouco mais de 40 anos, não foi além do ensino fundamental e é assalariada do setor privado”.
O que também me chamou a atenção nesse texto foi a informação de que as chapas são dominadas por uma elite partidária tão ligada ao poder que, ao preencher sua ocupação no registro de candidatura, seus membros escrevem “deputados” ou “vereadores”, ou seja, já estão no poder há um certo tempo e nada fizeram para reverter essa situação tão discriminatória para as mulheres.
O que estou tentando alertar todas nós não é para que votem somente em mulheres, mas em quem tem melhores condições de exercer o poder, um passado ilibado e grande experiência administrativa. Recomendo ao tão segregado sexo feminino que pense bem e não reeleja ninguém — seja homem ou mulher —, pois os que lá estão nada fizeram por nós e têm como única preocupação se manterem na situação cômoda e confortável em que se encontram.
Para reverter essa vergonhosa realidade não vejo outra solução que não seja uma mudança total no panorama político brasileiro, no qual a competência e a ética venham pautar qualquer atuação no setor. Portanto, nas próximas eleições é muito prudente, principalmente para nós mulheres, não reelegermos ninguém!
Sylvia Romano é advogada trabalhista, responsável pelo Sylvia Romano Consultores Associados, em São Paulo. E-mail: sylviaromano@uol.com.br
Por Sylvia Romano
Mesmo sendo hoje maioria na população brasileira, as mulheres ainda são minoria em cargos de chefias nas empresas e continuam tendo seus salários inferiores ao dos homens na mesma posição, como atestam vários estudos e pesquisas. Eles ganham de “lavada” mesmo não tendo, em alguns casos, as qualificações e potenciais de muitas mulheres.
Quando se enfoca as postulantes a cargos eletivos às eleições de 2010, a situação fica ainda mais discrepante. Segundo pesquisa divulgada pelo INFOGRÁFICO/AE quanto ao sexo, dos 149 candidatos a governador, 18 são mulheres; dos 231 a senador, só 34 são do sexo feminino; e dos 15.353 postulantes a deputado estadual e federal, apenas 4.098 são mulheres.
Segundo José Roberto Toledo, em artigo publicado recentemente, ”o candidato típico é homem, tem 48 anos de idade, nível superior e é político profissional; já o eleitor típico é mulher, tem pouco mais de 40 anos, não foi além do ensino fundamental e é assalariada do setor privado”.
O que também me chamou a atenção nesse texto foi a informação de que as chapas são dominadas por uma elite partidária tão ligada ao poder que, ao preencher sua ocupação no registro de candidatura, seus membros escrevem “deputados” ou “vereadores”, ou seja, já estão no poder há um certo tempo e nada fizeram para reverter essa situação tão discriminatória para as mulheres.
O que estou tentando alertar todas nós não é para que votem somente em mulheres, mas em quem tem melhores condições de exercer o poder, um passado ilibado e grande experiência administrativa. Recomendo ao tão segregado sexo feminino que pense bem e não reeleja ninguém — seja homem ou mulher —, pois os que lá estão nada fizeram por nós e têm como única preocupação se manterem na situação cômoda e confortável em que se encontram.
Para reverter essa vergonhosa realidade não vejo outra solução que não seja uma mudança total no panorama político brasileiro, no qual a competência e a ética venham pautar qualquer atuação no setor. Portanto, nas próximas eleições é muito prudente, principalmente para nós mulheres, não reelegermos ninguém!
Sylvia Romano é advogada trabalhista, responsável pelo Sylvia Romano Consultores Associados, em São Paulo. E-mail: sylviaromano@uol.com.br
Razões para fazer a diferença
Artigo no Fique Alerta – www.fiquealerta.net
Por Susana Penteado
A preocupação em formar jovens em vulnerabilidade social sempre foi foco do Centro Profissionalizante Rio Branco, mantido pela Fundação de Rotarianos de São Paulo. Sua atuação é fundamentada em proporcionar, a cada semestre, para aproximadamente 250 adolescentes de 15 a 18 anos, o Programa de Aprendizagem Profissional. Ministra, ainda, atividades teórico-práticas a 120 de seus alunos contratados como aprendizes nas empresas da Região Oeste da Grande São Paulo.
Com um foco alicerçado e em sintonia com as demandas atuais do mercado de trabalho, percebemos com alegria o fortalecimento de nossa credibilidade na comunidade empresarial. Isto nos permite ser referência quando o assunto é formar jovens para atuarem nas empresas. Saber portar-se no ambiente profissional, ter iniciativa e trabalhar em equipe, com empatia, são apenas alguns dos quesitos na formação oferecida e que nos garantiram êxito nos programas profissionalizantes.
A exemplo disso, em 2003, vivenciamos uma grande conquista quando efetivamos uma parceria no programa Entra 21 – Financiamento para a capacitação de jovens de baixa renda para a inserção no mercado de trabalho – com a International Youth Foundation, em que depois de concorrer com mais de 800 instituições na América Latina e Caribe, fomos selecionados para formar jovens em programa de tecnologia da informação e comunicação. O principal fator para a aprovação da nossa entidade, foi à formação ofertada aos jovens nas denominadas habilidades para a vida.
O cuidado na inserção laboral, selecionando e encaminhando às empresas jovens com o perfil solicitado, e a orientação aos gestores que os chefiarão durante o período de atividades práticas – estabelecendo assim uma ação preventiva quanto às particularidades da inserção de menores de idade - são tarefas e por que não dizer missões do Cepro cumpridas à risca e bem-sucedidas em seus resultados.
Com estes diferenciais, em 2007 nos adaptamos às especificidades da Lei do Aprendiz (10.097/2000) e, em 2009 por determinação do Ministério do Trabalho e Emprego nos candidatamos à validação de nossos programas no CNA (Cadastro Nacional de Aprendizagem) e a conquistamos. O novo programa passou a ter seis meses de preparação profissional inicial para poder inserir o jovem nas empresas como aprendiz e atender à demanda das cotas instituídas para médias e grandes empresas.
Desde 2008 acompanhamos a criação do Fórum Nacional de Aprendizagem, onde testemunhamos a preocupação do governo em atingir as metas de contratação de aprendizes no Brasil. Atualmente, estamos presentes no FOPAP (Fórum Paulista de Aprendizagem), conduzido pela SRTE/SP (Superintendência Regional do Trabalho e Emprego de São Paulo), contribuindo para os objetivos de: debater e propor formas de atuação conjunta dos órgãos públicos, empresas e entidades, visando a ampliação da aprendizagem profissional; desenvolver, apoiar, propor e divulgar ações de mobilização para o cumprimento da Legislação do Aprendiz; e aprofundar o debate sobre questões relevantes da aprendizagem profissional, tendo em vista elaborar e propor sugestões de aperfeiçoamento das normas, procedimentos e práticas locais, estaduais e nacionais de aprendizagem profissional.
Susana Penteado é coordenadora do Centro Profissionalizante Rio Branco (Cepro).
Por Susana Penteado
A preocupação em formar jovens em vulnerabilidade social sempre foi foco do Centro Profissionalizante Rio Branco, mantido pela Fundação de Rotarianos de São Paulo. Sua atuação é fundamentada em proporcionar, a cada semestre, para aproximadamente 250 adolescentes de 15 a 18 anos, o Programa de Aprendizagem Profissional. Ministra, ainda, atividades teórico-práticas a 120 de seus alunos contratados como aprendizes nas empresas da Região Oeste da Grande São Paulo.
Com um foco alicerçado e em sintonia com as demandas atuais do mercado de trabalho, percebemos com alegria o fortalecimento de nossa credibilidade na comunidade empresarial. Isto nos permite ser referência quando o assunto é formar jovens para atuarem nas empresas. Saber portar-se no ambiente profissional, ter iniciativa e trabalhar em equipe, com empatia, são apenas alguns dos quesitos na formação oferecida e que nos garantiram êxito nos programas profissionalizantes.
A exemplo disso, em 2003, vivenciamos uma grande conquista quando efetivamos uma parceria no programa Entra 21 – Financiamento para a capacitação de jovens de baixa renda para a inserção no mercado de trabalho – com a International Youth Foundation, em que depois de concorrer com mais de 800 instituições na América Latina e Caribe, fomos selecionados para formar jovens em programa de tecnologia da informação e comunicação. O principal fator para a aprovação da nossa entidade, foi à formação ofertada aos jovens nas denominadas habilidades para a vida.
O cuidado na inserção laboral, selecionando e encaminhando às empresas jovens com o perfil solicitado, e a orientação aos gestores que os chefiarão durante o período de atividades práticas – estabelecendo assim uma ação preventiva quanto às particularidades da inserção de menores de idade - são tarefas e por que não dizer missões do Cepro cumpridas à risca e bem-sucedidas em seus resultados.
Com estes diferenciais, em 2007 nos adaptamos às especificidades da Lei do Aprendiz (10.097/2000) e, em 2009 por determinação do Ministério do Trabalho e Emprego nos candidatamos à validação de nossos programas no CNA (Cadastro Nacional de Aprendizagem) e a conquistamos. O novo programa passou a ter seis meses de preparação profissional inicial para poder inserir o jovem nas empresas como aprendiz e atender à demanda das cotas instituídas para médias e grandes empresas.
Desde 2008 acompanhamos a criação do Fórum Nacional de Aprendizagem, onde testemunhamos a preocupação do governo em atingir as metas de contratação de aprendizes no Brasil. Atualmente, estamos presentes no FOPAP (Fórum Paulista de Aprendizagem), conduzido pela SRTE/SP (Superintendência Regional do Trabalho e Emprego de São Paulo), contribuindo para os objetivos de: debater e propor formas de atuação conjunta dos órgãos públicos, empresas e entidades, visando a ampliação da aprendizagem profissional; desenvolver, apoiar, propor e divulgar ações de mobilização para o cumprimento da Legislação do Aprendiz; e aprofundar o debate sobre questões relevantes da aprendizagem profissional, tendo em vista elaborar e propor sugestões de aperfeiçoamento das normas, procedimentos e práticas locais, estaduais e nacionais de aprendizagem profissional.
Susana Penteado é coordenadora do Centro Profissionalizante Rio Branco (Cepro).
segunda-feira, 26 de julho de 2010
A hora do marketing esportivo
Artigo no Fique Alerta – www.fiquealerta.net
Por Eduardo Pocetti
A Copa do Mundo chegou ao fim e os olhos até então voltados para a África do Sul se dirigem para o Brasil. Sediar o campeonato será uma oportunidade de ouro para o país investir em obras necessárias ao desenvolvimento econômico, ampliar as oportunidades de negócios e, de quebra, fortalecer ainda mais a sua imagem no palco mundial.
No entanto, estamos repetindo alguns erros cometidos por ocasião dos Jogos Pan-Americanos, motivo pelo qual a FIFA já manifestou publicamente o receio de que as obras de infraestrutura imprescindíveis à Copa de 2014 não sejam concluídas em tempo hábil.
Enquanto o Brasil se organiza para, na corrida contra o tempo, cumprir todos os compromissos assumidos, todos podem e devem elaborar estratégias que permitam aproveitar ao máximo o momento de forte ênfase na questão esportiva que vem por aí. Aos profissionais, por exemplo, abrem-se novos campos de atuação – instituições de ensino superior já estão investindo em cursos e treinamentos específicos, como o MBA em Gestão Esportiva que pode ser feito por qualquer pessoa graduada.
Para as empresas, que poderão desfrutar das oportunidades de negócios que estão se delineando em diversos campos da economia, convém estar atentas à importância de investir, com seriedade, no chamado marketing esportivo.
Essa modalidade de marketing teve grande ascensão no Brasil principalmente nos anos 50, durante o governo de Juscelino Kubitschek, quando grandes empresas de origem estrangeira trouxeram para o País seus produtos e serviços. As multinacionais foram pioneiras na utilização de ferramentas como pesquisa de opinião e ações promocionais. De lá para cá, as estratégias se sofisticaram, mas o marketing esportivo tem movimentado apenas 0,1% do PIB brasileiro.
É pouco. Entre ingressos, patrocínios, comércio de materiais esportivos, cotas de televisão, negociação de atletas, transporte aéreo e ocupação hoteleira, o Brasil movimenta anualmente cerca de 2 bilhões de dólares, contra 87 bilhões de dólares dos Estados Unidos. Temos, como se vê, um imenso potencial ainda inexplorado.
No mundo inteiro, empresas e marcas líderes já aprenderam a privilegiar o marketing esportivo. Em um contexto como o atual, em que as fronteiras entre os países são cada vez mais tênues e a competição globalizada se acirra, impondo novos e maiores desafios a cada dia, associar a imagem da empresa a atletas e equipes desportivas que gozam de elevado prestígio junto à opinião pública é uma tática extremamente eficaz, que ajuda a criar um diferencial positivo.
Associar a empresa ao esporte gera muitos dividendos, como o rejuvenescimento da marca, devido à força do esporte entre os jovens, e o ganho de credibilidade – é como se o logotipo estampado em um uniforme pegasse carona no sucesso dos atletas.
Mas, para que a estratégia de associar a marca de uma empresa ao esporte gere o impacto desejado, é fundamental escolher a modalidade que mais se identifica com o público-alvo da empresa patrocinadora. Para quem opera, por exemplo, no ramo do varejo voltado às classes C e D, não compensa patrocinar um campeonato de golfe, que é um esporte tradicionalmente voltado para os setores de maior renda.
Tomados esses cuidados, o marketing esportivo certamente terá muito a contribuir para o reforço da imagem institucional do patrocinador.
Eduardo Pocetti é CEO da BDO, quinta maior rede mundial de auditoria, tributos e advisory services.
Por Eduardo Pocetti
A Copa do Mundo chegou ao fim e os olhos até então voltados para a África do Sul se dirigem para o Brasil. Sediar o campeonato será uma oportunidade de ouro para o país investir em obras necessárias ao desenvolvimento econômico, ampliar as oportunidades de negócios e, de quebra, fortalecer ainda mais a sua imagem no palco mundial.
No entanto, estamos repetindo alguns erros cometidos por ocasião dos Jogos Pan-Americanos, motivo pelo qual a FIFA já manifestou publicamente o receio de que as obras de infraestrutura imprescindíveis à Copa de 2014 não sejam concluídas em tempo hábil.
Enquanto o Brasil se organiza para, na corrida contra o tempo, cumprir todos os compromissos assumidos, todos podem e devem elaborar estratégias que permitam aproveitar ao máximo o momento de forte ênfase na questão esportiva que vem por aí. Aos profissionais, por exemplo, abrem-se novos campos de atuação – instituições de ensino superior já estão investindo em cursos e treinamentos específicos, como o MBA em Gestão Esportiva que pode ser feito por qualquer pessoa graduada.
Para as empresas, que poderão desfrutar das oportunidades de negócios que estão se delineando em diversos campos da economia, convém estar atentas à importância de investir, com seriedade, no chamado marketing esportivo.
Essa modalidade de marketing teve grande ascensão no Brasil principalmente nos anos 50, durante o governo de Juscelino Kubitschek, quando grandes empresas de origem estrangeira trouxeram para o País seus produtos e serviços. As multinacionais foram pioneiras na utilização de ferramentas como pesquisa de opinião e ações promocionais. De lá para cá, as estratégias se sofisticaram, mas o marketing esportivo tem movimentado apenas 0,1% do PIB brasileiro.
É pouco. Entre ingressos, patrocínios, comércio de materiais esportivos, cotas de televisão, negociação de atletas, transporte aéreo e ocupação hoteleira, o Brasil movimenta anualmente cerca de 2 bilhões de dólares, contra 87 bilhões de dólares dos Estados Unidos. Temos, como se vê, um imenso potencial ainda inexplorado.
No mundo inteiro, empresas e marcas líderes já aprenderam a privilegiar o marketing esportivo. Em um contexto como o atual, em que as fronteiras entre os países são cada vez mais tênues e a competição globalizada se acirra, impondo novos e maiores desafios a cada dia, associar a imagem da empresa a atletas e equipes desportivas que gozam de elevado prestígio junto à opinião pública é uma tática extremamente eficaz, que ajuda a criar um diferencial positivo.
Associar a empresa ao esporte gera muitos dividendos, como o rejuvenescimento da marca, devido à força do esporte entre os jovens, e o ganho de credibilidade – é como se o logotipo estampado em um uniforme pegasse carona no sucesso dos atletas.
Mas, para que a estratégia de associar a marca de uma empresa ao esporte gere o impacto desejado, é fundamental escolher a modalidade que mais se identifica com o público-alvo da empresa patrocinadora. Para quem opera, por exemplo, no ramo do varejo voltado às classes C e D, não compensa patrocinar um campeonato de golfe, que é um esporte tradicionalmente voltado para os setores de maior renda.
Tomados esses cuidados, o marketing esportivo certamente terá muito a contribuir para o reforço da imagem institucional do patrocinador.
Eduardo Pocetti é CEO da BDO, quinta maior rede mundial de auditoria, tributos e advisory services.
Problemas pessoais de interesse difuso
Artigo no Fique Alerta – www.fiquealerta.net
Por Alberto Murray Neto
A turma do Comitê Olímpico Brasileiro (“COB”), os subalternos, estão bem treinados. Se alguém questioná-los sobre qualquer denúncia que tenha partido de mim, a resposta vem na lata: “Ah, é de um indivíduo que tem probemas pessoais com a gente.”
E coitada dessa gente se não, ao menos publicamente, rezar pela cartilha do deus. Se deus, como intramuros é chamado o Pajé Olímpico, estiver de mau humor, sai de baixo. Ele sacode a cabeça, pisca freneticamente, sacode a cabeça de um lado para o outro, dá uma olhadela do espelho, arruma aquele prendedor de gravatas cafona e cospe em que estiver na frente.
Esse deus é de meia tigela. No outro extremo, há pessoas tão imponentes, carismáticas, cuja própria presença física faz qualquer um de nós sentir frio na barriga e das quais mantemos, mesmo sem querer, uma distância regulamentar. São, como regra, gente afável, respeitadas por sua autoridade moral e não por seu autoritatismo. O Brasil tem vários bons exemplos desses. O Dr. Ulyses Guimarães era uma figura assim; o senhor Diretas.
Voltando à patota do COB, a eles não resta outra opção que não tentar desqualificar-me, uma vez que argumentos para contradizer-me, eles definitivamente não têm. Tanto tal é assim, que o presidente sempre fugiu de mim em todos os debates que gente séria tentou promover entre nós. A situação mais vejatória para ele foi quando, muito agitado, escafedeu-se no Senado da República, cometendo uma indelicadeza não comigo, mas com o Senadores.
O patético gestou foi muito bem retratado no brilhante programa da ESPN Brasil, “Brasil Olímpico 2 – Uma Canidatura Passada A Limpo”. Nuzman também já fugiu de Juca Kfouri na Unicamp. Ele foge sempre que é apertado. De Movimento Olímpico, em seu sentido histórico filosófico ele não tem a menor idéia do que seja.
De fato são poucos os que têm coragem de dizer o que está errado, enfiar o dedo na ferida e expremê-la até sangrar. O sujeito pode ser simplesmente acomondado, depender do dinheiro deles, ou ter medo de retaliações. Eu não tenho receio daquela trupe. Digo e escrevo o que penso, critico, exponho minhas sugestões. Nuzman sim, sempre teve um medo bobo de mim. Enquanto ele sabe que pode controlar talvez a maioria dos dirigentes esportivos, a mim ele tem certeza de que isso seria impossível. Ele sabe da minha estirpe, retidão, que sou absolutamente incorruptível e, mais ainda, como disse-me André Richer, carrego no meu DNA “a herança genética do manto sagrado”.
Aliás, quando Richer disse-me isso, referia-se exatamente a Carlos Nuzman, para expressar o medo que eu metia nele. Admiro muito aqueles que não se curvam ao poder escabroso. Há vários exemplos no jornalismo do Brasil de gente muito legal que não deixa a peteca cair. Leia-se o que escrevem, para ficar somente na área dos esportes, Juca Kfouri, Antero Greco, José Trajano, José Cruz, Eduardo Ohata, Mariana Lajolo, Bruno Rangel, Afonso Morais, Marcelo Damato, Marcelo Laguna, Paulinho, citando apenas alguns exemplos de quem cobre o Olimpismo. Há muitos outros, cujo perdão peço que me concedam pela ausência nesta relação. Será que todos eles têm problemas pessoais com o COB? Eu já prometi aqui um picolé de tangerina a quem achar um único jornalista com credibilidade que elogie Carlos Nuzman; unzinho só.
Pois bem, eu tenho, sim, problemas pessoais com Carlos Nuzman. Só que eles têm interesses difusos. Minhas pinimbas pessoais incluem, mas não se limitam ao fato de o COB:
- receber dinheiro público e tratar o COB como se fosse a cozinha da casa dele;
- deixar de prestar contas ao povo de como aplica o dinheiro que recebe do governo;
- gastar dinheiro da população de forma indevida, com festas megalômanas, presentinhos a visitantes estrangeiros e salamaleques desnecessários ao membros do Comitê Internacional Olímpico;
- gastar mais da metade do orçamento do COB com verbas de administração, em detrimento dos interesses das Confderações, da Federações, dos Clubes formadores e, sobretudo, dos Atletas;
- blindar o estatuto social de forma que impeça que qualquer do povo possa candidatar-se aos cargos de presidente e vice do COB, fazendo vigorar o escánio que é o artigo 26;
- atuar nos bastidores do Congresso Nacional, indo de sala em sala, de parlamentar em parlamentar, pedindo para não apoiarem a CPMI Olímpica;
- desrespeitar o artigo 4 do Decreto que regulamenta a Lei Piva, que manda com que a contratação das obras, serviços e tudo mais seja publicamente licitado;
- ter uma agência de viagens para intermiar compras de passagens aéreas, reservas de hotéis e outros, deixando que essa agência ganhe comissões gigantescas sobre tais serviços. O COB prescinde de uma agência de viagens. Pior ainda quando obriga outras Confederações a usar tal mesma agência, a Tamoyo Turismo Ltda. E mais grave quando a sócia majoritária da Tamoyo é amiga íntima do casal Nuzman, o que dá um cheiro de conflito de interesses. E fosse eu o presidente do COB, nenhum amigo, ou parente sequer participaria de qualquer licitação. São motivos óbvios;
- usar a AON como corretora de seguros, enquanto um dos Diretores do COB é, ou era, ao mesmo tempo, Diretor da mesma AON. Outro evidente conflito de interesses. As coisas não acontecem à toa;
- ter uma folha de pagamentos altíssima, desnecessária, enquanto esse dinheiro poderia ir para as Confederações que não têm patrocínios, que o COB chama de “nanicas”;
- não divulgar ao público os contratos que assina com terceiros, deixando de dar transparência aos termos e condições, sobretudo valores, que envolvem grana do povo;
- não ter um programa claro de desenvolvimento do esporte a longo prazo, que realmente reflita, futuramente, em uma melhora de nossos resultados Olímpicos;
- repassar mais dinheiro justamente às Confederações mais ricas, enquanto as mais pobres, que não têm patrocínios, ficam com muito pouco. Os ricos do esporte cada vez mais ricos e os pobres cada vez mais pobres. Assim o panorama geral do esporte no Brasil não mudará nunca, apesar da situação nababesca que desfruta o COB;
- não explicar o superfaturamento de 1.000% (hum mil por cento) das contas do Pan Americano, ainda sub judice no TCU. Isso mesmo, 1.000% e, ao menos por enquanto, não há ninguém preso;
- pela absoluta falta de legado popular do dinheiro gasto com os Jogos Pan Americanos;
- pela falta de preocupação com o esporte de base, o esporte para todos, o esporte para o pobres, uma vez que o COB não tem um só projeto de massificação do esporte e do olimpismo por todo País;
- por tentar cercear o livre pensamento acadêmico, como ditadores de opereta, prestando-se ao papel ridículo de tentar calar a boca da Professora Katia Rubio, da Universidade de São Paulo, que reagiu à altura e fez o COB sair com o rabicó entre as pernas;
- por ter criado uma Comissão de Atletas absolutamente “desfrutável”, sem função executiva alguma. Ou ela influenciou em algo na vida do esporte Olímpico do Brasil?;
- por usar artifícios duvidosos na campanha do Pan Americano para cabalar votos, o que seja, pagar vestimento completo e, em alguns casos, fretameto de vôos de delegações estrangeiras para virem competir no Rio de Janeiro, enquanto vários de nossos pobres Atletas não têm condições de se sustentar;
- por fazer lobby no Congreso Nacional contra a lei que estabelece o limite de reeleições para os órgãos dirigentes do esporte brasileiro, em nítida “advocacia em causa própria”. Até o CIO já limitou os seus próprios mandatos;
- por não explicar ao povo como foram utlizados os recusos públios usados na campanha Rio 2.016. Tanto é assim que o Ministério Público Federal instrou um Inquérito Civil para averiguar esse fato;
- por realizar eleições ilegítimas, imorais, para usar os mesmo termos da imprensa e de alguns próprios presidentes de Confederações; e
- por um montão de outras coisa.
É verdade. Eu tenho uma implicância incompreensível com o COB. Não entendo porque.
Alberto Murray Neto é Jornalista. Originalmente publicado em www.ESPN.com.br/albertomurrayneto no dia 21 de julho de 2010.
Por Alberto Murray Neto
A turma do Comitê Olímpico Brasileiro (“COB”), os subalternos, estão bem treinados. Se alguém questioná-los sobre qualquer denúncia que tenha partido de mim, a resposta vem na lata: “Ah, é de um indivíduo que tem probemas pessoais com a gente.”
E coitada dessa gente se não, ao menos publicamente, rezar pela cartilha do deus. Se deus, como intramuros é chamado o Pajé Olímpico, estiver de mau humor, sai de baixo. Ele sacode a cabeça, pisca freneticamente, sacode a cabeça de um lado para o outro, dá uma olhadela do espelho, arruma aquele prendedor de gravatas cafona e cospe em que estiver na frente.
Esse deus é de meia tigela. No outro extremo, há pessoas tão imponentes, carismáticas, cuja própria presença física faz qualquer um de nós sentir frio na barriga e das quais mantemos, mesmo sem querer, uma distância regulamentar. São, como regra, gente afável, respeitadas por sua autoridade moral e não por seu autoritatismo. O Brasil tem vários bons exemplos desses. O Dr. Ulyses Guimarães era uma figura assim; o senhor Diretas.
Voltando à patota do COB, a eles não resta outra opção que não tentar desqualificar-me, uma vez que argumentos para contradizer-me, eles definitivamente não têm. Tanto tal é assim, que o presidente sempre fugiu de mim em todos os debates que gente séria tentou promover entre nós. A situação mais vejatória para ele foi quando, muito agitado, escafedeu-se no Senado da República, cometendo uma indelicadeza não comigo, mas com o Senadores.
O patético gestou foi muito bem retratado no brilhante programa da ESPN Brasil, “Brasil Olímpico 2 – Uma Canidatura Passada A Limpo”. Nuzman também já fugiu de Juca Kfouri na Unicamp. Ele foge sempre que é apertado. De Movimento Olímpico, em seu sentido histórico filosófico ele não tem a menor idéia do que seja.
De fato são poucos os que têm coragem de dizer o que está errado, enfiar o dedo na ferida e expremê-la até sangrar. O sujeito pode ser simplesmente acomondado, depender do dinheiro deles, ou ter medo de retaliações. Eu não tenho receio daquela trupe. Digo e escrevo o que penso, critico, exponho minhas sugestões. Nuzman sim, sempre teve um medo bobo de mim. Enquanto ele sabe que pode controlar talvez a maioria dos dirigentes esportivos, a mim ele tem certeza de que isso seria impossível. Ele sabe da minha estirpe, retidão, que sou absolutamente incorruptível e, mais ainda, como disse-me André Richer, carrego no meu DNA “a herança genética do manto sagrado”.
Aliás, quando Richer disse-me isso, referia-se exatamente a Carlos Nuzman, para expressar o medo que eu metia nele. Admiro muito aqueles que não se curvam ao poder escabroso. Há vários exemplos no jornalismo do Brasil de gente muito legal que não deixa a peteca cair. Leia-se o que escrevem, para ficar somente na área dos esportes, Juca Kfouri, Antero Greco, José Trajano, José Cruz, Eduardo Ohata, Mariana Lajolo, Bruno Rangel, Afonso Morais, Marcelo Damato, Marcelo Laguna, Paulinho, citando apenas alguns exemplos de quem cobre o Olimpismo. Há muitos outros, cujo perdão peço que me concedam pela ausência nesta relação. Será que todos eles têm problemas pessoais com o COB? Eu já prometi aqui um picolé de tangerina a quem achar um único jornalista com credibilidade que elogie Carlos Nuzman; unzinho só.
Pois bem, eu tenho, sim, problemas pessoais com Carlos Nuzman. Só que eles têm interesses difusos. Minhas pinimbas pessoais incluem, mas não se limitam ao fato de o COB:
- receber dinheiro público e tratar o COB como se fosse a cozinha da casa dele;
- deixar de prestar contas ao povo de como aplica o dinheiro que recebe do governo;
- gastar dinheiro da população de forma indevida, com festas megalômanas, presentinhos a visitantes estrangeiros e salamaleques desnecessários ao membros do Comitê Internacional Olímpico;
- gastar mais da metade do orçamento do COB com verbas de administração, em detrimento dos interesses das Confderações, da Federações, dos Clubes formadores e, sobretudo, dos Atletas;
- blindar o estatuto social de forma que impeça que qualquer do povo possa candidatar-se aos cargos de presidente e vice do COB, fazendo vigorar o escánio que é o artigo 26;
- atuar nos bastidores do Congresso Nacional, indo de sala em sala, de parlamentar em parlamentar, pedindo para não apoiarem a CPMI Olímpica;
- desrespeitar o artigo 4 do Decreto que regulamenta a Lei Piva, que manda com que a contratação das obras, serviços e tudo mais seja publicamente licitado;
- ter uma agência de viagens para intermiar compras de passagens aéreas, reservas de hotéis e outros, deixando que essa agência ganhe comissões gigantescas sobre tais serviços. O COB prescinde de uma agência de viagens. Pior ainda quando obriga outras Confederações a usar tal mesma agência, a Tamoyo Turismo Ltda. E mais grave quando a sócia majoritária da Tamoyo é amiga íntima do casal Nuzman, o que dá um cheiro de conflito de interesses. E fosse eu o presidente do COB, nenhum amigo, ou parente sequer participaria de qualquer licitação. São motivos óbvios;
- usar a AON como corretora de seguros, enquanto um dos Diretores do COB é, ou era, ao mesmo tempo, Diretor da mesma AON. Outro evidente conflito de interesses. As coisas não acontecem à toa;
- ter uma folha de pagamentos altíssima, desnecessária, enquanto esse dinheiro poderia ir para as Confederações que não têm patrocínios, que o COB chama de “nanicas”;
- não divulgar ao público os contratos que assina com terceiros, deixando de dar transparência aos termos e condições, sobretudo valores, que envolvem grana do povo;
- não ter um programa claro de desenvolvimento do esporte a longo prazo, que realmente reflita, futuramente, em uma melhora de nossos resultados Olímpicos;
- repassar mais dinheiro justamente às Confederações mais ricas, enquanto as mais pobres, que não têm patrocínios, ficam com muito pouco. Os ricos do esporte cada vez mais ricos e os pobres cada vez mais pobres. Assim o panorama geral do esporte no Brasil não mudará nunca, apesar da situação nababesca que desfruta o COB;
- não explicar o superfaturamento de 1.000% (hum mil por cento) das contas do Pan Americano, ainda sub judice no TCU. Isso mesmo, 1.000% e, ao menos por enquanto, não há ninguém preso;
- pela absoluta falta de legado popular do dinheiro gasto com os Jogos Pan Americanos;
- pela falta de preocupação com o esporte de base, o esporte para todos, o esporte para o pobres, uma vez que o COB não tem um só projeto de massificação do esporte e do olimpismo por todo País;
- por tentar cercear o livre pensamento acadêmico, como ditadores de opereta, prestando-se ao papel ridículo de tentar calar a boca da Professora Katia Rubio, da Universidade de São Paulo, que reagiu à altura e fez o COB sair com o rabicó entre as pernas;
- por ter criado uma Comissão de Atletas absolutamente “desfrutável”, sem função executiva alguma. Ou ela influenciou em algo na vida do esporte Olímpico do Brasil?;
- por usar artifícios duvidosos na campanha do Pan Americano para cabalar votos, o que seja, pagar vestimento completo e, em alguns casos, fretameto de vôos de delegações estrangeiras para virem competir no Rio de Janeiro, enquanto vários de nossos pobres Atletas não têm condições de se sustentar;
- por fazer lobby no Congreso Nacional contra a lei que estabelece o limite de reeleições para os órgãos dirigentes do esporte brasileiro, em nítida “advocacia em causa própria”. Até o CIO já limitou os seus próprios mandatos;
- por não explicar ao povo como foram utlizados os recusos públios usados na campanha Rio 2.016. Tanto é assim que o Ministério Público Federal instrou um Inquérito Civil para averiguar esse fato;
- por realizar eleições ilegítimas, imorais, para usar os mesmo termos da imprensa e de alguns próprios presidentes de Confederações; e
- por um montão de outras coisa.
É verdade. Eu tenho uma implicância incompreensível com o COB. Não entendo porque.
Alberto Murray Neto é Jornalista. Originalmente publicado em www.ESPN.com.br/albertomurrayneto no dia 21 de julho de 2010.
domingo, 25 de julho de 2010
Cotas para negros - a verdadeira discriminação
Artigo no Fique Alerta – www.fiquealerta.net
Por Célio Pezza
No ano retrasado, a estudante Tatiana Oliveira ingressou na Universidade Federal de Santa Maria - RS, através do sistema de vagas para afro descendentes e teve sua matrícula cancelada no final de março de 2009 por uma comissão da universidade que alegou que ela não preencheu as condições exigidas no programa de cotas.
Ela é parda, as cotas são para negros e pardos, mas a comissão não a considerou merecedora do benefício, apesar de ser parda. No caso dos cotistas, deve ser entregue uma declaração onde o candidato se diz negro ou pardo. Ela é parda, filha de branca com pardo e neta de negros escravos. Reside numa vila pobre de Santa Maria, porém durante a entrevista disse que nunca foi discriminada.
Esta não discriminação assumida causou a perda de sua vaga por uma insana e discriminatória comissão avaliadora do sistema de cotas! Aliás, esta comissão tem representantes do movimento negro que discriminaram a Tatiana por ela não fazer parte destes movimentos e nem se julgar uma excluída! Se ela se sentisse excluída ou participasse de movimentos negros, a vaga seria dela. Como não foi o caso, julgaram que ela era uma branca querendo se aproveitar das cotas. O problema é que ela não é branca!
A política de cotas por si é uma aberração, mas já que existe na lei, é para ser cumprida e não é uma comissão que vai agora começar a definir quem tem ou não direito baseado nos conceitos de ser ou não excluído! A Tatiana é parda e tem direito a sua cota. Sua advogada está entrando com ação na justiça federal com pedido de liminar para que Tatiana volte às aulas imediatamente.
Voltando ao sistema de cotas, existem inúmeros juristas que afirmam que ela fere a Constituição Federal e está em desacordo com o princípio de isonomia e de igualdade. No caso das universidades, na verdade é o pobre e não o negro que tem dificuldades de acesso, pois ele não pode se preparar adequadamente e às vezes nem pagar uma taxa de inscrição. Parece mais correto prever um acesso ao pobre, seja ele branco, negro, pardo ou amarelo.
Seguindo a onda das universidades, uma promotora do ministério público de São Paulo acusa a São Paulo Fashion Week de racista e quer instituir uma cota para modelos negras! O objetivo da promotoria é promover uma inclusão social e estabelecer um número mínimo de modelos negros a desfilar! Isso é preocupante!
O Brasil é um país onde a miscigenação predomina e nos preocupa quando o Estado começa a inventar métodos de divisão entre brancos e negros. No fundo, estas leis induzem ao racismo. Vejam o caso da Tatiana, que se sentiu discriminada pela primeira vez na vida, justamente por uma comissão com ridículos poderes de definir quem é branco ou negro ou pardo, independente da origem. Se continuar desta forma, logo teremos sistemas de cotas raciais para presidentes, senadores, governadores, prefeitos, deputados, vereadores, médicos, professores, etc..
Será a institucionalização da discriminação verdadeira, com o Estado classificando seus cidadãos segundo sua etnia ou cor. O trágico é que isto acontece justamente numa hora em que a sociedade vem tomando mais consciência dos males de todo tipo de discriminação e aprendendo a rechaçá-lo. O Brasil é uma mistura e querer separá-lo através de cotas é um erro que pode nos custar caro no futuro.
Devemos sim combater a pobreza, a falta de educação, falta de condições mínimas de saúde pública e promover a inclusão social, independente da cor. O Brasil só será um grande país quando tiver Educação, Saúde e Respeito pelos seus cidadãos. É disto que precisamos e não de cotas!
Célio Pezza é Escritor - www.cpezza.com
Por Célio Pezza
No ano retrasado, a estudante Tatiana Oliveira ingressou na Universidade Federal de Santa Maria - RS, através do sistema de vagas para afro descendentes e teve sua matrícula cancelada no final de março de 2009 por uma comissão da universidade que alegou que ela não preencheu as condições exigidas no programa de cotas.
Ela é parda, as cotas são para negros e pardos, mas a comissão não a considerou merecedora do benefício, apesar de ser parda. No caso dos cotistas, deve ser entregue uma declaração onde o candidato se diz negro ou pardo. Ela é parda, filha de branca com pardo e neta de negros escravos. Reside numa vila pobre de Santa Maria, porém durante a entrevista disse que nunca foi discriminada.
Esta não discriminação assumida causou a perda de sua vaga por uma insana e discriminatória comissão avaliadora do sistema de cotas! Aliás, esta comissão tem representantes do movimento negro que discriminaram a Tatiana por ela não fazer parte destes movimentos e nem se julgar uma excluída! Se ela se sentisse excluída ou participasse de movimentos negros, a vaga seria dela. Como não foi o caso, julgaram que ela era uma branca querendo se aproveitar das cotas. O problema é que ela não é branca!
A política de cotas por si é uma aberração, mas já que existe na lei, é para ser cumprida e não é uma comissão que vai agora começar a definir quem tem ou não direito baseado nos conceitos de ser ou não excluído! A Tatiana é parda e tem direito a sua cota. Sua advogada está entrando com ação na justiça federal com pedido de liminar para que Tatiana volte às aulas imediatamente.
Voltando ao sistema de cotas, existem inúmeros juristas que afirmam que ela fere a Constituição Federal e está em desacordo com o princípio de isonomia e de igualdade. No caso das universidades, na verdade é o pobre e não o negro que tem dificuldades de acesso, pois ele não pode se preparar adequadamente e às vezes nem pagar uma taxa de inscrição. Parece mais correto prever um acesso ao pobre, seja ele branco, negro, pardo ou amarelo.
Seguindo a onda das universidades, uma promotora do ministério público de São Paulo acusa a São Paulo Fashion Week de racista e quer instituir uma cota para modelos negras! O objetivo da promotoria é promover uma inclusão social e estabelecer um número mínimo de modelos negros a desfilar! Isso é preocupante!
O Brasil é um país onde a miscigenação predomina e nos preocupa quando o Estado começa a inventar métodos de divisão entre brancos e negros. No fundo, estas leis induzem ao racismo. Vejam o caso da Tatiana, que se sentiu discriminada pela primeira vez na vida, justamente por uma comissão com ridículos poderes de definir quem é branco ou negro ou pardo, independente da origem. Se continuar desta forma, logo teremos sistemas de cotas raciais para presidentes, senadores, governadores, prefeitos, deputados, vereadores, médicos, professores, etc..
Será a institucionalização da discriminação verdadeira, com o Estado classificando seus cidadãos segundo sua etnia ou cor. O trágico é que isto acontece justamente numa hora em que a sociedade vem tomando mais consciência dos males de todo tipo de discriminação e aprendendo a rechaçá-lo. O Brasil é uma mistura e querer separá-lo através de cotas é um erro que pode nos custar caro no futuro.
Devemos sim combater a pobreza, a falta de educação, falta de condições mínimas de saúde pública e promover a inclusão social, independente da cor. O Brasil só será um grande país quando tiver Educação, Saúde e Respeito pelos seus cidadãos. É disto que precisamos e não de cotas!
Célio Pezza é Escritor - www.cpezza.com
sábado, 24 de julho de 2010
Educação é prioridade de todos
Artigo no Fique Alerta – www.fiquealerta.net
Por Ricardo Patah
Conforme última Pesquisa de Orçamentos Familiares - POF, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE, demonstrando que os gastos das famílias brasileiras com educação não ultrapassam 3% dos orçamentos familiares nos centros urbanos, e 1,3% nas zonas rurais, constata-se o imenso vazio que as políticas públicas de todos os governos na área educacional, carrearam ao longo das últimas quatro décadas de nossa história.
Em relação à Inclusão Escolar, a Educação Brasileira ainda não viu priorizada na mesma proporção, a tônica da qualidade do ensino e as competências de aplicação das metodologias político-pedagógicas. Ficamos à margem de muitos países que sempre entenderam o processo educacional como fonte prioritária de desenvolvimento econômico, social e tecnológico.
Uma breve análise dos dados contidos na pesquisa realizada pelas consultorias: Economist Intelligence Unit, de Londres/Inglaterra, e Heidrick & Struggles, de Chicago/Estados Unidos da América, encomendada pela UNESCO e divulgada pela BBC Brasil, revela que o país tem uma relação deficitária de professores para alunos no ensino secundário, que é de 1 para 22, contra 1 para 10 da Itália e 1 para 14 dos Estados Unidos e do Canadá.
Em relação à capacidade do país de formar ou atrair profissionais qualificados, da 23ª posição em 2007, o país deve cair para 25ª em 2012, em um ranking de 30 países escolhidos pelas duas consultorias. Na América Latina, a Argentina e o México também foram escolhidos e ambos tiveram desempenho melhor que o brasileiro: a Argentina ficou na 17ª posição, enquanto o México, na 21ª.
Em 2012, África do Sul e Egito, que hoje estão atrás do Brasil no ranking, devem ultrapassar o país. Os países foram medidos nos critérios: qualidade da educação obrigatória; das universidades de negócios; incentivos para jovens talentosos; mobilidade e abertura do mercado de trabalho; crescimento demográfico; propensão a atrair investimentos externos e a atrair novos talentos.
A Educação no Brasil já atingiu o status de ponto de estrangulamento nas mesmas proporções que a inflação inviabilizava nossa economia. Os esforços para isso tornaram-se visíveis, com as deliberações da Conferência Nacional de Educação - CONAE, na qual a União Geral dos Trabalhadores (UGT) esteve presente onde se pensou e se propôs encaminhamentos como política prioritária de Estado, e não de governo, a ser aplicado nos próximos 10 anos.
As ações na Educação devem ser coordenadas entre Estado, Sociedade Civil e todos os atores envolvidos, incluindo-se a Iniciativa Privada, Partidos Políticos, Centrais Sindicais, Sindicatos e Associações de Pais e Mestres. Dentre todos os fatores importantes para se atingir o nível ideal de qualidade na Educação, está a necessidade de atualização do corpo docente brasileiro, principalmente nas séries iniciais e ensino médio, juntamente com a valorização destes profissionais tanto no que se refere à remuneração quanto a melhores condições de trabalho.
O tempo para se apontar culpados pelas decisões equivocadas e omissas, já passou, temos que unir esforços conjuntos para a tomada de decisões urgentes, sérias e factíveis. De um lado, o Estado, de outro, a família brasileira e por fim, as instituições de defesa dos interesses sociais, como o Ministério Público, ONGs e Centrais Sindicais.
Ricardo Patah é presidente nacional da União Geral dos Trabalhadores (UGT)
Por Ricardo Patah
Conforme última Pesquisa de Orçamentos Familiares - POF, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE, demonstrando que os gastos das famílias brasileiras com educação não ultrapassam 3% dos orçamentos familiares nos centros urbanos, e 1,3% nas zonas rurais, constata-se o imenso vazio que as políticas públicas de todos os governos na área educacional, carrearam ao longo das últimas quatro décadas de nossa história.
Em relação à Inclusão Escolar, a Educação Brasileira ainda não viu priorizada na mesma proporção, a tônica da qualidade do ensino e as competências de aplicação das metodologias político-pedagógicas. Ficamos à margem de muitos países que sempre entenderam o processo educacional como fonte prioritária de desenvolvimento econômico, social e tecnológico.
Uma breve análise dos dados contidos na pesquisa realizada pelas consultorias: Economist Intelligence Unit, de Londres/Inglaterra, e Heidrick & Struggles, de Chicago/Estados Unidos da América, encomendada pela UNESCO e divulgada pela BBC Brasil, revela que o país tem uma relação deficitária de professores para alunos no ensino secundário, que é de 1 para 22, contra 1 para 10 da Itália e 1 para 14 dos Estados Unidos e do Canadá.
Em relação à capacidade do país de formar ou atrair profissionais qualificados, da 23ª posição em 2007, o país deve cair para 25ª em 2012, em um ranking de 30 países escolhidos pelas duas consultorias. Na América Latina, a Argentina e o México também foram escolhidos e ambos tiveram desempenho melhor que o brasileiro: a Argentina ficou na 17ª posição, enquanto o México, na 21ª.
Em 2012, África do Sul e Egito, que hoje estão atrás do Brasil no ranking, devem ultrapassar o país. Os países foram medidos nos critérios: qualidade da educação obrigatória; das universidades de negócios; incentivos para jovens talentosos; mobilidade e abertura do mercado de trabalho; crescimento demográfico; propensão a atrair investimentos externos e a atrair novos talentos.
A Educação no Brasil já atingiu o status de ponto de estrangulamento nas mesmas proporções que a inflação inviabilizava nossa economia. Os esforços para isso tornaram-se visíveis, com as deliberações da Conferência Nacional de Educação - CONAE, na qual a União Geral dos Trabalhadores (UGT) esteve presente onde se pensou e se propôs encaminhamentos como política prioritária de Estado, e não de governo, a ser aplicado nos próximos 10 anos.
As ações na Educação devem ser coordenadas entre Estado, Sociedade Civil e todos os atores envolvidos, incluindo-se a Iniciativa Privada, Partidos Políticos, Centrais Sindicais, Sindicatos e Associações de Pais e Mestres. Dentre todos os fatores importantes para se atingir o nível ideal de qualidade na Educação, está a necessidade de atualização do corpo docente brasileiro, principalmente nas séries iniciais e ensino médio, juntamente com a valorização destes profissionais tanto no que se refere à remuneração quanto a melhores condições de trabalho.
O tempo para se apontar culpados pelas decisões equivocadas e omissas, já passou, temos que unir esforços conjuntos para a tomada de decisões urgentes, sérias e factíveis. De um lado, o Estado, de outro, a família brasileira e por fim, as instituições de defesa dos interesses sociais, como o Ministério Público, ONGs e Centrais Sindicais.
Ricardo Patah é presidente nacional da União Geral dos Trabalhadores (UGT)
sexta-feira, 23 de julho de 2010
Temos tudo, mas não temos nada...
Artigo no Fique Alerta – www.fiquealerta.net
Por Otto Nogami
Em outubro do ano passado, Michael Skapinker, colunista e editor de relatórios especiais do tradicional jornal inglês Financial Times, afirmou em artigo que “Brazil is the 21st-century power to watch”, destacando a visão antagônica de uma economia forte, repleta de recursos naturais, que se opõe à violência e à desigualdade social.
Nesse mesmo mês, e uma semana depois, o prêmio Nobel de economia em 2008, Paul Krugman, em sua passagem por Buenos Aires, discursou que o Brasil está mais para a esperança do que para a certeza de ser um dos grandes da economia mundial. Lembrou uma piada de que “O Brasil é o país do futuro e sempre será”, explicando porque Índia e China decolaram, mas o Brasil não.
No mês de novembro, a não menos tradicional revista inglesa “The Economist”, destaca em capa que “Brasil decola”, enfatizando que o maior perigo está no excesso de confiança. Ressalva também que o país tem problemas que não devem ser subestimados, da corrupção à falta de investimentos em educação e infra-estrutura.
Apesar das manchetes nos levarem a imaginar de que tudo, aparentemente, está bem, a realidade é muito diferente. Os indicadores macroeconômicos podem estar sob controle, mas a estrutura social e política andam em frangalhos. De nada adianta falar em um crescimento do PIB de 6,5% em 2010, se ele não tem consistência, ou economicamente falando, desenvolvimento que exprime o nível de bem-estar da sociedade, medido através de indicadores sociais, culturais, políticos e econômicos.
Enquanto não tivermos uma infra-estrutura adequada e suficiente, em termos de educação, saúde, segurança e transportes, por exemplo, para atender às necessidades mínimas para o processo de crescimento, a vulnerabilidade de nosso país continuará existindo.
Assim, às vésperas das eleições majoritárias para as assembléias e governos estaduais, congresso nacional e presidência da república, nós temos que estar conscientes da importância de nossos votos, para que possamos eleger legisladores e governantes que sejam dignos representantes de cada um de nós. E com isso, que possam criar condições para alçar o Brasil a outro patamar, o patamar de um Estado pujante e próspero.
E essa nossa responsabilidade não se restringe ao voto. Implica também na nossa consciência sobre o nosso dever, nossa obrigação enquanto cidadãos, inseridos no contexto de uma sociedade. Uma nação se constrói de acordo com suas características étnicas, e que se mantêm unida pelos seus hábitos, tradições, religião, língua e, principalmente, consciência nacional. Uma nação nada mais é do que a substância humana que a forma, zelando pelo bem-estar coletivo, por sua honra, por sua independência e por sua prosperidade.
Em resumo. O Brasil depende apenas de cada um de nós, conscientes do nosso papel enquanto cidadãos inseridos dentro de uma sociedade, e no pleno exercício do nosso direito constitucional.
Otto Nogami é mestre em economia e autor dos livros ‘Princípios de economia’ e ‘Não seja o pato do mercado financeiro’. É professor de economia do Instituto Nacional de Pós-Graduação (INPG).
Por Otto Nogami
Em outubro do ano passado, Michael Skapinker, colunista e editor de relatórios especiais do tradicional jornal inglês Financial Times, afirmou em artigo que “Brazil is the 21st-century power to watch”, destacando a visão antagônica de uma economia forte, repleta de recursos naturais, que se opõe à violência e à desigualdade social.
Nesse mesmo mês, e uma semana depois, o prêmio Nobel de economia em 2008, Paul Krugman, em sua passagem por Buenos Aires, discursou que o Brasil está mais para a esperança do que para a certeza de ser um dos grandes da economia mundial. Lembrou uma piada de que “O Brasil é o país do futuro e sempre será”, explicando porque Índia e China decolaram, mas o Brasil não.
No mês de novembro, a não menos tradicional revista inglesa “The Economist”, destaca em capa que “Brasil decola”, enfatizando que o maior perigo está no excesso de confiança. Ressalva também que o país tem problemas que não devem ser subestimados, da corrupção à falta de investimentos em educação e infra-estrutura.
Apesar das manchetes nos levarem a imaginar de que tudo, aparentemente, está bem, a realidade é muito diferente. Os indicadores macroeconômicos podem estar sob controle, mas a estrutura social e política andam em frangalhos. De nada adianta falar em um crescimento do PIB de 6,5% em 2010, se ele não tem consistência, ou economicamente falando, desenvolvimento que exprime o nível de bem-estar da sociedade, medido através de indicadores sociais, culturais, políticos e econômicos.
Enquanto não tivermos uma infra-estrutura adequada e suficiente, em termos de educação, saúde, segurança e transportes, por exemplo, para atender às necessidades mínimas para o processo de crescimento, a vulnerabilidade de nosso país continuará existindo.
Assim, às vésperas das eleições majoritárias para as assembléias e governos estaduais, congresso nacional e presidência da república, nós temos que estar conscientes da importância de nossos votos, para que possamos eleger legisladores e governantes que sejam dignos representantes de cada um de nós. E com isso, que possam criar condições para alçar o Brasil a outro patamar, o patamar de um Estado pujante e próspero.
E essa nossa responsabilidade não se restringe ao voto. Implica também na nossa consciência sobre o nosso dever, nossa obrigação enquanto cidadãos, inseridos no contexto de uma sociedade. Uma nação se constrói de acordo com suas características étnicas, e que se mantêm unida pelos seus hábitos, tradições, religião, língua e, principalmente, consciência nacional. Uma nação nada mais é do que a substância humana que a forma, zelando pelo bem-estar coletivo, por sua honra, por sua independência e por sua prosperidade.
Em resumo. O Brasil depende apenas de cada um de nós, conscientes do nosso papel enquanto cidadãos inseridos dentro de uma sociedade, e no pleno exercício do nosso direito constitucional.
Otto Nogami é mestre em economia e autor dos livros ‘Princípios de economia’ e ‘Não seja o pato do mercado financeiro’. É professor de economia do Instituto Nacional de Pós-Graduação (INPG).
quinta-feira, 22 de julho de 2010
Imersão virtual: será possível?
Artigo no Fique Alerta – www.fiquealerta.net
Por Persio De Luca
Segundo o TGI (Target Group, do Ibope), somente 12% dos brasileiros dizem entender um programa de TV em inglês e 13% conseguem ler um jornal ou livro nesse idioma.
Neste sentido, eu fui um felizardo! Ao concluir o segundo grau (ensino médio), tive a oportunidade de fazer o tão sonhado intercâmbio, uma experiência única na vida de um jovem que está procurando descobrir o mundo e ter novas experiências culturais.
Conscientes de que esta experiência poderia trazer muitas oportunidades para seus filhos, meus pais deixaram de viajar, trocar de carro e realizar outros investimentos para nos dar esta grande oportunidade de ser independente, de explorar um novo país e uma cultura diferente.
No final das contas, um dos principais resultados desta experiência foi tornar-me fluente em inglês, que junto com uma faculdade de administração de empresas, me trouxe um bom estágio em uma companhia multinacional e uma carreira de sucesso. Conto sempre esta história para incentivar todos os que têm a oportunidade de realizar um intercâmbio, pois esta é uma experiência que influencia toda uma vida.
Contudo, na minha época (antes dos emails, das redes sociais e blogs), esta era a única alternativa para se ter contato direto com pessoas nativas em inglês e tornar-se fluente no idioma rapidamente. Mas sabemos que esta opção ainda não é possível à maior parte dos brasileiros, devido a um custo relativamente elevado.
Hoje em dia, entretanto, existem alternativas que permitem um aprendizado de inglês muito mais rápido quando comparado às escolas tradicionais, com um investimento muito menor. Aproveitando-se do mesmo princípio de um intercâmbio, uma boa escola online consegue trazer para o mundo virtual as experiências do dia-a-dia de uma forma simples e divertida, aproximando as pessoas do mundo inteiro que estão buscando o mesmo objetivo: aprender a falar inglês da forma mais rápida e efetiva possível.
As tecnologias disponíveis na web já tornam possível um curso online com diferenciais como professores nativos acessíveis 24 por dia, tecnologia de reconhecimento de voz para corrigir pronúncia em tempo real, vídeos e atividades interativas com qualidade de cinema, e o contato com “colegas de classe” de diversos países para praticar o idioma.
Aliás, outra vantagem da educação à distância é a opção de realizar os estudos a qualquer momento, seja num intervalo de 30 minutos junto ao almoço ou depois do jantar, sem comprometer a complicada agenda das pessoas, nem sua vida social ou rotina esportiva. Tudo isso faz com que o ensino a distância cresça 40% ao ano, de acordo com dados do portal eLearning Brasil, e possibilita a quem não tem tempo para estudar ou disponibilidade para viajar ao exterior, uma real oportunidade de aprender inglês.
De qualquer maneira, recomendo que todos se dediquem a conquistar a fluência no inglês, de verdade. Seja numa escola tradicional, por meio de um intercâmbio ou de uma escola online, aprender inglês vai abrir muitas portas. Não deixe mais um ano passar.
Persio De Luca é gerente geral no Brasil da EF Englishtown (www.englishtown.com.br), maior escola de inglês online do mundo
Por Persio De Luca
Segundo o TGI (Target Group, do Ibope), somente 12% dos brasileiros dizem entender um programa de TV em inglês e 13% conseguem ler um jornal ou livro nesse idioma.
Neste sentido, eu fui um felizardo! Ao concluir o segundo grau (ensino médio), tive a oportunidade de fazer o tão sonhado intercâmbio, uma experiência única na vida de um jovem que está procurando descobrir o mundo e ter novas experiências culturais.
Conscientes de que esta experiência poderia trazer muitas oportunidades para seus filhos, meus pais deixaram de viajar, trocar de carro e realizar outros investimentos para nos dar esta grande oportunidade de ser independente, de explorar um novo país e uma cultura diferente.
No final das contas, um dos principais resultados desta experiência foi tornar-me fluente em inglês, que junto com uma faculdade de administração de empresas, me trouxe um bom estágio em uma companhia multinacional e uma carreira de sucesso. Conto sempre esta história para incentivar todos os que têm a oportunidade de realizar um intercâmbio, pois esta é uma experiência que influencia toda uma vida.
Contudo, na minha época (antes dos emails, das redes sociais e blogs), esta era a única alternativa para se ter contato direto com pessoas nativas em inglês e tornar-se fluente no idioma rapidamente. Mas sabemos que esta opção ainda não é possível à maior parte dos brasileiros, devido a um custo relativamente elevado.
Hoje em dia, entretanto, existem alternativas que permitem um aprendizado de inglês muito mais rápido quando comparado às escolas tradicionais, com um investimento muito menor. Aproveitando-se do mesmo princípio de um intercâmbio, uma boa escola online consegue trazer para o mundo virtual as experiências do dia-a-dia de uma forma simples e divertida, aproximando as pessoas do mundo inteiro que estão buscando o mesmo objetivo: aprender a falar inglês da forma mais rápida e efetiva possível.
As tecnologias disponíveis na web já tornam possível um curso online com diferenciais como professores nativos acessíveis 24 por dia, tecnologia de reconhecimento de voz para corrigir pronúncia em tempo real, vídeos e atividades interativas com qualidade de cinema, e o contato com “colegas de classe” de diversos países para praticar o idioma.
Aliás, outra vantagem da educação à distância é a opção de realizar os estudos a qualquer momento, seja num intervalo de 30 minutos junto ao almoço ou depois do jantar, sem comprometer a complicada agenda das pessoas, nem sua vida social ou rotina esportiva. Tudo isso faz com que o ensino a distância cresça 40% ao ano, de acordo com dados do portal eLearning Brasil, e possibilita a quem não tem tempo para estudar ou disponibilidade para viajar ao exterior, uma real oportunidade de aprender inglês.
De qualquer maneira, recomendo que todos se dediquem a conquistar a fluência no inglês, de verdade. Seja numa escola tradicional, por meio de um intercâmbio ou de uma escola online, aprender inglês vai abrir muitas portas. Não deixe mais um ano passar.
Persio De Luca é gerente geral no Brasil da EF Englishtown (www.englishtown.com.br), maior escola de inglês online do mundo
quarta-feira, 21 de julho de 2010
A punição sem educação no trânsito
Artigo no Fique Alerta – www.fiquealerta.net
Por Wilmar Marçal
Em outras épocas, quando educar era construir cidadania, a falha, o erro e as atitudes erradas, especialmente numa criança, eram corrigidas com a punição da palmada. O tempo passou, a população aumentou e os costumes mudaram.
E como mudaram! Porém, cada pai e cada mãe sabem muito bem educar seus filhos. O estado não precisa interferir, exceto em situações onde as crianças correm riscos. Mas isso são outros quinhentos, como diziam nossos queridos antepassados.
O foco atualmente é debater outra situação, muito comum nas cidades hoje em dia, sobretudo nas grandes cidades, como é, por exemplo, o caso de Curitiba e região metropolitana. É preciso discutir e encontrar melhores soluções para uma situação muitas vezes injusta: a indústria das multas de transito.
O que se percebe nos dias atuais é uma voraz intenção premeditada de punir, punir e punir. Porém punir com a força da arrecadação. Há centenas de radares na capital paranaense com o propósito evidente de arrecadar. Isso mesmo: arrecadar. Nada de educativo.
Os “entendidos” em sistema viário só enxergam os ponteiros das cifras. Não são capazes de aceitar que há situações de risco, onde muitas vezes se acelera para fugir de perigos e assaltos. Não propagam campanhas educativas em localidades vulneráveis. Não divulgam ações que possam envolver as comunidades em mutirões de aprendizado. Só querem as faturas pagas e o dinheiro em caixa.
Os “especialistas” do transito, muitas vezes com canetas pesadas, mas nenhuma experiência técnica, só elaboram as planilhas das previsões de arrecadação. Nada de prevenção. Esquecem ou fingem que não sabem que a cidade cresceu, o número de veículos muito mais ainda e que a geometria das ruas e avenidas são as mesmas. É um fluxo exagerado em locais estáticos. Não há milagres.
Faltam consciência e paciência de nossos gestores. Acham que punir com multas vai melhorar a educação no transito. Ora, ledo engano. O próprio nome já diz: educação significa educar com ação. Enquanto tivermos as intenções obscuras das vultosas quantias nos cofres, originadas pelas incontáveis multas, sobretudo em épocas de eleições, não teremos sucesso em melhorias.
Se ainda persistir essa demanda maldita de recolher, vamos reagir e também formar um mutirão do esclarecimento. Vamos recolher também. Recolher informações tais como: para onde vai todo esse dinheiro originado das multas?
É bem possível que uma auditoria séria nas arrecadações e circunstancias que as mesmas são elaboradas possam responder a essa e tantas outras perguntas e dúvidas.
A população deve se unir sim, cobrar dos representantes o destino dessa sangrenta e contundente mania de punir pelo bolso. Educação e bom-senso são fundamentais e nós gostamos. Honestidade com o dinheiro público, mais ainda.
Wilmar Marçal é professor universitário e ex-reitor da UEL./Pr. wilmar_pr2010@hotmail.com
Por Wilmar Marçal
Em outras épocas, quando educar era construir cidadania, a falha, o erro e as atitudes erradas, especialmente numa criança, eram corrigidas com a punição da palmada. O tempo passou, a população aumentou e os costumes mudaram.
E como mudaram! Porém, cada pai e cada mãe sabem muito bem educar seus filhos. O estado não precisa interferir, exceto em situações onde as crianças correm riscos. Mas isso são outros quinhentos, como diziam nossos queridos antepassados.
O foco atualmente é debater outra situação, muito comum nas cidades hoje em dia, sobretudo nas grandes cidades, como é, por exemplo, o caso de Curitiba e região metropolitana. É preciso discutir e encontrar melhores soluções para uma situação muitas vezes injusta: a indústria das multas de transito.
O que se percebe nos dias atuais é uma voraz intenção premeditada de punir, punir e punir. Porém punir com a força da arrecadação. Há centenas de radares na capital paranaense com o propósito evidente de arrecadar. Isso mesmo: arrecadar. Nada de educativo.
Os “entendidos” em sistema viário só enxergam os ponteiros das cifras. Não são capazes de aceitar que há situações de risco, onde muitas vezes se acelera para fugir de perigos e assaltos. Não propagam campanhas educativas em localidades vulneráveis. Não divulgam ações que possam envolver as comunidades em mutirões de aprendizado. Só querem as faturas pagas e o dinheiro em caixa.
Os “especialistas” do transito, muitas vezes com canetas pesadas, mas nenhuma experiência técnica, só elaboram as planilhas das previsões de arrecadação. Nada de prevenção. Esquecem ou fingem que não sabem que a cidade cresceu, o número de veículos muito mais ainda e que a geometria das ruas e avenidas são as mesmas. É um fluxo exagerado em locais estáticos. Não há milagres.
Faltam consciência e paciência de nossos gestores. Acham que punir com multas vai melhorar a educação no transito. Ora, ledo engano. O próprio nome já diz: educação significa educar com ação. Enquanto tivermos as intenções obscuras das vultosas quantias nos cofres, originadas pelas incontáveis multas, sobretudo em épocas de eleições, não teremos sucesso em melhorias.
Se ainda persistir essa demanda maldita de recolher, vamos reagir e também formar um mutirão do esclarecimento. Vamos recolher também. Recolher informações tais como: para onde vai todo esse dinheiro originado das multas?
É bem possível que uma auditoria séria nas arrecadações e circunstancias que as mesmas são elaboradas possam responder a essa e tantas outras perguntas e dúvidas.
A população deve se unir sim, cobrar dos representantes o destino dessa sangrenta e contundente mania de punir pelo bolso. Educação e bom-senso são fundamentais e nós gostamos. Honestidade com o dinheiro público, mais ainda.
Wilmar Marçal é professor universitário e ex-reitor da UEL./Pr. wilmar_pr2010@hotmail.com
terça-feira, 20 de julho de 2010
Ser goleiro exige técnica
Artigo no Fique Alerta – www.fiquealerta.net
Por Rodrigo Rocha
Como deve ser o preparo do goleiro que tem que defender uma bola que pode chegar à velocidade de 120km/h e que muda de direção constantemente? Mais gols poderiam ser evitados? É uma questão de técnica ou sorte? Essas e outras dúvidas surgem quando entram em campo as melhores seleções do mundo e assistimos defesas fantásticas ou gols que acontecem por de baixo das pernas.
Esse profissional, reconhecido como goleiro ou arqueiro, além da coragem para usar seu próprio corpo para defender chutes e cabeçadas, precisa ser observador e conhecer as técnicas. São estas que vão torná-lo mais eficaz e evitar que este se lesione. Dentro destas premissas que vão formar os melhores mencionamos os brasileiros Dida, Zetti, Rogério Ceni, Taffarel e o próprio Júlio César, goleiro da seleção brasileira no mundial.
Seu posicionamento em campo é essencial e tão decisivo no futebol, que a FIFA em 2004 institui o Prêmio Lev Yashin, que reconhece o melhor goleiro nos jogos da Copa do Mundo. Lev Ivanovich Yashin foi um goleiro russo, considerado o melhor nos torneios mundiais de futebol.
E para alcançar este destaque é preciso muito trabalho em campo e estudo. Hoje, as técnicas para o treinamento de goleiros vão além do que é oferecido aos jogadores de linha, que passam a ter até um treinador exclusivo. Para os goleiros, que antes eram referência de atletas sem habilidade para atuar com os pés, são atribuídos métodos de treinamentos que potencializam suas habilidades.
E como treinar um goleiro? Em um primeiro momento devemos considerar sua aptidão profissional. Posteriormente são analisadas as características físicas e individuais como a estatura, o peso corpóreo, os sentidos e a reação diante da bola. Com este levantamento se inicia a aplicação da técnica e acompanhamento para que se torne um exímio guarda-redes.
No treino de goleiro que passa pelo aquecimento e alongamento de toda a musculatura, importante em toda prática esportiva para evitar lesões, são ensinadas as posições corretas para cada técnica de defesa como: pegada, encaixe, entrada, cama, saída de bola alta, quedas laterais rasteiras, meia altura mão, trocadas, dentre outras exigidas em um jogo. O lançamento ao chão do atleta para impedir o gol com uma bola rasteira, o encaixe perfeito da bola no corpo e nas mãos para evitar um rebote, o deslocamento do corpo entre as traves e na área.
O cruzamento de bola, o pênalti, o escanteio, as reposições e o lance são técnicas que devem ser repassadas aos alunos minuciosamente. Isso permite o conhecimento das infinitas possibilidades de defesas. Mesmo com o repasse das técnicas para se tornar um bom goleiro há necessidade de desenvolvimento dos aspectos psicológicos, como a liderança e a inteligência, a observação, a reação para cada tipo de jogada e a confiança.
Estes aspectos são utilizados em todo o momento que o goleiro está em campo, pois é preciso a atenção e a observação do time que defende e do adversário, facilitada da mesma forma pela sua posição diferenciada; tal fato permite que o goleiro se torne um orientador e líder de todo o time para as áreas que precisam de cobertura e de ataque, tornando-o um técnico dentro do campo.
A tranquilidade é outra característica necessária ao goleiro durante os jogos, mesmo diante de situações de estresse, pois todo o time, mesmo que esteja bem em campo, depende muito das reações do goleiro na defesa, seja no pênalti ou durante o toque de bola.
O goleiro já assumiu posições importantíssimas dentro de um time de futebol, como a de capitão, ou mesmo como sendo uma válvula de escape em situações que o time adversário tem total. Isto é a demonstração do seu empenho, que está resguardado nas defesas e nas táticas ou habilidades aplicadas para se sair bem em jogadas que colocam em risco o placar e os títulos de vários times profissionais ou amadores.
Para ser um excelente goleiro é necessário o treinamento constante, a vontade de aprendizado e a aplicação de novas técnicas, sempre direcionadas por profissionais aptos e capacitados para tal fim.
Rodrigo Rocha é coordenador da academia Fechando o Gol, destinada ao treinamento de goleiros profissionais ou amadores, fundada em 2008 pelo ex-goleiro Zetti, em parceria com Fábio Mello, ex-atleta profissional de futebol e atual gestor esportivo e Guilherme Setúbal, administrador de empresas. www.fechandoogol.com.br .
Por Rodrigo Rocha
Como deve ser o preparo do goleiro que tem que defender uma bola que pode chegar à velocidade de 120km/h e que muda de direção constantemente? Mais gols poderiam ser evitados? É uma questão de técnica ou sorte? Essas e outras dúvidas surgem quando entram em campo as melhores seleções do mundo e assistimos defesas fantásticas ou gols que acontecem por de baixo das pernas.
Esse profissional, reconhecido como goleiro ou arqueiro, além da coragem para usar seu próprio corpo para defender chutes e cabeçadas, precisa ser observador e conhecer as técnicas. São estas que vão torná-lo mais eficaz e evitar que este se lesione. Dentro destas premissas que vão formar os melhores mencionamos os brasileiros Dida, Zetti, Rogério Ceni, Taffarel e o próprio Júlio César, goleiro da seleção brasileira no mundial.
Seu posicionamento em campo é essencial e tão decisivo no futebol, que a FIFA em 2004 institui o Prêmio Lev Yashin, que reconhece o melhor goleiro nos jogos da Copa do Mundo. Lev Ivanovich Yashin foi um goleiro russo, considerado o melhor nos torneios mundiais de futebol.
E para alcançar este destaque é preciso muito trabalho em campo e estudo. Hoje, as técnicas para o treinamento de goleiros vão além do que é oferecido aos jogadores de linha, que passam a ter até um treinador exclusivo. Para os goleiros, que antes eram referência de atletas sem habilidade para atuar com os pés, são atribuídos métodos de treinamentos que potencializam suas habilidades.
E como treinar um goleiro? Em um primeiro momento devemos considerar sua aptidão profissional. Posteriormente são analisadas as características físicas e individuais como a estatura, o peso corpóreo, os sentidos e a reação diante da bola. Com este levantamento se inicia a aplicação da técnica e acompanhamento para que se torne um exímio guarda-redes.
No treino de goleiro que passa pelo aquecimento e alongamento de toda a musculatura, importante em toda prática esportiva para evitar lesões, são ensinadas as posições corretas para cada técnica de defesa como: pegada, encaixe, entrada, cama, saída de bola alta, quedas laterais rasteiras, meia altura mão, trocadas, dentre outras exigidas em um jogo. O lançamento ao chão do atleta para impedir o gol com uma bola rasteira, o encaixe perfeito da bola no corpo e nas mãos para evitar um rebote, o deslocamento do corpo entre as traves e na área.
O cruzamento de bola, o pênalti, o escanteio, as reposições e o lance são técnicas que devem ser repassadas aos alunos minuciosamente. Isso permite o conhecimento das infinitas possibilidades de defesas. Mesmo com o repasse das técnicas para se tornar um bom goleiro há necessidade de desenvolvimento dos aspectos psicológicos, como a liderança e a inteligência, a observação, a reação para cada tipo de jogada e a confiança.
Estes aspectos são utilizados em todo o momento que o goleiro está em campo, pois é preciso a atenção e a observação do time que defende e do adversário, facilitada da mesma forma pela sua posição diferenciada; tal fato permite que o goleiro se torne um orientador e líder de todo o time para as áreas que precisam de cobertura e de ataque, tornando-o um técnico dentro do campo.
A tranquilidade é outra característica necessária ao goleiro durante os jogos, mesmo diante de situações de estresse, pois todo o time, mesmo que esteja bem em campo, depende muito das reações do goleiro na defesa, seja no pênalti ou durante o toque de bola.
O goleiro já assumiu posições importantíssimas dentro de um time de futebol, como a de capitão, ou mesmo como sendo uma válvula de escape em situações que o time adversário tem total. Isto é a demonstração do seu empenho, que está resguardado nas defesas e nas táticas ou habilidades aplicadas para se sair bem em jogadas que colocam em risco o placar e os títulos de vários times profissionais ou amadores.
Para ser um excelente goleiro é necessário o treinamento constante, a vontade de aprendizado e a aplicação de novas técnicas, sempre direcionadas por profissionais aptos e capacitados para tal fim.
Rodrigo Rocha é coordenador da academia Fechando o Gol, destinada ao treinamento de goleiros profissionais ou amadores, fundada em 2008 pelo ex-goleiro Zetti, em parceria com Fábio Mello, ex-atleta profissional de futebol e atual gestor esportivo e Guilherme Setúbal, administrador de empresas. www.fechandoogol.com.br .
domingo, 18 de julho de 2010
Mulher de 72 anos morre 18 meses após dar à luz

Artigo no Fique Alerta – www.fiquealerta.net
Por Gil Lúcio Almeida
Saiu no Fox News uma reportagem de Colleen Cappon noticiando que uma mulher de 72 anos morreu devido a uma gravidez. Devi Lohan e o marido Balla pediram um empréstimo de cerca de 5 mil reais e fizeram uma fertilização in vitro, o famoso bebê de proveta.
Quase como um milagre, nasceu Naveen, em Baddhu Patti, na Índia, depois de uma cesárea que levou à ruptura do útero, seguida de bastante sangramento interno. Acamada durante 18 meses, sem conseguir se recuperar da cirurgia e sem forças ou energia para cuidar de Naveen, a mãe faleceu.
O caso acendeu um debate na Índia e em várias partes do planeta. Quando fica tarde demais para submeter o corpo feminino ao desejo da maternidade? A mãe se foi com a sensação de dever cumprido, pois deu o único herdeiro a seu marido. Sabia que estava morrendo, mas foi com a consciência de que tinha valido a pena continuar vivendo em Naveen. O pai alega que não foi informado dos riscos, mas está cheio de orgulho ao ver o herdeiro.
Uns poderão argumentar que se Sara deu um filho a Abraão aos 90 anos de idade (Gênesis, capítulo 17, versículo 17), por que Devi Lahan não poderia repetir o feito, sendo 10 anos mais nova? Como Sara viveu até os 127 anos, a ruptura do útero de Devi não poderia ter sido um erro médico? Outros defenderam que o Criador seria contra a prevenção da gravidez, mas não estimulou a ingerência do homem para dar uma chance à vida.
Terceiros, replicaram apontando que se o Criador não teria dado ao homem a inteligência para vencer os obstáculos da gravidez, se assim não o desejasse. O fato é que do ponto de vista da fé, fica difícil negar a Sara e Devi o direito à maternidade, mesmo que tardia. Se uma mãe é capaz de se lançar instintivamente em direção a um carro em movimento para salvar o seu bebê, como impedir Devi de ver seu útero de 70 anos fertilizado?
As associações médicas criticam o médico, que já ajudou também outra mulher a ser mãe aos 66 anos. A morte de um não justifica a vida de outro, alega a ética dos que se formaram para cuidar da vida. Destacam, baseadas em achados científicos, que a gravidez em mulheres acima dos 50 anos, aumenta muito o risco de morte da mãe e/ou do feto e que também é grande o risco de malformação, doenças e disfunções no recém-nascido.
Especialistas em educação mostram preocupação com o desenvolvimento psíquico de uma criança sendo criada por idosos. Os registros bíblicos relatam que a idade avançada de Sara e Abraão não foi um fator limitante para o desenvolvimento da prole. Abraão morreu com 175 anos, foi pai de Isaque aos 100 anos, que casou com Rebeca, gerando Jacó e Esaú e, a partir daí, criando o mundo árabe e judaico. Porém, existe a possibilidade de que na idade antiga o ano era menor que o atual.
Para a vida que chega e para a vida que vai nunca é tarde demais. Apesar de o assunto ser polêmico, não precisamos temer ou debater o que há por vir e muito menos decidir quem e quando virão. Basta dar as informações de forma clara e objetiva aos casais e deixá-los decidir os seus destinos. O que não vale é deixar de informar aos futuros pais de idade avançada, sobre os riscos que correm e a que estarão submetendo os que chegarem a partir deles.
Gil Lúcio Almeida é Fisioterapeuta, mestre pela UFSCar, doutor e PhD por importantes instituições norte-americanas. Autor do livro O Engraxate que virou PhD - www.gillucio.com
sábado, 17 de julho de 2010
O Palácio do Planalto e a Copa do Mundo de 2014
Artigo no Fique Alerta – www.fiquealerta.net
Por João Bosco Leal
Assistindo a um jornal pela televisão, ouvi a notícia de que a reforma do Palácio do Planalto, que ainda não foi encerrada, já consumiu R$ 100 milhões, e que o escritório de Oscar Niemeyer, autor do projeto original, alega que a mesma foi muito mal feita, com materiais de péssima qualidade, e que já havia informado isso antes, por escrito, ao governo.
Comecei a me questionar sobre os valores e achei que deveria haver algo errado na informação, pois penso que para o cidadão comum, e para um engenheiro, construtor de obras sólidas, realizadas com matérias de boa qualidade, está claro que com esse valor consegue-se construir, no mínimo, três prédios como aquele. Mesmo imaginando-se o desperdício de dinheiro do contribuinte, tão comum no poder público, penso que se construiria, ao menos, dois prédios iguais àquele.
Mas daí a se pensar que esse dinheiro foi gasto somente na reforma do mesmo, e que, além disso, arquitetos de renome internacional alegam que a reforma foi muito mal feita e com materiais de baixa qualidade, que inclusive poderiam comprometer a estrutura do imóvel, já é algo inimaginável para esse contribuinte, que, afinal, é quem está pagando essa conta.
Se existe assim tanta diferença entre o que poderia ser, e o que foi feito, me pergunto: onde foi parar esse dinheiro? Onde estão a Controladoria Geral da União e o Ministério Público Federal? Por que não exigem uma perícia técnica no local para acabar com esse questionamento?
Afinal, quem hoje lá está, quem mandou fazer, quem executou a reforma e seus responsáveis vão passar, sair de lá, morrer, e o prédio, pelo menos em tese, deveria lá permanecer. E, se isso não ocorrer dessa maneira, quem será responsabilizado?
Essas coisas no Brasil estão ocorrendo com muita frequência, principalmente no atual governo, e, se assim já está, penso em como será daqui até 2014, quando o país sediará a Copa do Mundo. Basta ver as declarações da FIFA, nesta semana, de que “tudo”, em termos de preparativos, está atrasado. Se já vi este filme antes, é assim mesmo que ocorrerá, de última hora.
Assim, como todas as obras deverão ser realizadas por empresas “especializadas” e, também por falta de tempo hábil, muitas concorrências e licitações acabarão sendo dispensadas e entregues à “única” empresa capaz, que preenchia os requisitos formais e se apresentou.
Mesmo sendo totalmente contra qualquer tipo de regime totalitário, tenho que fazer algumas perguntas e as respostas, a meu ver, são óbvias. Quem realizou qualquer grande obra de infraestrutura no Brasil nos últimos 50 anos? Obras destinadas ao fornecimento de energia, transporte, portos, ferrovias, hidrovias e grandes rodovias?
Alguém conhece algum dos governantes responsáveis por qualquer dessas obras, que neste momento certamente estão em sua mente, que saiu do governo ou morreu rico? Como sei as respostas que estão passando por sua cabeça, fico aliviado de não ser o único brasileiro que ainda pensa.
Os que assim não pensam, são exatamente os que, em outra época, sequestravam, assaltavam e matavam, tentando mudar o regime político do país. Depois fugiram e agora aí estão no governo, roubando, tentando acabar com os que no passado os reprimiram, e que nada constroem no país, ou, quando o fazem, é como estão fazendo no Palácio do Planalto e farão com a infraestrutura necessária para a Copa do Mundo de 2014.
João Bosco Leal é Produtor Rural - www.joaoboscoleal.com.br
Por João Bosco Leal
Assistindo a um jornal pela televisão, ouvi a notícia de que a reforma do Palácio do Planalto, que ainda não foi encerrada, já consumiu R$ 100 milhões, e que o escritório de Oscar Niemeyer, autor do projeto original, alega que a mesma foi muito mal feita, com materiais de péssima qualidade, e que já havia informado isso antes, por escrito, ao governo.
Comecei a me questionar sobre os valores e achei que deveria haver algo errado na informação, pois penso que para o cidadão comum, e para um engenheiro, construtor de obras sólidas, realizadas com matérias de boa qualidade, está claro que com esse valor consegue-se construir, no mínimo, três prédios como aquele. Mesmo imaginando-se o desperdício de dinheiro do contribuinte, tão comum no poder público, penso que se construiria, ao menos, dois prédios iguais àquele.
Mas daí a se pensar que esse dinheiro foi gasto somente na reforma do mesmo, e que, além disso, arquitetos de renome internacional alegam que a reforma foi muito mal feita e com materiais de baixa qualidade, que inclusive poderiam comprometer a estrutura do imóvel, já é algo inimaginável para esse contribuinte, que, afinal, é quem está pagando essa conta.
Se existe assim tanta diferença entre o que poderia ser, e o que foi feito, me pergunto: onde foi parar esse dinheiro? Onde estão a Controladoria Geral da União e o Ministério Público Federal? Por que não exigem uma perícia técnica no local para acabar com esse questionamento?
Afinal, quem hoje lá está, quem mandou fazer, quem executou a reforma e seus responsáveis vão passar, sair de lá, morrer, e o prédio, pelo menos em tese, deveria lá permanecer. E, se isso não ocorrer dessa maneira, quem será responsabilizado?
Essas coisas no Brasil estão ocorrendo com muita frequência, principalmente no atual governo, e, se assim já está, penso em como será daqui até 2014, quando o país sediará a Copa do Mundo. Basta ver as declarações da FIFA, nesta semana, de que “tudo”, em termos de preparativos, está atrasado. Se já vi este filme antes, é assim mesmo que ocorrerá, de última hora.
Assim, como todas as obras deverão ser realizadas por empresas “especializadas” e, também por falta de tempo hábil, muitas concorrências e licitações acabarão sendo dispensadas e entregues à “única” empresa capaz, que preenchia os requisitos formais e se apresentou.
Mesmo sendo totalmente contra qualquer tipo de regime totalitário, tenho que fazer algumas perguntas e as respostas, a meu ver, são óbvias. Quem realizou qualquer grande obra de infraestrutura no Brasil nos últimos 50 anos? Obras destinadas ao fornecimento de energia, transporte, portos, ferrovias, hidrovias e grandes rodovias?
Alguém conhece algum dos governantes responsáveis por qualquer dessas obras, que neste momento certamente estão em sua mente, que saiu do governo ou morreu rico? Como sei as respostas que estão passando por sua cabeça, fico aliviado de não ser o único brasileiro que ainda pensa.
Os que assim não pensam, são exatamente os que, em outra época, sequestravam, assaltavam e matavam, tentando mudar o regime político do país. Depois fugiram e agora aí estão no governo, roubando, tentando acabar com os que no passado os reprimiram, e que nada constroem no país, ou, quando o fazem, é como estão fazendo no Palácio do Planalto e farão com a infraestrutura necessária para a Copa do Mundo de 2014.
João Bosco Leal é Produtor Rural - www.joaoboscoleal.com.br
quarta-feira, 14 de julho de 2010
Mortes Anunciadas
Artigo no Fique Alerta – www.fiquealerta.net
Por Adilson Luiz Gonçalves
Fazer planos e pensar num futuro melhor, ainda mais numa sociedade consumista e materialista, é tanto uma forma de não ser tolhido nesse círculo vicioso - que transforma tudo em objeto de desejo e descarte, de um instante ao outro -, como um trampolim para mergulhar de vez nele. Isso vale para qualquer ser humano, de qualquer origem, classe social, credo político ou religioso.
Nesse contexto, uma única coisa é certa: não existe caminho sem riscos, até porque a lógica de uns não é a de outros.
Desse conflito de intenções surgem os crimes, cujas investigações e subsequentes julgamentos apontarão culpados ou inocentes.
Os casos mais em voga na mídia – pontas de icebergs de uma sociedade autofágica – servem para mostrar que ainda não estamos imunes aos mais baixos instintos da natureza humana. Isso independentemente de questões de gênero, embora crimes contra o sexo feminino e crianças revistam-se de maior dramaticidade.
No caso de vítimas mulheres, já tivemos inúmeros casos famosos de crimes “em defesa da honra”. Até repórteres renomados se renderam à passionalidade - em vez de adotar postura neutra -, perguntando ao autor, que havia descarregado seu revólver na mulher “amada” por “intensa emoção”, se ele sentia falta dela...
É certo que a paixão pode levar ao descontrole emocional, à perda de noção de certo e errado. Em outros casos, o instinto de sobrevivência leva a situações semelhantes, de legítima defesa. Mas, o que dizer da premeditação com “requintes de crueldade”?
Não matarás! Diz um dos mandamentos do decálogo judaico-cristão. Ele já bastaria, moralmente, para conter esse instinto básico do ser humano, substituindo-o pelo diálogo ou por justa mediação. Mas, isso vale para imorais e amorais?
Ocorre que, desde a origem da humanidade, enquanto alguns se preocuparam em valorizar a vida, outros se esmeram em tirá-la. Não falo apenas de criminosos de aluguel, mas também de torturadores e assassinos institucionalizados. Guantánamo estava aí, até pouco tempo atrás.
As elites históricas nunca gostaram de por a mão na “massa”, preferindo transformar terceiros em seus instrumentos. E quem escolhiam? Sádicos, gente cuja crueldade era exacerbada por instrumentos e práticas científicas. Outra opção era doutrinar e adestrar desde a infância, criando fanáticos ou “máquinas de matar”, do imbecil ao altíssimo QI, prontos para cumprir ordens de matar ou morrer, sem questionar.
Para os que mandavam, interessavam confissões até do que não se havia feito, ou punir quem ameaçava sua autoridade. Já para os torturadores-assassinos-mercenários, isso era um “meio de vida”, por dinheiro e/ou prazer. E quem pode afirmar que não havia mórbido prazer voyeur também de quem ordenava?
A diferença entre esses indivíduos, mandantes ou executantes, e os animais, ditos, irracionais é que os bichos não fazem isso por hedonismo. Só isso já seria suficiente para considerá-los mentalmente perturbados, indignos do convívio social. Mas essas práticas são úteis aos interesses de alguns, e sempre existe alguém disposto a prestar esses “serviços”.
Às vezes perdemos a noção do perigo e corremos riscos anunciados. Isto também mostra que ainda sabemos pouco sobre a natureza humana, e que a luta interna entre o bem e o mal está em crescente desequilíbrio.
Por conta disso dezenas, centenas, milhares de inocentes ou não – a maioria anônimos - continuam sendo vítimas da desnatureza humana, consumidos pelos mais baixos instintos e por uma sociedade que abomina, mas também se compraz de cada detalhe sórdido, que leis frouxas e permissivas incentivam, em vez de reprimir.
Isso sempre existiu! A diferença é que a informação, hoje, é mais ágil, quase instantânea e, às vezes, premonitória ou preditiva.
Isso não impede que o mal aconteça, mas serve para nos alertar que ainda temos muito, muito a evoluir!
Adilson Luiz Gonçalves, Mestre em Educação, é Escritor, Engenheiro, Professor Universitário e Compositor.
Por Adilson Luiz Gonçalves
Fazer planos e pensar num futuro melhor, ainda mais numa sociedade consumista e materialista, é tanto uma forma de não ser tolhido nesse círculo vicioso - que transforma tudo em objeto de desejo e descarte, de um instante ao outro -, como um trampolim para mergulhar de vez nele. Isso vale para qualquer ser humano, de qualquer origem, classe social, credo político ou religioso.
Nesse contexto, uma única coisa é certa: não existe caminho sem riscos, até porque a lógica de uns não é a de outros.
Desse conflito de intenções surgem os crimes, cujas investigações e subsequentes julgamentos apontarão culpados ou inocentes.
Os casos mais em voga na mídia – pontas de icebergs de uma sociedade autofágica – servem para mostrar que ainda não estamos imunes aos mais baixos instintos da natureza humana. Isso independentemente de questões de gênero, embora crimes contra o sexo feminino e crianças revistam-se de maior dramaticidade.
No caso de vítimas mulheres, já tivemos inúmeros casos famosos de crimes “em defesa da honra”. Até repórteres renomados se renderam à passionalidade - em vez de adotar postura neutra -, perguntando ao autor, que havia descarregado seu revólver na mulher “amada” por “intensa emoção”, se ele sentia falta dela...
É certo que a paixão pode levar ao descontrole emocional, à perda de noção de certo e errado. Em outros casos, o instinto de sobrevivência leva a situações semelhantes, de legítima defesa. Mas, o que dizer da premeditação com “requintes de crueldade”?
Não matarás! Diz um dos mandamentos do decálogo judaico-cristão. Ele já bastaria, moralmente, para conter esse instinto básico do ser humano, substituindo-o pelo diálogo ou por justa mediação. Mas, isso vale para imorais e amorais?
Ocorre que, desde a origem da humanidade, enquanto alguns se preocuparam em valorizar a vida, outros se esmeram em tirá-la. Não falo apenas de criminosos de aluguel, mas também de torturadores e assassinos institucionalizados. Guantánamo estava aí, até pouco tempo atrás.
As elites históricas nunca gostaram de por a mão na “massa”, preferindo transformar terceiros em seus instrumentos. E quem escolhiam? Sádicos, gente cuja crueldade era exacerbada por instrumentos e práticas científicas. Outra opção era doutrinar e adestrar desde a infância, criando fanáticos ou “máquinas de matar”, do imbecil ao altíssimo QI, prontos para cumprir ordens de matar ou morrer, sem questionar.
Para os que mandavam, interessavam confissões até do que não se havia feito, ou punir quem ameaçava sua autoridade. Já para os torturadores-assassinos-mercenários, isso era um “meio de vida”, por dinheiro e/ou prazer. E quem pode afirmar que não havia mórbido prazer voyeur também de quem ordenava?
A diferença entre esses indivíduos, mandantes ou executantes, e os animais, ditos, irracionais é que os bichos não fazem isso por hedonismo. Só isso já seria suficiente para considerá-los mentalmente perturbados, indignos do convívio social. Mas essas práticas são úteis aos interesses de alguns, e sempre existe alguém disposto a prestar esses “serviços”.
Às vezes perdemos a noção do perigo e corremos riscos anunciados. Isto também mostra que ainda sabemos pouco sobre a natureza humana, e que a luta interna entre o bem e o mal está em crescente desequilíbrio.
Por conta disso dezenas, centenas, milhares de inocentes ou não – a maioria anônimos - continuam sendo vítimas da desnatureza humana, consumidos pelos mais baixos instintos e por uma sociedade que abomina, mas também se compraz de cada detalhe sórdido, que leis frouxas e permissivas incentivam, em vez de reprimir.
Isso sempre existiu! A diferença é que a informação, hoje, é mais ágil, quase instantânea e, às vezes, premonitória ou preditiva.
Isso não impede que o mal aconteça, mas serve para nos alertar que ainda temos muito, muito a evoluir!
Adilson Luiz Gonçalves, Mestre em Educação, é Escritor, Engenheiro, Professor Universitário e Compositor.
terça-feira, 13 de julho de 2010
Projeto de Vida e Profissão
Artigo no Fique Alerta – www.fiquealerta.net
Por Irineu Staub
Nos meus diálogos com jovens, com pessoas nem tanto... e com meus ex-alunos, uma das conversas sempre gira em torno da "atividade profissional". Costumo recomendar que eles procurem aliar "o que gostam de fazer" com atividade profissional, numa perspectiva de vida a longo prazo.
Mas, antes de optarem por uma determinada profissão, sugiro que façam uma avaliação da sua visão de mundo, suas idéias, crenças, valores e princípios e dos seus objetivos pessoais de longo alcance, para definir que tipo/estilo de vida que querem para si, seus familiares, parentes e amigos e somente depois, estabeleçam o que chamo de PROJETO DE VIDA E PROFISSÃO.
Nesse projeto a vida é o mais importante, sendo que a profissão servirá como meio de busca e realização dos objetivos maiores: VIVER UMA VIDA SAUDÁVEL, FELIZ, PRODUTIVA, REALIZADORA, SOCIALMENTE RESPONSÁVEL E POLITICAMENTE CORRETA!
Ninguém vive isolado no mundo. Daí que, para tudo, dependemos da qualidade das trocas que fazemos com as outras pessoas. Ou seja, do que temos para oferecer e do que queremos receber. Isso quer dizer: networking, redes sociais, contatos, soluções, produção e fluxo de recursos, bens e serviços.
As redes sociais evoluíram de forma extraordinária nos últimos anos. Servem tanto para fins pessoais quanto para atividades sociais, profissionais. O problema está na "mistura" de fronteiras que embaraçam o que é pessoal, o que é profissional, o que é social, o que é político, o que é ilegal, o que é inconveniente, o que é inadequado.
A rede de contatos deve ser um elemento agregador de valores e oportunidades e algumas regras "sociais" são válidas, especialmente nos campos da ética, da moral, dos "bons constumes" e do politicamente correto.
Em síntese, a questão central é: suas redes sociais, seus contatos, seu networking e os conteúdos veiculados, postados e defendidos por essas pessoas e sites/blogs/portais/twitters:
1) Estão alinhavados com a sua visão de mundos, suas idéias, crenças, valores e princípios?
2) Agregarão valor à sua profissão ou atividade empresarial, social?
3) Trarão benefícios reais à sua vida de modo a, efetivamente, enriquecê-la?
Se a resposta é "sim" para todas as alternativas, ótimo. Você está no caminho certo. Mas, se houver dúvida em relação a alguma delas, repense seus contatos, suas redes e, especialmente os conteúdos!
Outra questão muito importante: qual o nível do diálogo? É pessoal, familiar, amoroso, íntimo, amistoso, acadêmico, oficial, você representa a sua empresa? É importante observar que cada nível tem o seu linguajar apropriado e não convém misturar as perspectivas, para evitar mal-entendidos, ruídos, tratamentos e/ou abordagens inoportunas, inadequadas ou inconvenientes.
Afinal, é preciso estar atento para não transformar uma janela para o mundo, numa porta para o inferno.
Irineu Staub é Consultor.
Por Irineu Staub
Nos meus diálogos com jovens, com pessoas nem tanto... e com meus ex-alunos, uma das conversas sempre gira em torno da "atividade profissional". Costumo recomendar que eles procurem aliar "o que gostam de fazer" com atividade profissional, numa perspectiva de vida a longo prazo.
Mas, antes de optarem por uma determinada profissão, sugiro que façam uma avaliação da sua visão de mundo, suas idéias, crenças, valores e princípios e dos seus objetivos pessoais de longo alcance, para definir que tipo/estilo de vida que querem para si, seus familiares, parentes e amigos e somente depois, estabeleçam o que chamo de PROJETO DE VIDA E PROFISSÃO.
Nesse projeto a vida é o mais importante, sendo que a profissão servirá como meio de busca e realização dos objetivos maiores: VIVER UMA VIDA SAUDÁVEL, FELIZ, PRODUTIVA, REALIZADORA, SOCIALMENTE RESPONSÁVEL E POLITICAMENTE CORRETA!
Ninguém vive isolado no mundo. Daí que, para tudo, dependemos da qualidade das trocas que fazemos com as outras pessoas. Ou seja, do que temos para oferecer e do que queremos receber. Isso quer dizer: networking, redes sociais, contatos, soluções, produção e fluxo de recursos, bens e serviços.
As redes sociais evoluíram de forma extraordinária nos últimos anos. Servem tanto para fins pessoais quanto para atividades sociais, profissionais. O problema está na "mistura" de fronteiras que embaraçam o que é pessoal, o que é profissional, o que é social, o que é político, o que é ilegal, o que é inconveniente, o que é inadequado.
A rede de contatos deve ser um elemento agregador de valores e oportunidades e algumas regras "sociais" são válidas, especialmente nos campos da ética, da moral, dos "bons constumes" e do politicamente correto.
Em síntese, a questão central é: suas redes sociais, seus contatos, seu networking e os conteúdos veiculados, postados e defendidos por essas pessoas e sites/blogs/portais/twitters:
1) Estão alinhavados com a sua visão de mundos, suas idéias, crenças, valores e princípios?
2) Agregarão valor à sua profissão ou atividade empresarial, social?
3) Trarão benefícios reais à sua vida de modo a, efetivamente, enriquecê-la?
Se a resposta é "sim" para todas as alternativas, ótimo. Você está no caminho certo. Mas, se houver dúvida em relação a alguma delas, repense seus contatos, suas redes e, especialmente os conteúdos!
Outra questão muito importante: qual o nível do diálogo? É pessoal, familiar, amoroso, íntimo, amistoso, acadêmico, oficial, você representa a sua empresa? É importante observar que cada nível tem o seu linguajar apropriado e não convém misturar as perspectivas, para evitar mal-entendidos, ruídos, tratamentos e/ou abordagens inoportunas, inadequadas ou inconvenientes.
Afinal, é preciso estar atento para não transformar uma janela para o mundo, numa porta para o inferno.
Irineu Staub é Consultor.
segunda-feira, 12 de julho de 2010
A educação nas escolas de agora
Artigo no Fique Alerta – www.fiquealerta.net
Por Francisca Romana Giacometti Paris
Vivemos em um tempo marcado por avanços científicos e tecnológicos que nos obrigam a procurar propostas educacionais capazes de formar os alunos para a vida, o trabalho, o lazer, a conquista de seu espaço e a vivência plena de sua cultura. Na esfera da educação escolar pública, nos são impostos múltiplos desafios. Todavia, considerando-se a prioridade e a urgência, um deles se destaca e se impõe: oferecer educação escolar a todos e por meio de uma proposta educativa que responda com qualidade às exigências atuais.
Para tanto, a educação escolar brasileira necessita implementar um currículo que tenha como ponto de partida a realidade imediata e a cultura local e, como objetivo final, a construção, aquisição e ampliação de conhecimentos. A escola do futuro se faz com a escola do presente, e o agora agrega no seu contorno o passado, como história e memória de saberes, e o futuro, como projeto e desejo do que se quer aprender.
Afirmar que agora é a hora da escola é ter como premissa básica que o que se vive é o que se aprende. Ou seja, durante a vida escolar, é impossível ensaiar ou improvisar, uma vez que a relação entre os sujeitos e o objeto de conhecimento é vivida na dimensão real e concreta.
Na escola do presente, a relação professor-aluno tem papel fundamental no processo educativo, mas depende do clima estabelecido, da capacidade de ouvir e discutir o nível de compreensão dos educandos e da criação da ponte entre o conhecimento do aluno e o da escola. Portanto, a troca de experiências na busca da aquisição de novos conhecimentos e novos caminhos a serem seguidos é essencial.
Para enfrentar esse desafio, a escola precisa dar conta da realidade presente e estar atenta ao seu entorno, visto que trabalha com tempos de médio e longo prazo. Ela deve estar aberta ao mundo em que conhecimento, opiniões, manifestações artísticas e culturais circulam e se transformam com rapidez por meio de diferentes linguagens.
Para construir alternativas de ação, planos e passos para a educação, avaliando continuamente o processo e os resultados, a escola do presente deve desenvolver um trabalho coletivo, com base na leitura dos limites e possibilidades do contexto escolar. É nesse cenário que são organizados os projetos pedagógicos, levando-se em conta a identidade da escola, porém vinculados com diretrizes mais amplas, definidas no campo social.
Educar é uma atuação mais abrangente do que ensinar e transmitir informações — compreende uma reflexão sobre os valores subentendidos no conhecimento adquirido. A escola, então, é o lugar em que se entrelaçam o ser, o conviver, o saber e o fazer, a produção intelectual e o conhecimento advindo do entorno social. É o espaço, portanto, onde se aprende a articular saberes para usá-los na resolução dos conflitos que se apresentam na realidade concreta.
Nessa direção, o Agora Sistema de Ensino — novo sistema de ensino da Editora Saraiva voltado para as escolas públicas — apresenta sua proposta pedagógica como movimento e reflexão, buscando ancorar o caminhar educativo na aplicabilidade de cada escola. O material evidencia os valores, os conceitos de sociedade, humanidade, cidadania, educação e cultura, privilegiando o encantamento e o prazer em aprender para a formação de cidadãos livres e críticos.
O material proporciona possibilidades didáticas de aproximação entre o cotidiano e o contexto escolar, já que alguns conhecimentos, embora presentes no dia a dia, nem sempre se desvendam de forma a permitir a apreensão de seus conceitos e valores fundamentais.
A compreensão dos conceitos, procedimentos e atitudes demanda do educando um exercício de reflexão, colocando-o como sujeito ativo do processo. Desse modo, o fazer didático exige uma atuação diferenciada do docente, que permitirá que o aluno possa desenvolver, de forma autônoma, a compreensão de outras formas em que tais conteúdos se manifestam.
Francisca Romana Giacometti Paris é Diretora pedagógica do Agora Sistema de Ensino, pedagoga e mestra em educação e ex-secretária de Educação de Ribeirão Preto (SP)
Por Francisca Romana Giacometti Paris
Vivemos em um tempo marcado por avanços científicos e tecnológicos que nos obrigam a procurar propostas educacionais capazes de formar os alunos para a vida, o trabalho, o lazer, a conquista de seu espaço e a vivência plena de sua cultura. Na esfera da educação escolar pública, nos são impostos múltiplos desafios. Todavia, considerando-se a prioridade e a urgência, um deles se destaca e se impõe: oferecer educação escolar a todos e por meio de uma proposta educativa que responda com qualidade às exigências atuais.
Para tanto, a educação escolar brasileira necessita implementar um currículo que tenha como ponto de partida a realidade imediata e a cultura local e, como objetivo final, a construção, aquisição e ampliação de conhecimentos. A escola do futuro se faz com a escola do presente, e o agora agrega no seu contorno o passado, como história e memória de saberes, e o futuro, como projeto e desejo do que se quer aprender.
Afirmar que agora é a hora da escola é ter como premissa básica que o que se vive é o que se aprende. Ou seja, durante a vida escolar, é impossível ensaiar ou improvisar, uma vez que a relação entre os sujeitos e o objeto de conhecimento é vivida na dimensão real e concreta.
Na escola do presente, a relação professor-aluno tem papel fundamental no processo educativo, mas depende do clima estabelecido, da capacidade de ouvir e discutir o nível de compreensão dos educandos e da criação da ponte entre o conhecimento do aluno e o da escola. Portanto, a troca de experiências na busca da aquisição de novos conhecimentos e novos caminhos a serem seguidos é essencial.
Para enfrentar esse desafio, a escola precisa dar conta da realidade presente e estar atenta ao seu entorno, visto que trabalha com tempos de médio e longo prazo. Ela deve estar aberta ao mundo em que conhecimento, opiniões, manifestações artísticas e culturais circulam e se transformam com rapidez por meio de diferentes linguagens.
Para construir alternativas de ação, planos e passos para a educação, avaliando continuamente o processo e os resultados, a escola do presente deve desenvolver um trabalho coletivo, com base na leitura dos limites e possibilidades do contexto escolar. É nesse cenário que são organizados os projetos pedagógicos, levando-se em conta a identidade da escola, porém vinculados com diretrizes mais amplas, definidas no campo social.
Educar é uma atuação mais abrangente do que ensinar e transmitir informações — compreende uma reflexão sobre os valores subentendidos no conhecimento adquirido. A escola, então, é o lugar em que se entrelaçam o ser, o conviver, o saber e o fazer, a produção intelectual e o conhecimento advindo do entorno social. É o espaço, portanto, onde se aprende a articular saberes para usá-los na resolução dos conflitos que se apresentam na realidade concreta.
Nessa direção, o Agora Sistema de Ensino — novo sistema de ensino da Editora Saraiva voltado para as escolas públicas — apresenta sua proposta pedagógica como movimento e reflexão, buscando ancorar o caminhar educativo na aplicabilidade de cada escola. O material evidencia os valores, os conceitos de sociedade, humanidade, cidadania, educação e cultura, privilegiando o encantamento e o prazer em aprender para a formação de cidadãos livres e críticos.
O material proporciona possibilidades didáticas de aproximação entre o cotidiano e o contexto escolar, já que alguns conhecimentos, embora presentes no dia a dia, nem sempre se desvendam de forma a permitir a apreensão de seus conceitos e valores fundamentais.
A compreensão dos conceitos, procedimentos e atitudes demanda do educando um exercício de reflexão, colocando-o como sujeito ativo do processo. Desse modo, o fazer didático exige uma atuação diferenciada do docente, que permitirá que o aluno possa desenvolver, de forma autônoma, a compreensão de outras formas em que tais conteúdos se manifestam.
Francisca Romana Giacometti Paris é Diretora pedagógica do Agora Sistema de Ensino, pedagoga e mestra em educação e ex-secretária de Educação de Ribeirão Preto (SP)
segunda-feira, 5 de julho de 2010
Motivação e carreira versus obstáculos e desafio
Artigo no Fique Alerta – www.fiquealerta.net
Por Renan de Marchi Sinachi
O tempo passa e os desejos humanos de prosperidade permanecem os mesmos, assim como também permanece uma acomodação digna de reis e rainhas que facilita a vida dos poucos que querem destacar-se por algo na sociedade e fazer acontecer.
Muitas vezes presencio alunos, colegas de trabalho ou não e familiares comentando o baixo desempenho de alguns profissionais com os quais trabalham e faço a seguinte pergunta: O baixo desempenho deles afeta o seu desempenho? Na maior parte das vezes ouço a resposta: Não!
Tenho percebido que as pessoas gostam de falar sobre o desempenho dos outros na vida profissional e pessoal. Falar sobre as conquistas alheias e usar sua própria experiência como referência de sucesso, sem que muitas vezes acabe percebendo que também faz parte do clã dos que tem muitos desejos e poucas realizações.
Se minha avó (que Deus a tenha) estivesse viva, ela diria com seu sotaque italiano: “Bruta bestia. Se você quer algo, não peça, vá buscar!”Aparentemente, este inocente ensinamento da minha e de tantas outras avós não teria nada a ver com a vida profissional, mas, ao contrário, tem tudo a ver!
Se você é do tipo que está assistindo televisão na sala e não encontra o controle remoto e resmunga: “não se acha nada nesta casa”, mas não levanta-se de seu aquecido e confortável sofá, para trocar o canal, ou mesmo procurar o controle remoto, você faz parte do grupo dos que querem algo, mas evitam a fadiga!
Se você é daqueles que combina algo por telefone com um colega de trabalho ou cliente, mas pede para ele lhe mandar um e-mail, só porque não quer anotar o que foi acertado em um papel, você faz parte do grupo dos que querem algo, mas não se esforçam para tal.
Poderia citar uma lista gigantesca de características, até que, eventualmente, você fizesse uma associação com seu comportamento cotidiano, mas o objetivo não é este.
Na realidade, não podemos afirmar, categoricamente, que existe vida após a morte, reencarnação, ou algo similar, então, não empurre com a barriga para ser o que você quer ser (independente do esforço que será necessário empregar para tal).
O corpo humano foi feito para se movimentar, esforçar-se e alongar assim como nosso cérebro foi feito para pensar e quanto mais você pensa, mais treinado fica seu raciocínio.
Na próxima vez que você tiver um colega com baixo desempenho, tente ajudá-lo a melhorar, mas se ele não fizer esta escolha, aproveite, pois é uma grande oportunidade para você destacar-se e mostrar seu valor. Fazer o “arroz com feijão” o colocará na mesma condição de visibilidade em que estão as pessoas que você critica.
Se esforce, sue a camisa e, naturalmente, você será visto. Não acredite que vão lhe reconhecer por ser um ótimo executor de sua função, por cumprir os horários de trabalho ou por ser pontual na entrega de projetos.
Você será reconhecido quando estiver ultrapassando o espaço de sua função, fazendo algo além do máximo esperado para seu papel, com muita qualidade e, principalmente, perpetuidade. Ou seja, se você quer ser promovido, não basta fazer algo a mais, uma vez ou outra.
Você precisa fazer este algo a mais de forma natural e se apropriar do papel, assim, o novo cargo será uma consequência também natural, uma questão de tempo, portanto.
Não deixe para depois, o que só você pode fazer agora.
Renan de Marchi Sinachi é coordenador de projetos da Leme Consultoria
Por Renan de Marchi Sinachi
O tempo passa e os desejos humanos de prosperidade permanecem os mesmos, assim como também permanece uma acomodação digna de reis e rainhas que facilita a vida dos poucos que querem destacar-se por algo na sociedade e fazer acontecer.
Muitas vezes presencio alunos, colegas de trabalho ou não e familiares comentando o baixo desempenho de alguns profissionais com os quais trabalham e faço a seguinte pergunta: O baixo desempenho deles afeta o seu desempenho? Na maior parte das vezes ouço a resposta: Não!
Tenho percebido que as pessoas gostam de falar sobre o desempenho dos outros na vida profissional e pessoal. Falar sobre as conquistas alheias e usar sua própria experiência como referência de sucesso, sem que muitas vezes acabe percebendo que também faz parte do clã dos que tem muitos desejos e poucas realizações.
Se minha avó (que Deus a tenha) estivesse viva, ela diria com seu sotaque italiano: “Bruta bestia. Se você quer algo, não peça, vá buscar!”Aparentemente, este inocente ensinamento da minha e de tantas outras avós não teria nada a ver com a vida profissional, mas, ao contrário, tem tudo a ver!
Se você é do tipo que está assistindo televisão na sala e não encontra o controle remoto e resmunga: “não se acha nada nesta casa”, mas não levanta-se de seu aquecido e confortável sofá, para trocar o canal, ou mesmo procurar o controle remoto, você faz parte do grupo dos que querem algo, mas evitam a fadiga!
Se você é daqueles que combina algo por telefone com um colega de trabalho ou cliente, mas pede para ele lhe mandar um e-mail, só porque não quer anotar o que foi acertado em um papel, você faz parte do grupo dos que querem algo, mas não se esforçam para tal.
Poderia citar uma lista gigantesca de características, até que, eventualmente, você fizesse uma associação com seu comportamento cotidiano, mas o objetivo não é este.
Na realidade, não podemos afirmar, categoricamente, que existe vida após a morte, reencarnação, ou algo similar, então, não empurre com a barriga para ser o que você quer ser (independente do esforço que será necessário empregar para tal).
O corpo humano foi feito para se movimentar, esforçar-se e alongar assim como nosso cérebro foi feito para pensar e quanto mais você pensa, mais treinado fica seu raciocínio.
Na próxima vez que você tiver um colega com baixo desempenho, tente ajudá-lo a melhorar, mas se ele não fizer esta escolha, aproveite, pois é uma grande oportunidade para você destacar-se e mostrar seu valor. Fazer o “arroz com feijão” o colocará na mesma condição de visibilidade em que estão as pessoas que você critica.
Se esforce, sue a camisa e, naturalmente, você será visto. Não acredite que vão lhe reconhecer por ser um ótimo executor de sua função, por cumprir os horários de trabalho ou por ser pontual na entrega de projetos.
Você será reconhecido quando estiver ultrapassando o espaço de sua função, fazendo algo além do máximo esperado para seu papel, com muita qualidade e, principalmente, perpetuidade. Ou seja, se você quer ser promovido, não basta fazer algo a mais, uma vez ou outra.
Você precisa fazer este algo a mais de forma natural e se apropriar do papel, assim, o novo cargo será uma consequência também natural, uma questão de tempo, portanto.
Não deixe para depois, o que só você pode fazer agora.
Renan de Marchi Sinachi é coordenador de projetos da Leme Consultoria
sexta-feira, 2 de julho de 2010
A importância dos “reservas”
Artigo no Fique Alerta – www.fiquealerta.net
Por Antonio De Julio
Estamos no meio de um dos eventos que tem causado um grande impacto no mundo, e não estamos falando de uma guerra, atentado terrorista ou alguma eleição de algum país importante.
Estamos falando da COPA DO MUNDO DE FUTEBOL, que está acontecendo na África do Sul, e que com certeza está impactando e muito na vida dos moradores locais. E já que estamos falando de futebol, vamos fazer algumas comparações com o nosso BOLSO.
Uma das seleções que está dando o que falar, goste ou não, é a seleção Argentina. Não só pelo seu polêmico técnico Maradona, mas também pelo desempenho dos seus jogadores. O técnico não só tem à sua disposição verdadeiros craques no time titular, mas também no seu banco de reservas.
Isto é, quando um dos seus jogadores não estiver 100%, ele tem opções para não deixar o rendimento do seu time cair. Com isso, ele tem alternativas, pode fazer esquemas táticos diferentes, abrir opções de jogadas, não fica dependente de algumas peças-chave.
Mas vamos deixar um pouco o futebol de lado e vamos falar dos, ou melhor, DAS reservas. Estamos falando de reservas FINANCEIRAS. Assim como os jogadores reservas são importantes para ajudar um time de futebol, as reservas financeiras são muito importantes para ajudar o nosso bolso, a nossa economia doméstica.
Quem tem reservas financeiras pode encarar melhor adversários como a perda de um emprego, alguma doença grave na família, algum reparo importante na casa ou até mesmo aceitar uma proposta de sociedade, de abrir algum negócio. Pessoas que têm reservas financeiras, o crédito no mercado é mais facilitado, pois podem honrar com os compromissos assumidos. Países com reservas conseguem estabilizar a emissão de moedas e sinalizam que são capazes de suportar tsunamis econômicos.
Ter reservas é bom não só no futebol, mas na nossa vida financeira também. Quem não consegue constituir reversas para momentos de “falta grave” de dinheiro tem a sua vida bastante prejudicada, pois acorda apenas para pagar as contas do dia a dia. Não pode arriscar um emprego novo, uma nova oportunidade de trabalho. Geralmente são pessoas que não conseguem dar o máximo no trabalho, pois tem a mente perturbada com contas e prazos que estão para vencer.
Então, vamos para a nossa “concentração” preparar o melhor esquema tático? Assim como no futebol temos o “camisa 10”, na nossa economia temos que ter o nosso 10 também. Esse 10 significa duas coisas: devemos poupar 10% do nosso salário para constituir um excelente “banco de reservas” (quem puder poupar mais, melhor), e esse banco de reservas tem que ter “fôlego”, isto é, essa reserva financeira tem que durar, no mínimo, 10 meses do seu padrão de vida, caso falte alguma entrada de dinheiro.
Lembre-se sempre de guardar essa reserva em alguma aplicação de baixo risco, que você possa sacá-la rapidamente, que esteja longe de mercados de renda variável. Essa reserva é o seu “bote salva-vidas”, não alguma aplicação financeira.
E com um bom “banco de reservas”, você poderá procurar novas oportunidades de emprego, aceitar novos desafios como abrir aquele tão sonhado negócio, enfim, assim como dizem no futebol, ir mais longe no campeonato, e quem sabe, conquistar a copa do mundo da independência financeira.
Antonio De Julio é Instrutor MoneyFit – antoniof@moneyfit.com.br e site www.moneyfit.com.br
Por Antonio De Julio
Estamos no meio de um dos eventos que tem causado um grande impacto no mundo, e não estamos falando de uma guerra, atentado terrorista ou alguma eleição de algum país importante.
Estamos falando da COPA DO MUNDO DE FUTEBOL, que está acontecendo na África do Sul, e que com certeza está impactando e muito na vida dos moradores locais. E já que estamos falando de futebol, vamos fazer algumas comparações com o nosso BOLSO.
Uma das seleções que está dando o que falar, goste ou não, é a seleção Argentina. Não só pelo seu polêmico técnico Maradona, mas também pelo desempenho dos seus jogadores. O técnico não só tem à sua disposição verdadeiros craques no time titular, mas também no seu banco de reservas.
Isto é, quando um dos seus jogadores não estiver 100%, ele tem opções para não deixar o rendimento do seu time cair. Com isso, ele tem alternativas, pode fazer esquemas táticos diferentes, abrir opções de jogadas, não fica dependente de algumas peças-chave.
Mas vamos deixar um pouco o futebol de lado e vamos falar dos, ou melhor, DAS reservas. Estamos falando de reservas FINANCEIRAS. Assim como os jogadores reservas são importantes para ajudar um time de futebol, as reservas financeiras são muito importantes para ajudar o nosso bolso, a nossa economia doméstica.
Quem tem reservas financeiras pode encarar melhor adversários como a perda de um emprego, alguma doença grave na família, algum reparo importante na casa ou até mesmo aceitar uma proposta de sociedade, de abrir algum negócio. Pessoas que têm reservas financeiras, o crédito no mercado é mais facilitado, pois podem honrar com os compromissos assumidos. Países com reservas conseguem estabilizar a emissão de moedas e sinalizam que são capazes de suportar tsunamis econômicos.
Ter reservas é bom não só no futebol, mas na nossa vida financeira também. Quem não consegue constituir reversas para momentos de “falta grave” de dinheiro tem a sua vida bastante prejudicada, pois acorda apenas para pagar as contas do dia a dia. Não pode arriscar um emprego novo, uma nova oportunidade de trabalho. Geralmente são pessoas que não conseguem dar o máximo no trabalho, pois tem a mente perturbada com contas e prazos que estão para vencer.
Então, vamos para a nossa “concentração” preparar o melhor esquema tático? Assim como no futebol temos o “camisa 10”, na nossa economia temos que ter o nosso 10 também. Esse 10 significa duas coisas: devemos poupar 10% do nosso salário para constituir um excelente “banco de reservas” (quem puder poupar mais, melhor), e esse banco de reservas tem que ter “fôlego”, isto é, essa reserva financeira tem que durar, no mínimo, 10 meses do seu padrão de vida, caso falte alguma entrada de dinheiro.
Lembre-se sempre de guardar essa reserva em alguma aplicação de baixo risco, que você possa sacá-la rapidamente, que esteja longe de mercados de renda variável. Essa reserva é o seu “bote salva-vidas”, não alguma aplicação financeira.
E com um bom “banco de reservas”, você poderá procurar novas oportunidades de emprego, aceitar novos desafios como abrir aquele tão sonhado negócio, enfim, assim como dizem no futebol, ir mais longe no campeonato, e quem sabe, conquistar a copa do mundo da independência financeira.
Antonio De Julio é Instrutor MoneyFit – antoniof@moneyfit.com.br e site www.moneyfit.com.br
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