Artigo no Fique Alerta – www.fiquealerta.net
Por Márcio Holanda Teixeira
Duplicatas sem aceite podem perfeitamente ser executadas, desde que venham acompanhadas de outras provas que demonstrem a entrega e o recebimento da respectiva mercadoria.
O entendimento é da Quarta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que deu provimento a um recurso especial impetrado pelo Posto Brasal Ltda., rede de postos de gasolina do Distrito Federal. (Recurso Especial nº 997677,).
A empresa moveu uma ação de execução de duplicata contra seu devedor no valor de R$ 3.839,35, referente à compra e venda de mercadorias entregues. A duplicata foi protestada, e a empresa apresentou também comprovante de entrega das mercadorias. No entanto, o processo foi extinto na primeira instância e permaneceu assim após decisão, em sede de recurso, do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT).
Antes da ação ser decidida pelo STJ, as instâncias inferiores haviam entendido que a duplicata sem aceite não poderia ser considerada como “título hábil” para proceder a execução, como entendimento de que lhe faltava um item tido como obrigatório para aparelhar ação de execução.
Contudo, tal entendimento foi modificado quando a questão chegou ao STJ. Conforme entendimento do relator, ministro Luis Felipe Salomão, que votou pelo provimento do recurso impetrado pela rede de postos de gasolina, a jurisprudência do STJ é pacífica quanto à validade das duplicatas sem aceite.
Segundo entendimento manifestado pelo magistrado, quando não assinada, a duplicata serve apenas para mostrar que houve uma venda a prazo. Se protestada, ela enseja ação executiva sempre que vier acompanhada de documentos que comprovem a efetiva prestação do serviço. A Quarta Turma acolheu esse entendimento, seguindo por unanimidade o voto do relator.
Com essa recente decisão, o Superior Tribunal de Justiça consagra o entendimento de que a dívida do comprador da mercadoria não se constitui pela assinatura de reconhecimento expresso da duplicata, mas pela efetiva comprovação da operação de compra e venda e consequente entrega da mercadoria ao destinatário.
Desta maneira, a circunstância de se negar ao emitente da duplicata a devolução desta, devidamente reconhecida, provado pelo protesto tirado à vista da triplicata ou por indicação, é causa para a configuração jurídica do direito de crédito que, nesse caso, não se expressa em instrumento único, mas no conjunto probatório da dívida onde se encontrará o montante líquido e certo do crédito do vendedor da mercadoria.
A lei consagra a convivência plena entre o negócio jurídico de crédito, e a prova documental da dívida atribuindo a categoria de título executivo extrajudicial complexo, ao conjunto probatório constituído pelo comprovante da entrega da mercadoria e do protesto pela falta de devolução e pagamento da duplicata.
Assim, a duplicata sem aceite torna-se título executivo (líquido e certo) quando o sacador comprova ter entregue a mercadoria no local de destino, sem que a lei exija que o sacado sequer tenha assinado o recibo respectivo.
Márcio Holanda Teixeira, advogado associado ao Gaiofato Advogados Associados, Bacharel em Direito pela Universidade Paulista em 1995 e Pós-graduado em Direito Processual Civil pela Universidade Paulista em 2000. www.gaiofato.com.br
sábado, 27 de fevereiro de 2010
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010
A Copa de 2014 e as vantagens e desvantagens para o nosso país
Artigo no Fique Alerta – www.fiquealerta.net
Por Guilherme Nunes
A realização da Copa do Mundo de 2014 no Brasil tem sido motivo de grande polêmica na sociedade. De um lado há os que são a favor do empreendimento, apostando em grandes investimentos em infra-estrutura e desenvolvimento interno. Já outros desacreditam os projetos do governo e dizem que o evento trará grandes gastos públicos, e que o montante deveria ser investido em setores mais carentes, como saúde e educação.
No entanto, algumas medidas positivas estão sendo tomadas. Pode-se citar, como exemplo, a propositura pelo presidente do Conselho Nacional de Justiça, Gilmar Mendes Ferreira, de um acordo de cooperação técnica com o Comitê Organizador da Copa do Mundo de 2014, com o objetivo de oferecer a ex-detentos vagas de trabalho nas obras realizadas para a competição.
Tal medida figuraria como forma de ressocialização, através de parcerias com empresas que ofereceriam postos de trabalho a estas pessoas extremamente marginalizadas pela sociedade e vítimas de preconceito, pois insertas em um sistema penitenciário falido, dissociado de seu escopo legal de re-inserção na sociedade. Se o projeto realmente sair do papel, será uma verdadeira conquista e resgate da dignidade humana destas pessoas que já pagaram sua dívida para com a sociedade.
Certo é que a economia do país passará por um efeito alavanca, em que todas as áreas terão ganhos. As cidades que sediarão os jogos serão as primeiras a serem beneficiadas com grandes projetos de infra-estrutura, como a preparação dos estádios, seja recuperando os já existentes, seja pela construção de novos prédios, além da reformulação do sistema de transporte público, melhoria no sistema de segurança e até mesmo na movimentação da iniciativa privada na infra-estrutura de turismo, com a construção de novos hotéis, restaurantes, o que inevitavelmente acarretará a geração de empregos em diversos setores da economia.
Porém, a maior preocupação no cenário traçado é sobre qual a melhor maneira de fazer com que todo esse investimento efetivamente ocorra, sem que ninguém se prejudique, ou seja, que seja bom para o investidor privado e público.
Neste sentido, a Parceria Público Privada aparece como um caminho para o investimento, desde que o Governo trabalhe de acordo com os limites impostos por lei. No entanto, essa alternativa deve ser cautelosamente avaliada, visto que acarretaria um endividamento governamental, diante da obrigatoriedade de o governo oferecer garantias aos entes privados, o que poderá não ser a melhor opção para a ainda instável e frágil conjuntura econômica global atual.
Assim, da gama de possibilidades que a Copa de 2014 traz para a economia brasileira, a idéia da utilização de benefícios tributários para determinados setores da economia torna-se um dos incentivos mais interessantes.
Há que se cuidar apenas, com a experiência vivida nos Jogos Pan-americanos de 2007, que a Copa não seja mais um motivo para escândalos envolvendo o Governo, com desvio de dinheiro público e acertos ilegais.
Fato é que a economia tem chances de crescimento em todos os setores. Independentemente do que ocorra ou da maneira como esse projeto monumental seja gerenciado, haverá espaço para o profissional da área jurídica.
Diretamente, como já está acontecendo, há oportunidade de consultorias, com elaboração de pareceres jurídicos, principalmente sobre as maneiras de levantamento do dinheiro que será usado. Há ainda uma grande demanda trabalhista, pois onde há grandes obras, há uma enorme quantidade de contratações, tanto de mão-de-obra para a efetiva construção e reformas, como também para todo o mercado fornecedor de matéria-prima e serviços.
Ainda, a demanda jurídica crescerá também na área internacional, com a assessoria na obtenção de vistos e de investimentos estrangeiros.
Em resumo, o Brasil, de uma maneira geral, só tem a ganhar com a vinda de um grande evento mundial como a Copa. Muitos turistas virão ao país, muitas obras públicas e privadas serão realizadas e muito trabalho será gerado. Assim, com uma boa gestão desta oportunidade e com a participação de todos os setores da economia, a sociedade toda ganha.
Guilherme Nunes é graduado pela Universidade Paulista e pós-graduando em Direito e Processo do Trabalho pela Universidade Mackenzie. Faz parte da equipe de advogados da Cerqueira Leite Advogados Associados atuando na área Trabalhista. www.cerqueiraleite.com.br
Por Guilherme Nunes
A realização da Copa do Mundo de 2014 no Brasil tem sido motivo de grande polêmica na sociedade. De um lado há os que são a favor do empreendimento, apostando em grandes investimentos em infra-estrutura e desenvolvimento interno. Já outros desacreditam os projetos do governo e dizem que o evento trará grandes gastos públicos, e que o montante deveria ser investido em setores mais carentes, como saúde e educação.
No entanto, algumas medidas positivas estão sendo tomadas. Pode-se citar, como exemplo, a propositura pelo presidente do Conselho Nacional de Justiça, Gilmar Mendes Ferreira, de um acordo de cooperação técnica com o Comitê Organizador da Copa do Mundo de 2014, com o objetivo de oferecer a ex-detentos vagas de trabalho nas obras realizadas para a competição.
Tal medida figuraria como forma de ressocialização, através de parcerias com empresas que ofereceriam postos de trabalho a estas pessoas extremamente marginalizadas pela sociedade e vítimas de preconceito, pois insertas em um sistema penitenciário falido, dissociado de seu escopo legal de re-inserção na sociedade. Se o projeto realmente sair do papel, será uma verdadeira conquista e resgate da dignidade humana destas pessoas que já pagaram sua dívida para com a sociedade.
Certo é que a economia do país passará por um efeito alavanca, em que todas as áreas terão ganhos. As cidades que sediarão os jogos serão as primeiras a serem beneficiadas com grandes projetos de infra-estrutura, como a preparação dos estádios, seja recuperando os já existentes, seja pela construção de novos prédios, além da reformulação do sistema de transporte público, melhoria no sistema de segurança e até mesmo na movimentação da iniciativa privada na infra-estrutura de turismo, com a construção de novos hotéis, restaurantes, o que inevitavelmente acarretará a geração de empregos em diversos setores da economia.
Porém, a maior preocupação no cenário traçado é sobre qual a melhor maneira de fazer com que todo esse investimento efetivamente ocorra, sem que ninguém se prejudique, ou seja, que seja bom para o investidor privado e público.
Neste sentido, a Parceria Público Privada aparece como um caminho para o investimento, desde que o Governo trabalhe de acordo com os limites impostos por lei. No entanto, essa alternativa deve ser cautelosamente avaliada, visto que acarretaria um endividamento governamental, diante da obrigatoriedade de o governo oferecer garantias aos entes privados, o que poderá não ser a melhor opção para a ainda instável e frágil conjuntura econômica global atual.
Assim, da gama de possibilidades que a Copa de 2014 traz para a economia brasileira, a idéia da utilização de benefícios tributários para determinados setores da economia torna-se um dos incentivos mais interessantes.
Há que se cuidar apenas, com a experiência vivida nos Jogos Pan-americanos de 2007, que a Copa não seja mais um motivo para escândalos envolvendo o Governo, com desvio de dinheiro público e acertos ilegais.
Fato é que a economia tem chances de crescimento em todos os setores. Independentemente do que ocorra ou da maneira como esse projeto monumental seja gerenciado, haverá espaço para o profissional da área jurídica.
Diretamente, como já está acontecendo, há oportunidade de consultorias, com elaboração de pareceres jurídicos, principalmente sobre as maneiras de levantamento do dinheiro que será usado. Há ainda uma grande demanda trabalhista, pois onde há grandes obras, há uma enorme quantidade de contratações, tanto de mão-de-obra para a efetiva construção e reformas, como também para todo o mercado fornecedor de matéria-prima e serviços.
Ainda, a demanda jurídica crescerá também na área internacional, com a assessoria na obtenção de vistos e de investimentos estrangeiros.
Em resumo, o Brasil, de uma maneira geral, só tem a ganhar com a vinda de um grande evento mundial como a Copa. Muitos turistas virão ao país, muitas obras públicas e privadas serão realizadas e muito trabalho será gerado. Assim, com uma boa gestão desta oportunidade e com a participação de todos os setores da economia, a sociedade toda ganha.
Guilherme Nunes é graduado pela Universidade Paulista e pós-graduando em Direito e Processo do Trabalho pela Universidade Mackenzie. Faz parte da equipe de advogados da Cerqueira Leite Advogados Associados atuando na área Trabalhista. www.cerqueiraleite.com.br
quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010
Como atingir a excelência operacional
Artigo no Fique Alerta – www.fiquealerta.net
Por Ailtom Nascimento
“Excelência se alcança por meio de um longo e contínuo processo que requer, sobretudo, comprometimento. Mais do que uma aspiração, excelência é o ponto para o qual nossos passos se dirigem. Só assim seremos sempre líderes e nunca seguidores”. Essa afirmação do visionário Ratan Tata, Chairman do Grupo que leva seu sobrenome, reforça a ideia de que para aportar com êxito no destino é fundamental traçar muito bem as rotas a serem seguidas.
Para implementar técnicas gerenciais que tornam as operações mais eficientes, é necessário avaliar, em primeiro lugar, qual o posicionamento atual da empresa - e, de preferência, encomendar essa avaliação de fora da corporação para que o rigor e a imparcialidade sejam preservados. Após obter um retrato fiel dos processos em andamento e mapear o modo como os vários stakeholders se relacionam, provavelmente será necessário aprimorar a estratégia da companhia de modo a direcioná-la ao preenchimento das lacunas constatadas.
Saber se a organização que você dirige é um Jaguar ou um Jipe é essencial para escolher o caminho que lhe proporcionará mais vantagens competitivas. Importar processos da matriz ou seguir exemplos supostamente bensucedidos no mercado nem sempre atendem à demanda da sua empresa e podem, ao contrário, gerar ainda mais entraves.
Costumo dizer que metade da batalha está ganha se for escolhido um modelo de processo que consiga se moldar perfeitamente às peculiaridades do cliente. E de acordo com a abrangência das melhorias que se pretende promover na empresa, investir nos canais de comunicação interna pode ser vital, uma vez que os profissionais precisam estar envolvidos no processo e não apenas submetidos a ele.
Justamente porque a eficiência operacional não é o objetivo estratégico da empresa e sim o meio pelo qual este será alcançado, ela requer monitoramento constante. Acompanhar os processos de perto é a forma mais eficiente de mitigar riscos e garantir agilidade na resolução dos problemas. Com periodicidade pré-definida é importante checar se as prioridades estabelecidas ainda são válidas ou se é necessário reavaliar as metas, para melhor adequá-las às mudanças de cenário.
Ao analisar os resultados obtidos com a implementação desse tipo de projeto muitas empresas recorrem exclusivamente à equação “investimento x ROI” e nem sempre ela é a mais precisa. No momento imediatamente posterior à implantação de um projeto de eficiência operacional, é essencial considerar os soft benefits, benefícios que não podem ser traduzidos diretamente em aumento do faturamento, mas que por automatizarem processos ou aumentarem a satisfação dos clientes podem gerar resultados de negócio no médio prazo.
Manter positiva a balança comercial corporativa (alta produtividade com baixo custo) é uma jornada sem fim. Muitas empresas não dão o primeiro passo, pois não conseguem enxergar o final da estrada, mas se a jornada rumo à melhoria de processos é planejada com critério, o custo inicial e o investimento na capacitação dos profissionais serão seguramente recompensados. A persistência é o caminho para se atingir tudo aquilo que vale a pena. Como os indianos costumam dizer: “é preciso trabalhar para reduzir o trabalho”.
Ailtom Nascimento é vice-presidente comercial da Tata Consultancy Services do Brasil.
Por Ailtom Nascimento
“Excelência se alcança por meio de um longo e contínuo processo que requer, sobretudo, comprometimento. Mais do que uma aspiração, excelência é o ponto para o qual nossos passos se dirigem. Só assim seremos sempre líderes e nunca seguidores”. Essa afirmação do visionário Ratan Tata, Chairman do Grupo que leva seu sobrenome, reforça a ideia de que para aportar com êxito no destino é fundamental traçar muito bem as rotas a serem seguidas.
Para implementar técnicas gerenciais que tornam as operações mais eficientes, é necessário avaliar, em primeiro lugar, qual o posicionamento atual da empresa - e, de preferência, encomendar essa avaliação de fora da corporação para que o rigor e a imparcialidade sejam preservados. Após obter um retrato fiel dos processos em andamento e mapear o modo como os vários stakeholders se relacionam, provavelmente será necessário aprimorar a estratégia da companhia de modo a direcioná-la ao preenchimento das lacunas constatadas.
Saber se a organização que você dirige é um Jaguar ou um Jipe é essencial para escolher o caminho que lhe proporcionará mais vantagens competitivas. Importar processos da matriz ou seguir exemplos supostamente bensucedidos no mercado nem sempre atendem à demanda da sua empresa e podem, ao contrário, gerar ainda mais entraves.
Costumo dizer que metade da batalha está ganha se for escolhido um modelo de processo que consiga se moldar perfeitamente às peculiaridades do cliente. E de acordo com a abrangência das melhorias que se pretende promover na empresa, investir nos canais de comunicação interna pode ser vital, uma vez que os profissionais precisam estar envolvidos no processo e não apenas submetidos a ele.
Justamente porque a eficiência operacional não é o objetivo estratégico da empresa e sim o meio pelo qual este será alcançado, ela requer monitoramento constante. Acompanhar os processos de perto é a forma mais eficiente de mitigar riscos e garantir agilidade na resolução dos problemas. Com periodicidade pré-definida é importante checar se as prioridades estabelecidas ainda são válidas ou se é necessário reavaliar as metas, para melhor adequá-las às mudanças de cenário.
Ao analisar os resultados obtidos com a implementação desse tipo de projeto muitas empresas recorrem exclusivamente à equação “investimento x ROI” e nem sempre ela é a mais precisa. No momento imediatamente posterior à implantação de um projeto de eficiência operacional, é essencial considerar os soft benefits, benefícios que não podem ser traduzidos diretamente em aumento do faturamento, mas que por automatizarem processos ou aumentarem a satisfação dos clientes podem gerar resultados de negócio no médio prazo.
Manter positiva a balança comercial corporativa (alta produtividade com baixo custo) é uma jornada sem fim. Muitas empresas não dão o primeiro passo, pois não conseguem enxergar o final da estrada, mas se a jornada rumo à melhoria de processos é planejada com critério, o custo inicial e o investimento na capacitação dos profissionais serão seguramente recompensados. A persistência é o caminho para se atingir tudo aquilo que vale a pena. Como os indianos costumam dizer: “é preciso trabalhar para reduzir o trabalho”.
Ailtom Nascimento é vice-presidente comercial da Tata Consultancy Services do Brasil.
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010
Tecnologia e "Capital Intelectual": aliança de sucesso
Artigo no Fique Alerta – www.fiquealerta.net
Por Cesar Augusto Costa
Atualmente, recebemos informações de todas as formas e vindas de várias direções, ao mesmo tempo. Por meio de jornais, televisão, revistas, internet, rádio do carro, painéis luminosos e até mesmo pelo celular, nós recebemos uma carga enorme de informações sobre os mais variados assuntos. A questão é: estamos absorvendo tudo isto e adquirindo o conhecimento necessário?
Nessa linha de raciocínio, como empresas estão percebendo que adquirir este conhecimento pode trazer vantagem competitiva e diferencial. A este respeito, muitos funcionários estão empenhados na aquisição do "capital intelectual", e, consequentemente, trazem as mudanças e transformações para uma empresa, o mercado e a sociedade. Trata-se de um processo dinâmico e de contínuas mudanças. .
A tecnologia tem contribuído bastante neste quesito. Tanto para o macro como para o ambiente das micro Organizações, considerando-a como uma Ferramenta de apoio à decisão e, também, como uma maneira de colher informações gerencial de forma eficiente. A tecnologia define e trilha os caminhos "melhores" Rumo ao nível estratégico da organização. Diante da abreviação dos tempos e ao rápido acesso às informações, é premente contar com colaboradores comprometidos para Gerenciar o processo de forma sistêmica.
Ao contrário do que pensam alguns críticos de plantão, a implantação de um software de gestão não implica em perda de postos de trabalho. A tecnologia incorporada aos processos produtivos e aos fluxos de Tarefas de uma organização promove uma rotina de trabalho específica, aos colaboradores Oferecendo atividades AGREGUEM valor que ao produto e / ou serviço.
Aqueles que possuem o conhecimento Necessário para agregar valor às rotinas já incorporadas por Desenvolver acabam, naturalmente, novos fluxos e novas formas de pensar e agir dentro da própria organização. Ou seja, uma dupla dinâmica "tecnologia-capital intelectual", é, por assim dizer, muitas vezes, uma engrenagem que modifica não só o modo como se faz a geração de riqueza, mas também uma forma como se distribui e se consolida essa nova Visão organizacional.
É do conhecimento de todos que o sucesso de muitas empresas se dá pela vantagem competitiva Obtida exatamente pelo uso deste conhecimento. Não há dúvidas que o "capital intelectual acumula" e gera riquezas, cria "competência" e resultados positivos não só no individual Âmbito de quem o possui, mas, principalmente, no aspecto organizacional.
Assim, a implantação de um Sistema de Gestão Empresarial Juntamente com o conhecimento de seus colaboradores, sem dúvida, proporciona à empresa, além nos Processos da agilidade, uma otimização geral de toda uma organização. Com isso, o colaborador ganha tempo para refletir, Desenvolver e Criar soluções focadas na competência central da empresa. E mais um ciclo virtuoso se consolida!
Cesar Augusto Costa é Administrador de Empresas e Técnico em mecânica de precisão. Atua como consultor de negócios na ABC71 Soluções em Informática Ltda.
Por Cesar Augusto Costa
Atualmente, recebemos informações de todas as formas e vindas de várias direções, ao mesmo tempo. Por meio de jornais, televisão, revistas, internet, rádio do carro, painéis luminosos e até mesmo pelo celular, nós recebemos uma carga enorme de informações sobre os mais variados assuntos. A questão é: estamos absorvendo tudo isto e adquirindo o conhecimento necessário?
Nessa linha de raciocínio, como empresas estão percebendo que adquirir este conhecimento pode trazer vantagem competitiva e diferencial. A este respeito, muitos funcionários estão empenhados na aquisição do "capital intelectual", e, consequentemente, trazem as mudanças e transformações para uma empresa, o mercado e a sociedade. Trata-se de um processo dinâmico e de contínuas mudanças. .
A tecnologia tem contribuído bastante neste quesito. Tanto para o macro como para o ambiente das micro Organizações, considerando-a como uma Ferramenta de apoio à decisão e, também, como uma maneira de colher informações gerencial de forma eficiente. A tecnologia define e trilha os caminhos "melhores" Rumo ao nível estratégico da organização. Diante da abreviação dos tempos e ao rápido acesso às informações, é premente contar com colaboradores comprometidos para Gerenciar o processo de forma sistêmica.
Ao contrário do que pensam alguns críticos de plantão, a implantação de um software de gestão não implica em perda de postos de trabalho. A tecnologia incorporada aos processos produtivos e aos fluxos de Tarefas de uma organização promove uma rotina de trabalho específica, aos colaboradores Oferecendo atividades AGREGUEM valor que ao produto e / ou serviço.
Aqueles que possuem o conhecimento Necessário para agregar valor às rotinas já incorporadas por Desenvolver acabam, naturalmente, novos fluxos e novas formas de pensar e agir dentro da própria organização. Ou seja, uma dupla dinâmica "tecnologia-capital intelectual", é, por assim dizer, muitas vezes, uma engrenagem que modifica não só o modo como se faz a geração de riqueza, mas também uma forma como se distribui e se consolida essa nova Visão organizacional.
É do conhecimento de todos que o sucesso de muitas empresas se dá pela vantagem competitiva Obtida exatamente pelo uso deste conhecimento. Não há dúvidas que o "capital intelectual acumula" e gera riquezas, cria "competência" e resultados positivos não só no individual Âmbito de quem o possui, mas, principalmente, no aspecto organizacional.
Assim, a implantação de um Sistema de Gestão Empresarial Juntamente com o conhecimento de seus colaboradores, sem dúvida, proporciona à empresa, além nos Processos da agilidade, uma otimização geral de toda uma organização. Com isso, o colaborador ganha tempo para refletir, Desenvolver e Criar soluções focadas na competência central da empresa. E mais um ciclo virtuoso se consolida!
Cesar Augusto Costa é Administrador de Empresas e Técnico em mecânica de precisão. Atua como consultor de negócios na ABC71 Soluções em Informática Ltda.
terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
Volta às aulas sem estresse
Artigo no Fique Alerta – www.fiquealerta.net
Por Christian Barbosa
Com o término do Carnaval, a maioria das escolas que ainda estavam de férias normalizam suas atividades. Quando eu era criança, não via a hora das férias começarem, sem dúvida era a melhor época do ano. Agora que sou pai, não vejo a hora das férias terminarem.
O problema da volta às aulas não é apenas a questão da matrícula, uniforme e material escolar, que por natureza geram correria e estresse, mas tem também o dia-a-dia escolar, com as lições, trabalhos, provas, etc. É impressionante como ano a ano as professoras estão mais criativas e pedem cada vez mais coisas.
Este ano pediram uma foto do meu filho em várias épocas da sua vida, com os pais, só com o pai, só com a mãe e por aí vai. Irritante e chato termos de preparar tudo isso, não é verdade? E o que fazemos com as atividades chatas? Não fazemos e deixamos tudo para última hora, assim, esses afazeres se acumulam com o nosso trabalho e as outras tarefas de nossa vida. É muito difícil não ficarmos estressado com essa situação.
No meu livro de gestão de tempo para mulheres, Você Dona do Seu Tempo, essa foi uma das grandes preocupações das mães: como organizar a vida escolar dos filhos. Como fazer com que as crianças iniciem os bons hábitos de planejamento e organização? A resposta para isso é, em primeiro lugar, não transformar a administração do tempo e a ordem em uma atividade chata ou complexa. Ela deve ser para a criança e/ou adolescente, uma tarefa gostosa e que não se torne uma rotina. Quando bem feito o planejamento para crianças ajuda inclusive a aumentar o link familiar.
Para crianças acima dos 11 anos de idade, recomendo que você utilize a tecnologia como forma de envolvê-los. Toda criança a partir dessa idade já deve ser um heavy user de MSN, jogos online, e-mail, Orkut e outros, Então, por que não colocar a agenda escolar e os afazeres na Internet também? Você pode usar o Neotriad ou Google Calendar para isso.
O que deve ser colocado nessa agenda:
1 – Agende os compromissos fixos: horário das Aulas (compromissos), data de provas, data de atividades extra-curriculares com dia fixo (inglês, natação, etc) e aniversário dos colegas, passeios escolares, festas;
2 – Atividades antecipadas: estimule seu filho a criar uma tarefa com 2 a 3 dias de antecipação à data do evento principal. Por exemplo: se ele vai ter prova de história na quinta-feira, marque uma tarefa para a segunda-feira: “estudar para prova de história”, e assim por diante com trabalhos e outras atividades. Se a matéria para estudar for muito grande, divida em mais de um dia;
3 – Estimule a centralização: quando ele voltar da escola a primeira ação é passar tudo o que as professoras enviaram de atividades, trabalhos, compras, material, para o sistema. Assim ele começará a se organizar e não perderá as datas;
4 – Delegar tarefas para os pais: se a professora solicitar uma foto dos avós para ele levar à escola, ele precisará ir no sistema, criar uma tarefa e delegar para a mãe, com antecedência. Desta forma, você ficará sabendo o que precisa fazer antes da hora e ele criará a responsabilidade de delegar, entendendo que ele é o responsável pelo resultado final (entrega).
A agenda do seu filho deve ser compartilhada com a sua, assim tudo o que ele anotar será acompanhado por você. Inclua também o pai nesta intercalação de agendas, pois ele precisará estar a par do que acontece e, de vez em quando, realizar algumas das tarefas agendadas.
Se você estimular seu filho logo cedo, ele criará bons hábitos que o ajudarão na vida profissional. Com crianças pequenas (a partir dos 4 anos) também funciona, mas, neste caso, você precisa criar um quadro e colocar no quarto da criança para estimular esse “planejamento visual”. Vale ressaltar que a realização deste projeto familiar, além de eficaz, é uma ótima oportunidade de aproveitar os momentos ao lado do seu filho, quando ele não está na escola. Boa volta às aulas!
Christian Barbosa - Maior especialista no Brasil em administração de tempo e produtividade, é fundador da Triad PS, empresa multinacional especializada em programas e consultoria na área de produtividade, colaboração e administração do tempo. Autor dos livros A Tríade do Tempo e Você, Dona do Seu Tempo, Estou em Reunião e co-autor do Mais Tempo, Mais Dinheiro. www.triadedotempo.com.br e www.maistempo.com.br
Por Christian Barbosa
Com o término do Carnaval, a maioria das escolas que ainda estavam de férias normalizam suas atividades. Quando eu era criança, não via a hora das férias começarem, sem dúvida era a melhor época do ano. Agora que sou pai, não vejo a hora das férias terminarem.
O problema da volta às aulas não é apenas a questão da matrícula, uniforme e material escolar, que por natureza geram correria e estresse, mas tem também o dia-a-dia escolar, com as lições, trabalhos, provas, etc. É impressionante como ano a ano as professoras estão mais criativas e pedem cada vez mais coisas.
Este ano pediram uma foto do meu filho em várias épocas da sua vida, com os pais, só com o pai, só com a mãe e por aí vai. Irritante e chato termos de preparar tudo isso, não é verdade? E o que fazemos com as atividades chatas? Não fazemos e deixamos tudo para última hora, assim, esses afazeres se acumulam com o nosso trabalho e as outras tarefas de nossa vida. É muito difícil não ficarmos estressado com essa situação.
No meu livro de gestão de tempo para mulheres, Você Dona do Seu Tempo, essa foi uma das grandes preocupações das mães: como organizar a vida escolar dos filhos. Como fazer com que as crianças iniciem os bons hábitos de planejamento e organização? A resposta para isso é, em primeiro lugar, não transformar a administração do tempo e a ordem em uma atividade chata ou complexa. Ela deve ser para a criança e/ou adolescente, uma tarefa gostosa e que não se torne uma rotina. Quando bem feito o planejamento para crianças ajuda inclusive a aumentar o link familiar.
Para crianças acima dos 11 anos de idade, recomendo que você utilize a tecnologia como forma de envolvê-los. Toda criança a partir dessa idade já deve ser um heavy user de MSN, jogos online, e-mail, Orkut e outros, Então, por que não colocar a agenda escolar e os afazeres na Internet também? Você pode usar o Neotriad ou Google Calendar para isso.
O que deve ser colocado nessa agenda:
1 – Agende os compromissos fixos: horário das Aulas (compromissos), data de provas, data de atividades extra-curriculares com dia fixo (inglês, natação, etc) e aniversário dos colegas, passeios escolares, festas;
2 – Atividades antecipadas: estimule seu filho a criar uma tarefa com 2 a 3 dias de antecipação à data do evento principal. Por exemplo: se ele vai ter prova de história na quinta-feira, marque uma tarefa para a segunda-feira: “estudar para prova de história”, e assim por diante com trabalhos e outras atividades. Se a matéria para estudar for muito grande, divida em mais de um dia;
3 – Estimule a centralização: quando ele voltar da escola a primeira ação é passar tudo o que as professoras enviaram de atividades, trabalhos, compras, material, para o sistema. Assim ele começará a se organizar e não perderá as datas;
4 – Delegar tarefas para os pais: se a professora solicitar uma foto dos avós para ele levar à escola, ele precisará ir no sistema, criar uma tarefa e delegar para a mãe, com antecedência. Desta forma, você ficará sabendo o que precisa fazer antes da hora e ele criará a responsabilidade de delegar, entendendo que ele é o responsável pelo resultado final (entrega).
A agenda do seu filho deve ser compartilhada com a sua, assim tudo o que ele anotar será acompanhado por você. Inclua também o pai nesta intercalação de agendas, pois ele precisará estar a par do que acontece e, de vez em quando, realizar algumas das tarefas agendadas.
Se você estimular seu filho logo cedo, ele criará bons hábitos que o ajudarão na vida profissional. Com crianças pequenas (a partir dos 4 anos) também funciona, mas, neste caso, você precisa criar um quadro e colocar no quarto da criança para estimular esse “planejamento visual”. Vale ressaltar que a realização deste projeto familiar, além de eficaz, é uma ótima oportunidade de aproveitar os momentos ao lado do seu filho, quando ele não está na escola. Boa volta às aulas!
Christian Barbosa - Maior especialista no Brasil em administração de tempo e produtividade, é fundador da Triad PS, empresa multinacional especializada em programas e consultoria na área de produtividade, colaboração e administração do tempo. Autor dos livros A Tríade do Tempo e Você, Dona do Seu Tempo, Estou em Reunião e co-autor do Mais Tempo, Mais Dinheiro. www.triadedotempo.com.br e www.maistempo.com.br
domingo, 21 de fevereiro de 2010
Adorável Mundo Novo
Artigo no Fique Alerta – www.fiquealerta.net
Por Renato Leite Monteiro
A crescente conectividade entre sistemas de informação, a Internet e outras infraestruturas criam oportunidade para agressores desestabilizar telecomunicações, redes elétricas, linhas de transmissão, refinarias, sistemas financeiro e bancário e outras estruturas críticas. Nos últimos anos, muitas dessas situações ocorreram em diversos países do mundo, e o Brasil é suspeito de também ter sido um dos alvos.
Um ataque bem sucedido a um ator importante do sistema financeiro poderia impactar severamente a economia nacional e mundial, enquanto ataques cibernéticos contra computadores de infraestruturas físicas, como as que controlam sistemas de distribuição de energia e refinarias de óleo, têm o potencial de tornar inoperantes esses serviços por horas ou semanas.
A dependência dessas infraestruturas vulneráveis foi ressaltada recentemente pelo Presidente Obama no lançamento da sua política de revisão para o ciberespaço: “A infraestrutura digital, de comunicações, global e interconectada, conhecida como ciberespaço, encontra-se hoje em quase todos os aspectos da sociedade moderna e provê suporte crítico para a economia americana, infraestrutura cível, segurança pública e nacional. Ameaças ao ciberespaço podem ser encaradas hoje como um dos mais sérios desafios econômicos e de segurança nacional do século 21”.
Ao mesmo tempo em que as sociedades têm se tornado mais frágeis, as potenciais ameaças estão se expandindo, se diversificando e ficando mais difíceis de detectar. A capacidade para lançar ataques cibernéticos que podem corromper essas vulnerabilidades estratégicas está chegando ao limite, isto é, os avanços tecnológicos estão fortalecendo grupos e indivíduos para diretamente ameaçar a segurança nacional e a estabilidade global, quando colocam em risco infraestruturas críticas.
As motivações para os ataques podem variar desde intenções estratégicas até políticas, financeiras, vingativas ou simplesmente a procura de aventuras. Em termos simples, a ameaça para a segurança nacional e a estabilidade global não está mais confinada a outras nações e seus exércitos, podendo ser incluídos nesse rol grupos ou indivíduos poderosos, como terroristas, insurgentes, organizações criminosas e gangues.
William Crowell, ex-diretor assistente da Agência de Segurança Nacional dos EUA afirma que “Para evitar ou burlar completamente normas jurídicas internacionais sobre guerra, os países podem patrocinar, incentivar ou simplesmente tolerar ataques cibernéticos ou espionagem realizados por grupos privados contra seus inimigos”.
O impacto de um ataque cibernético a infraestruturas críticas de um Estado pode desestabilizar vários sistemas cruciais para o devido funcionamento da sociedade como nós a conhecemos. É importante frisar que esse cenário não é fruto da imaginação popular, mas algo que já está acontecendo, inclusive dentro do nosso próprio país. Entretanto, ainda não estamos habilitados a tomar as devidas medidas repressivas e de contra-ataque.
É necessária uma cooperação entre as esferas públicas e privadas para uma efetiva política de proteção contra essa novel modalidade criminosa. Nas palavras do Relatório de Criminologia Virtual de 2009, da empresa Mcafee: “O conflito cibernético internacional chegou ao ponto de não ser mais apenas uma teoria, mas uma ameaça significativa com a qual os países já estão lutando a portas fechadas”.
Renato Leite Monteiro é Advogado do escritório Opice Blum Advogados Associados. Mestrando em Direito Constitucional pela Universidade Federal do Ceará (UFC); Membro do Comitê de Crimes Eletrônicos da OAB-SP; Membro da Comissão de Informática Jurídica da OAB-CE; Professor da Pós-Graduação em Processo Civil da Escola Superior de Magistratura do Ceará (ESMEC).
Por Renato Leite Monteiro
A crescente conectividade entre sistemas de informação, a Internet e outras infraestruturas criam oportunidade para agressores desestabilizar telecomunicações, redes elétricas, linhas de transmissão, refinarias, sistemas financeiro e bancário e outras estruturas críticas. Nos últimos anos, muitas dessas situações ocorreram em diversos países do mundo, e o Brasil é suspeito de também ter sido um dos alvos.
Um ataque bem sucedido a um ator importante do sistema financeiro poderia impactar severamente a economia nacional e mundial, enquanto ataques cibernéticos contra computadores de infraestruturas físicas, como as que controlam sistemas de distribuição de energia e refinarias de óleo, têm o potencial de tornar inoperantes esses serviços por horas ou semanas.
A dependência dessas infraestruturas vulneráveis foi ressaltada recentemente pelo Presidente Obama no lançamento da sua política de revisão para o ciberespaço: “A infraestrutura digital, de comunicações, global e interconectada, conhecida como ciberespaço, encontra-se hoje em quase todos os aspectos da sociedade moderna e provê suporte crítico para a economia americana, infraestrutura cível, segurança pública e nacional. Ameaças ao ciberespaço podem ser encaradas hoje como um dos mais sérios desafios econômicos e de segurança nacional do século 21”.
Ao mesmo tempo em que as sociedades têm se tornado mais frágeis, as potenciais ameaças estão se expandindo, se diversificando e ficando mais difíceis de detectar. A capacidade para lançar ataques cibernéticos que podem corromper essas vulnerabilidades estratégicas está chegando ao limite, isto é, os avanços tecnológicos estão fortalecendo grupos e indivíduos para diretamente ameaçar a segurança nacional e a estabilidade global, quando colocam em risco infraestruturas críticas.
As motivações para os ataques podem variar desde intenções estratégicas até políticas, financeiras, vingativas ou simplesmente a procura de aventuras. Em termos simples, a ameaça para a segurança nacional e a estabilidade global não está mais confinada a outras nações e seus exércitos, podendo ser incluídos nesse rol grupos ou indivíduos poderosos, como terroristas, insurgentes, organizações criminosas e gangues.
William Crowell, ex-diretor assistente da Agência de Segurança Nacional dos EUA afirma que “Para evitar ou burlar completamente normas jurídicas internacionais sobre guerra, os países podem patrocinar, incentivar ou simplesmente tolerar ataques cibernéticos ou espionagem realizados por grupos privados contra seus inimigos”.
O impacto de um ataque cibernético a infraestruturas críticas de um Estado pode desestabilizar vários sistemas cruciais para o devido funcionamento da sociedade como nós a conhecemos. É importante frisar que esse cenário não é fruto da imaginação popular, mas algo que já está acontecendo, inclusive dentro do nosso próprio país. Entretanto, ainda não estamos habilitados a tomar as devidas medidas repressivas e de contra-ataque.
É necessária uma cooperação entre as esferas públicas e privadas para uma efetiva política de proteção contra essa novel modalidade criminosa. Nas palavras do Relatório de Criminologia Virtual de 2009, da empresa Mcafee: “O conflito cibernético internacional chegou ao ponto de não ser mais apenas uma teoria, mas uma ameaça significativa com a qual os países já estão lutando a portas fechadas”.
Renato Leite Monteiro é Advogado do escritório Opice Blum Advogados Associados. Mestrando em Direito Constitucional pela Universidade Federal do Ceará (UFC); Membro do Comitê de Crimes Eletrônicos da OAB-SP; Membro da Comissão de Informática Jurídica da OAB-CE; Professor da Pós-Graduação em Processo Civil da Escola Superior de Magistratura do Ceará (ESMEC).
sábado, 20 de fevereiro de 2010
Elas frente à administração financeira
Artigo no Fique Alerta – www.fiquealerta.net
Por Dora Ramos
Elas vieram para ficar. O mundo financeiro está cercado de todos os lados pelas mulheres. Em casa, na empresa, nas lojas, em todos os ambientes as mulheres mostram que se dão bem com dinheiro – e muito. O curioso é que muitas se destacam no gerenciamento das contas da casa ou de uma organização, mas, em contrapartida, quando o assunto é finança pessoal ou investimentos, a mulher ainda exibe suas fragilidades.
Uma pesquisa realizada com 2.096 mulheres no segundo semestre de 2009, pela Sophia Mind, empresa de inteligência de mercado e pesquisa do grupo Bolsa de Mulher, revelou algumas das principais características femininas na gestão financeira.
Segundo o estudo, 77% das mulheres decidem sozinhas pelas compras domésticas. Assim, elas costumam organizar a vida financeira com expectativas de relações duradouras, como se o parceiro fosse estar ao seu lado para sempre. Quanto à divisão dessas contas, apenas 39% delas dizem ajudar o parceiro nas despesas de casa, questão que cabe ao casal decidir.
Se em casa a administração é responsabilidade da confiança feminina, na vida pessoal o cenário é diferente. Em relação a aplicações, 46% afirmaram que investem com frequencia parte de sua renda, mas evitam passar por grandes apostas e demonstram maior aversão em correr riscos, comparado ao sexo masculino.
Além do cuidado no investimento, as mulheres tendem a não poupar. Ao longo de um ano, 54% afirmam investir nada ou bem pouco de sua renda e 43% das entrevistadas, entre 41 e 50 anos, disseram que ainda estão avaliando como se preparar para a aposentadoria.
Estes dados revelam o mau planejamento feminino em questões administrativas pessoais. É comum a mulher acabar esquecendo que é um ser independente e que precisa se organizar para tomar as rédeas de sua vida financeira, mesmo que tenha ao seu lado um parceiro que se dedique mais a este assunto. O plano comum é um casamento duradouro, mas nem sempre isto é uma realidade.
É fundamental que a mulher faça uma idealização de suas contas pessoais, para que não tenha problemas futuros. Programar a sua aposentadoria, por exemplo, é a base para a tranquilidade financeira na terceira idade. Nessa hora, o contador pode ser uma pessoa essencial para te orientar sobre qual a melhor forma de se aposentar sem que você tenha surpresas desagradáveis.
É necessário também, que a mulher ajude seu parceiro na hora de administrar as dívidas do lar, pois o casamento pode ser considerado como a união de dois orçamentos e de talentos, ou seja, se duas pessoas organizadas que tem um planejamento econômico e conseguem aplicá-lo, melhorarão em muitos aspectos as suas finanças e no caso de um dos dois ou ambos serem empresários, o casamento não terá um efeito negativo para a empresa.
Outra dica é elaborar um plano de negócio ou uma tabela, na qual são somados todos os gastos pessoais (prestações, contas a pagar, cartões de crédito, gasolina, lazer e alimentação, por exemplo), e assim se planejar com o salário que receberá no mês.
Procure não gastar mais do que ganha e nem deixar suas dividas acumularem. Se isto acontecer, controle as datas de vencimentos e os juros para que assim entre novamente no verde. Com as contas em dia fica mais fácil economizar para o futuro.
Ter um orçamento organizado e um controle financeiro são os pontos de partida, para a mulher e para o homem que deseja investir em algo lucrativo ou apenas equilibrar suas contas pessoais para não ficar no vermelho hoje e amanhã.
Dora Ramos atua no mercado contábil-administrativo há mais de vinte anos. É fundadora e diretora responsável pela Fharos Assessoria Empresarial. Para mais informações, acesse www.fharos.com.br.
Por Dora Ramos
Elas vieram para ficar. O mundo financeiro está cercado de todos os lados pelas mulheres. Em casa, na empresa, nas lojas, em todos os ambientes as mulheres mostram que se dão bem com dinheiro – e muito. O curioso é que muitas se destacam no gerenciamento das contas da casa ou de uma organização, mas, em contrapartida, quando o assunto é finança pessoal ou investimentos, a mulher ainda exibe suas fragilidades.
Uma pesquisa realizada com 2.096 mulheres no segundo semestre de 2009, pela Sophia Mind, empresa de inteligência de mercado e pesquisa do grupo Bolsa de Mulher, revelou algumas das principais características femininas na gestão financeira.
Segundo o estudo, 77% das mulheres decidem sozinhas pelas compras domésticas. Assim, elas costumam organizar a vida financeira com expectativas de relações duradouras, como se o parceiro fosse estar ao seu lado para sempre. Quanto à divisão dessas contas, apenas 39% delas dizem ajudar o parceiro nas despesas de casa, questão que cabe ao casal decidir.
Se em casa a administração é responsabilidade da confiança feminina, na vida pessoal o cenário é diferente. Em relação a aplicações, 46% afirmaram que investem com frequencia parte de sua renda, mas evitam passar por grandes apostas e demonstram maior aversão em correr riscos, comparado ao sexo masculino.
Além do cuidado no investimento, as mulheres tendem a não poupar. Ao longo de um ano, 54% afirmam investir nada ou bem pouco de sua renda e 43% das entrevistadas, entre 41 e 50 anos, disseram que ainda estão avaliando como se preparar para a aposentadoria.
Estes dados revelam o mau planejamento feminino em questões administrativas pessoais. É comum a mulher acabar esquecendo que é um ser independente e que precisa se organizar para tomar as rédeas de sua vida financeira, mesmo que tenha ao seu lado um parceiro que se dedique mais a este assunto. O plano comum é um casamento duradouro, mas nem sempre isto é uma realidade.
É fundamental que a mulher faça uma idealização de suas contas pessoais, para que não tenha problemas futuros. Programar a sua aposentadoria, por exemplo, é a base para a tranquilidade financeira na terceira idade. Nessa hora, o contador pode ser uma pessoa essencial para te orientar sobre qual a melhor forma de se aposentar sem que você tenha surpresas desagradáveis.
É necessário também, que a mulher ajude seu parceiro na hora de administrar as dívidas do lar, pois o casamento pode ser considerado como a união de dois orçamentos e de talentos, ou seja, se duas pessoas organizadas que tem um planejamento econômico e conseguem aplicá-lo, melhorarão em muitos aspectos as suas finanças e no caso de um dos dois ou ambos serem empresários, o casamento não terá um efeito negativo para a empresa.
Outra dica é elaborar um plano de negócio ou uma tabela, na qual são somados todos os gastos pessoais (prestações, contas a pagar, cartões de crédito, gasolina, lazer e alimentação, por exemplo), e assim se planejar com o salário que receberá no mês.
Procure não gastar mais do que ganha e nem deixar suas dividas acumularem. Se isto acontecer, controle as datas de vencimentos e os juros para que assim entre novamente no verde. Com as contas em dia fica mais fácil economizar para o futuro.
Ter um orçamento organizado e um controle financeiro são os pontos de partida, para a mulher e para o homem que deseja investir em algo lucrativo ou apenas equilibrar suas contas pessoais para não ficar no vermelho hoje e amanhã.
Dora Ramos atua no mercado contábil-administrativo há mais de vinte anos. É fundadora e diretora responsável pela Fharos Assessoria Empresarial. Para mais informações, acesse www.fharos.com.br.
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010
Mais uma polêmica resolução da Anvisa
Artigo no Fique Alerta – www.fiquealerta.net
Por Antonio Gonçalves
Mais uma resolução da Anvisa gera polêmica. Pouco depois de obrigar os laboratórios a informarem a entidade sobre qualquer queixa de efeito adverso relacionado aos seus medicamentos, agora toda a rede de farmácias do país deve manter atrás do balcão os medicamentos que não necessitem de prescrição médica, tais como analgésicos, antiácidos, etc. E mais: estão proibidas de vender produtos de conveniência.
Mal entrou em vigor a resolução e já há rejeição por parte das farmácias porque, apesar de não ser o objetivo de uma farmácia vender estes tipos de produtos, eles servem de chamariz para atrair a clientela e assim diversificar a fonte de renda.
Os produtos de conveniência acabam por subsidiar o baixo preço dos medicamentos e sua proibição poderia gerar uma queda do movimento gerado já que o consumidor pode ser atraído pelo produto como complemento ao objetivo principal que era adquirir o remédio. Isso sem contar os consumidores de cidades pequenas que muitas vezes dependem das farmácias para adquirir esses produtos nos feriados e fora do horário de expediente do comércio.
Além do mais, cerca de 15 mil farmácias funcionam como serviços bancários e cidades pequenas onde há falta de agências bancárias poderá gerar um transtorno ainda maior.
No mundo todo, a tendência das farmácias é aumentar a facilidade do consumidor e com essa medida o país vai no sentido contrário, a partir do momento em que se estabelece multa para quem descumprir a lei.
O alto valor dessa multa inibirá a obtenção dessa renda complementar, inclusive poderá trazer um ônus maior ao proprietário, pois este terá de investir no incremento de pessoal para atender a população que deseja adquirir os medicamentos retirados das gôndolas, o que pode gerar inclusive um descontentamento do próprio consumidor, porque este terá de pedir o medicamento no balcão, o que pode ensejar a criação de filas e uma longa demora que até então não existia.
Será que a função da Anvisa é facilitar a vida das pessoas que freqüentam as farmácias ou dificultar o proprietário dos estabelecimentos comerciais?
A Anvisa deveria se preocupar com questões muito mais urgentes como a fiscalização da nova resolução que prevê a informação de efeitos colaterais não previstos em bula pelos laboratórios.
Seria mais conveniente para a Anvisa impingir uma multa aos laboratórios? A resposta parece ser negativa, afinal, a Anvisa preferiu onerar o pequeno empresário ao invés da industria farmacológica.
A função do órgão fiscalizador é produzir uma melhor qualidade aos consumidores e não dificultar o acesso e onerar ainda mais as farmácias. Já é chegada a hora da Anvisa cumprir com seu papel normativo, isto é, fiscalizar os grandes laboratórios, e que se cumpra sua função social.
Antonio Gonçalves é advogado criminalista e membro da Association Internationale de Droit Pénal - AIDP. Pós-graduado em Direito Penal - Teoria dos Delitos (Universidade de Salamanca - Espanha). Mestre em Filosofia do Direito e Doutorando pela PUC-SP. É especialista em Direito Penal Empresarial Europeu pela Universidade de Coimbra (Portugal); em Criminologia Internacional: ênfase em Novas armas contra o terrorismo pelo Istituto Superiore Internazionale di Scienze Criminali, Siracusa (Itália); Fundador da banca Antonio Gonçalves Advogados Associados, é autor, co-autor e coordenador de diversas obras, entre elas, "Quando os avanços parecem retrocessos -Um estudo comparativo do Código Civil de 2002 e do Código Penal com os grandes Códigos da História" (Manole, 2007).
Por Antonio Gonçalves
Mais uma resolução da Anvisa gera polêmica. Pouco depois de obrigar os laboratórios a informarem a entidade sobre qualquer queixa de efeito adverso relacionado aos seus medicamentos, agora toda a rede de farmácias do país deve manter atrás do balcão os medicamentos que não necessitem de prescrição médica, tais como analgésicos, antiácidos, etc. E mais: estão proibidas de vender produtos de conveniência.
Mal entrou em vigor a resolução e já há rejeição por parte das farmácias porque, apesar de não ser o objetivo de uma farmácia vender estes tipos de produtos, eles servem de chamariz para atrair a clientela e assim diversificar a fonte de renda.
Os produtos de conveniência acabam por subsidiar o baixo preço dos medicamentos e sua proibição poderia gerar uma queda do movimento gerado já que o consumidor pode ser atraído pelo produto como complemento ao objetivo principal que era adquirir o remédio. Isso sem contar os consumidores de cidades pequenas que muitas vezes dependem das farmácias para adquirir esses produtos nos feriados e fora do horário de expediente do comércio.
Além do mais, cerca de 15 mil farmácias funcionam como serviços bancários e cidades pequenas onde há falta de agências bancárias poderá gerar um transtorno ainda maior.
No mundo todo, a tendência das farmácias é aumentar a facilidade do consumidor e com essa medida o país vai no sentido contrário, a partir do momento em que se estabelece multa para quem descumprir a lei.
O alto valor dessa multa inibirá a obtenção dessa renda complementar, inclusive poderá trazer um ônus maior ao proprietário, pois este terá de investir no incremento de pessoal para atender a população que deseja adquirir os medicamentos retirados das gôndolas, o que pode gerar inclusive um descontentamento do próprio consumidor, porque este terá de pedir o medicamento no balcão, o que pode ensejar a criação de filas e uma longa demora que até então não existia.
Será que a função da Anvisa é facilitar a vida das pessoas que freqüentam as farmácias ou dificultar o proprietário dos estabelecimentos comerciais?
A Anvisa deveria se preocupar com questões muito mais urgentes como a fiscalização da nova resolução que prevê a informação de efeitos colaterais não previstos em bula pelos laboratórios.
Seria mais conveniente para a Anvisa impingir uma multa aos laboratórios? A resposta parece ser negativa, afinal, a Anvisa preferiu onerar o pequeno empresário ao invés da industria farmacológica.
A função do órgão fiscalizador é produzir uma melhor qualidade aos consumidores e não dificultar o acesso e onerar ainda mais as farmácias. Já é chegada a hora da Anvisa cumprir com seu papel normativo, isto é, fiscalizar os grandes laboratórios, e que se cumpra sua função social.
Antonio Gonçalves é advogado criminalista e membro da Association Internationale de Droit Pénal - AIDP. Pós-graduado em Direito Penal - Teoria dos Delitos (Universidade de Salamanca - Espanha). Mestre em Filosofia do Direito e Doutorando pela PUC-SP. É especialista em Direito Penal Empresarial Europeu pela Universidade de Coimbra (Portugal); em Criminologia Internacional: ênfase em Novas armas contra o terrorismo pelo Istituto Superiore Internazionale di Scienze Criminali, Siracusa (Itália); Fundador da banca Antonio Gonçalves Advogados Associados, é autor, co-autor e coordenador de diversas obras, entre elas, "Quando os avanços parecem retrocessos -Um estudo comparativo do Código Civil de 2002 e do Código Penal com os grandes Códigos da História" (Manole, 2007).
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010
Mais que um Professor
Artigo no Fique Alerta – www.fiquealerta.net
Por Eduardo Shinyashiki
Educação é a base para o desenvolvimento de qualquer nação, dessa forma, o professor torna-se peça chave na formação do ser social, é ele quem vai guiar a produção do conhecimento e o futuro profissional e acadêmico de cada criança.
No entanto, uma recente notícia sobre professores alarmou pais e estudantes. A Secretaria da Educação de São Paulo anunciou que usará professores reprovados em exames para ministrar aulas no ensino básico. O sindicato do setor anunciou ainda que esses professores irão para as periferias da capital, onde o desempenho dos alunos é abaixo da média nacional.
Segundo dados da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS), do Ministério do Trabalho e Emprego, 80% dos professores ativos no Brasil participam da educação básica, ou seja, educação infantil, ensino fundamental e ensino médio.
Para solucionar esse problema, é preciso primeiro ter presente que o professor é muito mais que um transmissor de conhecimentos. É ele também que irá estimular a criança a ter características exigidas pelo mercado de trabalho. Em uma de minhas palestras, em específico a realizada na UNESCO, para educadores, lembro-me que iniciei a reflexão com a seguinte pergunta: “quais as qualidades exigidas a um cidadão em uma entrevista para emprego?“.
Muitos falaram, ao mesmo tempo, vários atributos. Liderança, comunicação, trabalhar em equipe, iniciativa, criatividade, flexibilidade entre outras. Foram inúmeras as características citadas pelos participantes da palestra e todas elas se encaixam no perfil selecionado pelas empresas. Respondi então a eles com uma segunda pergunta: “Nós como educadores estamos colocando dentro da sala de aula estas qualidades?
Foi quando disse a todos: “Se não estivermos fazendo isto como uma prática dentro da sala de aula, nós estaremos engrossando a fila dos desempregados”. Pois é exatamente esse questionamento que o docente pode fazer a si mesmo.
O papel do educador dentro e fora da sala de aula é de extrema importância para os alunos. O professor é um dos principais líderes da vida de uma criança, é ele que, juntamente com os pais, vai influenciar diretamente no desenvolvimento delas. Ele irá conduzir os alunos rumo ao conhecimento e a sabedoria.
A escola é o primeiro ambiente que a criança encontra fora da família, e o mestre será uma das pontes mais importantes de transição da infância para a vida adulta. Nesse sentido, o docente deverá ser um bom exemplo e passar a sua melhor característica para os alunos, agindo como um cidadão ético e responsável, ciente de sua missão de transmitir valores para um futuro profissional.
As rápidas mudanças podem afetar alguns setores da sociedade, e a educação não está exclusa deste cenário. Assim, o professor deve enfrentar grandes desafios em sua profissão, além de se especializar para comunicar o conhecimento, ele precisa estar atento em transmitir mais que isso, é preciso mostrar aos pequenos que motivação e qualidades devem crescer dentro nós e nunca se perder em meio aos problemas da vida.
Os grandes professores que se permitem ensinar e transmitir o amor e a dedicação nos marcam de forma positiva, deixam resultados perenes e transmitem de forma inequívoca valores e ideais, promovendo uma verdadeira transformação na vida de cada pessoa.
Eduardo Shinyashiki é consultor, palestrante e diretor da Sociedade Cre Ser Treinamentos. Autor do livro Viva Como Você quer Viver, da Editora Gente. Para mais informações, acesse www.edushin.com.br.
Por Eduardo Shinyashiki
Educação é a base para o desenvolvimento de qualquer nação, dessa forma, o professor torna-se peça chave na formação do ser social, é ele quem vai guiar a produção do conhecimento e o futuro profissional e acadêmico de cada criança.
No entanto, uma recente notícia sobre professores alarmou pais e estudantes. A Secretaria da Educação de São Paulo anunciou que usará professores reprovados em exames para ministrar aulas no ensino básico. O sindicato do setor anunciou ainda que esses professores irão para as periferias da capital, onde o desempenho dos alunos é abaixo da média nacional.
Segundo dados da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS), do Ministério do Trabalho e Emprego, 80% dos professores ativos no Brasil participam da educação básica, ou seja, educação infantil, ensino fundamental e ensino médio.
Para solucionar esse problema, é preciso primeiro ter presente que o professor é muito mais que um transmissor de conhecimentos. É ele também que irá estimular a criança a ter características exigidas pelo mercado de trabalho. Em uma de minhas palestras, em específico a realizada na UNESCO, para educadores, lembro-me que iniciei a reflexão com a seguinte pergunta: “quais as qualidades exigidas a um cidadão em uma entrevista para emprego?“.
Muitos falaram, ao mesmo tempo, vários atributos. Liderança, comunicação, trabalhar em equipe, iniciativa, criatividade, flexibilidade entre outras. Foram inúmeras as características citadas pelos participantes da palestra e todas elas se encaixam no perfil selecionado pelas empresas. Respondi então a eles com uma segunda pergunta: “Nós como educadores estamos colocando dentro da sala de aula estas qualidades?
Foi quando disse a todos: “Se não estivermos fazendo isto como uma prática dentro da sala de aula, nós estaremos engrossando a fila dos desempregados”. Pois é exatamente esse questionamento que o docente pode fazer a si mesmo.
O papel do educador dentro e fora da sala de aula é de extrema importância para os alunos. O professor é um dos principais líderes da vida de uma criança, é ele que, juntamente com os pais, vai influenciar diretamente no desenvolvimento delas. Ele irá conduzir os alunos rumo ao conhecimento e a sabedoria.
A escola é o primeiro ambiente que a criança encontra fora da família, e o mestre será uma das pontes mais importantes de transição da infância para a vida adulta. Nesse sentido, o docente deverá ser um bom exemplo e passar a sua melhor característica para os alunos, agindo como um cidadão ético e responsável, ciente de sua missão de transmitir valores para um futuro profissional.
As rápidas mudanças podem afetar alguns setores da sociedade, e a educação não está exclusa deste cenário. Assim, o professor deve enfrentar grandes desafios em sua profissão, além de se especializar para comunicar o conhecimento, ele precisa estar atento em transmitir mais que isso, é preciso mostrar aos pequenos que motivação e qualidades devem crescer dentro nós e nunca se perder em meio aos problemas da vida.
Os grandes professores que se permitem ensinar e transmitir o amor e a dedicação nos marcam de forma positiva, deixam resultados perenes e transmitem de forma inequívoca valores e ideais, promovendo uma verdadeira transformação na vida de cada pessoa.
Eduardo Shinyashiki é consultor, palestrante e diretor da Sociedade Cre Ser Treinamentos. Autor do livro Viva Como Você quer Viver, da Editora Gente. Para mais informações, acesse www.edushin.com.br.
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010
Gerar valor ao invés de vitórias
Artigo no Fique Alerta – www.fiquealerta.net
Por Leonardo Corrêa
Os próximos seis anos prometem. Teremos a Copa do Mundo no Brasil em 2014 e as Olimpíadas no Rio de Janeiro em 2016. Esses dois eventos movimentarão fortemente a economia brasileira e, principalmente, a carioca. Empreendedores, com muito otimismo e a cabeça fervendo de idéias, firmarão os mais diversos contratos. Alguns deles serão descumpridos, outros enfrentarão adaptações que, em muitos casos, darão origem a acordos absolutamente novos e diferentes dos originais.
A explosão de negócios em um ambiente de excessivo otimismo e euforia é a receita clássica para desavenças futuras. Nesse cenário, é importante que os negociadores mantenham a serenidade durante toda a vida da relação comercial. Só assim será possível minimizar os riscos de se firmar um “negócio miragem”.
Explico melhor: excessos de otimismo e de euforia distorcem a percepção, levando a uma análise negligente dos reais anseios e aspirações de cada parte. Chamo de negócio miragem, portanto, um acordo qualquer onde os contratantes, cegos pelas perspectivas positivas, não enxergam os reais objetivos da outra parte, preferindo acreditar em uma fantasia.
Quando o entusiasmo passa a enfrentar a realidade da implementação do negócio (ou o “dia a dia”), invariavelmente surgem conflitos e frustrações capazes de modificar completamente o humor das partes, e, muitas vezes, recentes parceiros transformam-se em ferrenhos inimigos. Conflitos e frustrações, assim, são subprodutos de negociações excessivamente eufóricas e entorpecidamente otimistas. Dependendo do grau de ilusão resultante do estado emocional no momento da contratação e, principalmente, da personalidade dos contratantes, um desentendimento pode desencadear uma desconfiança crônica.
A escalada dos conflitos é, invariavelmente, o prenúncio de uma fase que os norte-americanos chamam de “blame-game” – onde as partes se acusam mutuamente, perdendo completamente a capacidade de buscar alternativas viáveis. Todos passam a se sentir enganados e não reconhecem que, na realidade, eles são os personagens principais do enredo, contribuindo, de alguma forma, para o desfecho infeliz.
O quadro pode evoluir para o estado de “guerra”, declarada formalmente com variantes da conhecida frase: “de agora em diante você só fala com o meu advogado”. Entram em cena, nesse momento, alguns personagens novos (os advogados) que, tradicionalmente, foram treinados nas universidades e talhados nos escritórios para “matar”. E, assim, o “blame-game” ganha, nesse momento, litros de querosene para aumentar e expandir o incêndio.
Mas, por sorte, nem sempre a questão evolui dessa forma. Por talento, experiência ou curiosidade, alguns advogados aprenderam a adotar uma postura diferente da litigiosidade clássica, de modo a aproveitar essas situações para ambas as partes. A base dessa postura diferenciada consiste, primeiramente, na criação de uma barreira de proteção para a emoção dos clientes.
O advogado não deve, em hipótese alguma, se deixar contaminar pelas emoções em um processo de “demonização” da outra parte. Para fugir dessa tentação é fundamental se ter em mente que “matar raramente é a melhor solução”, ou, arrisco dizer, “matar não é solução, é ato extremo admitido, apenas, na ausência de alternativas e em legítima defesa”.
Devemos, sempre, recorrer à racionalidade para minimizar os riscos de adotar uma medida calcada em reação emocional instintiva. Nos casos específicos das disputas comerciais, a racionalidade é representada por raciocínios que levem em consideração: custo-benefício, continuidade da relação comercial, possibilidades de minimizar os prejuízos, ou, ainda, chances de ganho até então negligenciadas.
Isso não quer dizer, por outro lado, que o papel do advogado seja desaconselhar a disputa com frases do tipo “mais vale um mau acordo do que uma boa demanda”. Muito pelo contrário, a função do advogado é sempre encarar e mergulhar na disputa, nos seus fatos e nas suas causas, só assim ele poderá avaliar corretamente a situação. O que mudará, na realidade, serão a sua postura e perspectiva voltadas para a solução do conflito. Essa mudança não é difícil, bastando manter sempre em mente a seguinte idéia: raramente uma disputa comercial será um “jogo de matar ou morrer”.
Além disso, por mais paradoxal que possa parecer, mesmo em uma disputa é preciso tentar manter certo otimismo em relação à outra parte, pois, de outra forma, uma solução negocial se torna praticamente impossível.
Torna-se fundamental, assim, entender as razões da disputa e as possibilidades de lado a lado, para, com isso, buscar alternativas que possibilitem um ganho para ambas as partes, ou, pelo menos, um mínimo de satisfação com a solução do conflito. Esse será o papel do advogado brasileiro especialista em disputas nos próximos anos.
Teremos de reinventar a nossa forma de trabalhar, eliminar vícios e fugir do “matar ou morrer”. Teremos de apreender sobre negócios e ser mais curiosos sobre os fatos que permearam toda a relação comercial desde a contratação. Teremos, enfim, que tentar gerar valor ao invés de vitórias.
Leonardo Corrêa é Mestre em Direito (LL.M) pela Universidade de Pensilvânia (EUA) e advogado do escritório Machado, Meyer, Sendacz e Opice.
Por Leonardo Corrêa
Os próximos seis anos prometem. Teremos a Copa do Mundo no Brasil em 2014 e as Olimpíadas no Rio de Janeiro em 2016. Esses dois eventos movimentarão fortemente a economia brasileira e, principalmente, a carioca. Empreendedores, com muito otimismo e a cabeça fervendo de idéias, firmarão os mais diversos contratos. Alguns deles serão descumpridos, outros enfrentarão adaptações que, em muitos casos, darão origem a acordos absolutamente novos e diferentes dos originais.
A explosão de negócios em um ambiente de excessivo otimismo e euforia é a receita clássica para desavenças futuras. Nesse cenário, é importante que os negociadores mantenham a serenidade durante toda a vida da relação comercial. Só assim será possível minimizar os riscos de se firmar um “negócio miragem”.
Explico melhor: excessos de otimismo e de euforia distorcem a percepção, levando a uma análise negligente dos reais anseios e aspirações de cada parte. Chamo de negócio miragem, portanto, um acordo qualquer onde os contratantes, cegos pelas perspectivas positivas, não enxergam os reais objetivos da outra parte, preferindo acreditar em uma fantasia.
Quando o entusiasmo passa a enfrentar a realidade da implementação do negócio (ou o “dia a dia”), invariavelmente surgem conflitos e frustrações capazes de modificar completamente o humor das partes, e, muitas vezes, recentes parceiros transformam-se em ferrenhos inimigos. Conflitos e frustrações, assim, são subprodutos de negociações excessivamente eufóricas e entorpecidamente otimistas. Dependendo do grau de ilusão resultante do estado emocional no momento da contratação e, principalmente, da personalidade dos contratantes, um desentendimento pode desencadear uma desconfiança crônica.
A escalada dos conflitos é, invariavelmente, o prenúncio de uma fase que os norte-americanos chamam de “blame-game” – onde as partes se acusam mutuamente, perdendo completamente a capacidade de buscar alternativas viáveis. Todos passam a se sentir enganados e não reconhecem que, na realidade, eles são os personagens principais do enredo, contribuindo, de alguma forma, para o desfecho infeliz.
O quadro pode evoluir para o estado de “guerra”, declarada formalmente com variantes da conhecida frase: “de agora em diante você só fala com o meu advogado”. Entram em cena, nesse momento, alguns personagens novos (os advogados) que, tradicionalmente, foram treinados nas universidades e talhados nos escritórios para “matar”. E, assim, o “blame-game” ganha, nesse momento, litros de querosene para aumentar e expandir o incêndio.
Mas, por sorte, nem sempre a questão evolui dessa forma. Por talento, experiência ou curiosidade, alguns advogados aprenderam a adotar uma postura diferente da litigiosidade clássica, de modo a aproveitar essas situações para ambas as partes. A base dessa postura diferenciada consiste, primeiramente, na criação de uma barreira de proteção para a emoção dos clientes.
O advogado não deve, em hipótese alguma, se deixar contaminar pelas emoções em um processo de “demonização” da outra parte. Para fugir dessa tentação é fundamental se ter em mente que “matar raramente é a melhor solução”, ou, arrisco dizer, “matar não é solução, é ato extremo admitido, apenas, na ausência de alternativas e em legítima defesa”.
Devemos, sempre, recorrer à racionalidade para minimizar os riscos de adotar uma medida calcada em reação emocional instintiva. Nos casos específicos das disputas comerciais, a racionalidade é representada por raciocínios que levem em consideração: custo-benefício, continuidade da relação comercial, possibilidades de minimizar os prejuízos, ou, ainda, chances de ganho até então negligenciadas.
Isso não quer dizer, por outro lado, que o papel do advogado seja desaconselhar a disputa com frases do tipo “mais vale um mau acordo do que uma boa demanda”. Muito pelo contrário, a função do advogado é sempre encarar e mergulhar na disputa, nos seus fatos e nas suas causas, só assim ele poderá avaliar corretamente a situação. O que mudará, na realidade, serão a sua postura e perspectiva voltadas para a solução do conflito. Essa mudança não é difícil, bastando manter sempre em mente a seguinte idéia: raramente uma disputa comercial será um “jogo de matar ou morrer”.
Além disso, por mais paradoxal que possa parecer, mesmo em uma disputa é preciso tentar manter certo otimismo em relação à outra parte, pois, de outra forma, uma solução negocial se torna praticamente impossível.
Torna-se fundamental, assim, entender as razões da disputa e as possibilidades de lado a lado, para, com isso, buscar alternativas que possibilitem um ganho para ambas as partes, ou, pelo menos, um mínimo de satisfação com a solução do conflito. Esse será o papel do advogado brasileiro especialista em disputas nos próximos anos.
Teremos de reinventar a nossa forma de trabalhar, eliminar vícios e fugir do “matar ou morrer”. Teremos de apreender sobre negócios e ser mais curiosos sobre os fatos que permearam toda a relação comercial desde a contratação. Teremos, enfim, que tentar gerar valor ao invés de vitórias.
Leonardo Corrêa é Mestre em Direito (LL.M) pela Universidade de Pensilvânia (EUA) e advogado do escritório Machado, Meyer, Sendacz e Opice.
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
Quantas pessoas conhecem você?
Artigo no Fique Alerta – www.fiquealerta.net
Por Carlos Cruz
Ter nas mãos uma lista de contatos é apenas um detalhe, já que não importa quantas pessoas você conhece, e sim, quantas sabem quem e o que você é. O Networking é hoje, sem dúvida, um dos grandes meios para alcançar melhores resultados nos negócios. Em um mundo cada vez mais competitivo, conhecer pessoas, manter relações saudáveis com companheiros de trabalho e estar atento aos acontecimentos é fundamental para quem pretende se destacar em sua área de atuação e explorar oportunidades.
Assim é imprescindível cultivar a rede de relacionamentos que em determinado momento pode ser muito útil, já que nem sempre somos capazes de encontrar oportunidades sozinhos. Mas, por outro lado, é fundamental estarmos dispostos a ajudar e apoiar as pessoas que nos relacionamos. Lembro que, quando iniciei minha vida profissional como empreendedor ministrando palestras e treinamentos, possuía apenas alguns contatos de amigos pessoais e colegas conquistados ao longo de minha vida, e foi exatamente com essas pessoas que alcancei minhas primeiras oportunidades.
Eles confiaram no meu esforço e, acima de tudo, me apoiaram na realização do meu sonho. Pronto, tudo começou a dar certo. Claro que precisei fazer a minha parte porque a maioria deles me conhecia na vida pessoal. Até hoje meus melhores clientes são aqueles da minha rede de relacionamentos.
O processo da comunicação de formar redes sociais é a evolução de uma teoria criada no fim da década de 60 pelo psicólogo social Stanley Milgram. Ele buscou resposta para as questões: como os seres humanos de relacionam? Pertencemos a mundos separados, agindo simultaneamente, mas de forma autônoma, a ponto de serem raros e distantes os vínculos entre duas pessoas, em qualquer lugar do planeta? Ou estamos todos unidos numa grande e entrosada rede?
Milgram comprovou por meio de uma experiência que são necessários apenas seis laços de amizade para que duas pessoas quaisquer, em qualquer lugar do mundo, estejam interligadas, o que torna verídica a hipótese de se conseguir um trabalho em determinada empresa por simples indicação. É preciso conhecer alguém, que conhece alguém, que conhece outro alguém, que trabalhe na empresa.
A Teoria dos Seis Graus de Separação, entretanto, não depende somente do querer. A questão é que, geralmente, as pessoas começam a pensar na sua rede de relacionamentos somente quando precisam de algo e se esquecem que elas próprias podem ser contatos importantes para os outros. Então, reflita: como é a sua disponibilidade para apoiar outras pessoas quando elas precisam de ajuda, alta ou baixa? Hoje seus contatos são reflexos dos seus comportamentos, se você é daqueles que apenas liga para pedir algo, ao invés de bater um papo desinteressado e informal, convidar para uma festa ou até mesmo parabenizar pelo aniversário, as pessoas te rotularão como um interesseiro. É importante estar disposto a ajudar, para ter ajuda à disposição. A reciprocidade é o equilíbrio das relações, um depende do outro e vice-versa.
O diferencial que nasce quando se cria afinidades com o próximo é ganhar a sua preferência. Vamos supor que um parceiro de trabalho é o responsável para escolher alguém que preencherá um bom cargo dentro da empresa. Ter a confiança dessa pessoa é o primeiro e decisivo passo para ser indicado por ele a tal oportunidade. Podemos ver nessa situação que criar boas relações não se trata simplesmente de estabelecer laços de comum amizade. Ganhar um contato é provar para ele que você está disposto a aceitar novos desafios, é mostrar que você é digno de crédito, confiança e atenção, pois tem capacidade de contribuir com seu potencial.
Para começar a fomentar uma rede de relacionamentos, pegue sua lista de contatos e responda a seguinte pergunta para cada um dos listados: Como posso agregar valor a ela? Como essa pessoa pode me ajudar a conseguir uma oportunidade de trabalho? Posso ser sincero com ela e pedir uma indicação ou uma dica? Em caso positivo, contate-a imediatamente. Dê preferência, faça uma visita a ela. Sua aproximação deve ser feita com o objetivo de expor as suas qualidades, para quando surgir uma oportunidade você seja o primeiro a ser lembrado.
Outro ponto importante é saber definir quem serão esses contatos aos quais poderá contar. Não basta informar qualquer pessoa, é preciso transmitir as informações para a pessoa certa, aquela que realmente poderá utilizá-la para concretizar algo que lhe ajudará.
Vale lembrar que o ser humano é um ser gregário, ou seja, depende e muito dos seus semelhantes para garantir sua subsistência, desde a época das cavernas. Portanto, o networking é fundamental para alcançarmos objetivos por meio da rede de relacionamentos. Muito mais do que ferramentas para buscar novas frentes de trabalho, o profissional deve se preocupar com quem ele quer se relacionar e onde vai fazer isso para conseguir vislumbrar oportunidades.
Carlos Cruz atua como Coach Executivo e de Equipes, Conferencista em Desenvolvimento Humano e Diretor da UP TREINAMENTOS & CONSULTORIA - www.carloscruz.com.br
Por Carlos Cruz
Ter nas mãos uma lista de contatos é apenas um detalhe, já que não importa quantas pessoas você conhece, e sim, quantas sabem quem e o que você é. O Networking é hoje, sem dúvida, um dos grandes meios para alcançar melhores resultados nos negócios. Em um mundo cada vez mais competitivo, conhecer pessoas, manter relações saudáveis com companheiros de trabalho e estar atento aos acontecimentos é fundamental para quem pretende se destacar em sua área de atuação e explorar oportunidades.
Assim é imprescindível cultivar a rede de relacionamentos que em determinado momento pode ser muito útil, já que nem sempre somos capazes de encontrar oportunidades sozinhos. Mas, por outro lado, é fundamental estarmos dispostos a ajudar e apoiar as pessoas que nos relacionamos. Lembro que, quando iniciei minha vida profissional como empreendedor ministrando palestras e treinamentos, possuía apenas alguns contatos de amigos pessoais e colegas conquistados ao longo de minha vida, e foi exatamente com essas pessoas que alcancei minhas primeiras oportunidades.
Eles confiaram no meu esforço e, acima de tudo, me apoiaram na realização do meu sonho. Pronto, tudo começou a dar certo. Claro que precisei fazer a minha parte porque a maioria deles me conhecia na vida pessoal. Até hoje meus melhores clientes são aqueles da minha rede de relacionamentos.
O processo da comunicação de formar redes sociais é a evolução de uma teoria criada no fim da década de 60 pelo psicólogo social Stanley Milgram. Ele buscou resposta para as questões: como os seres humanos de relacionam? Pertencemos a mundos separados, agindo simultaneamente, mas de forma autônoma, a ponto de serem raros e distantes os vínculos entre duas pessoas, em qualquer lugar do planeta? Ou estamos todos unidos numa grande e entrosada rede?
Milgram comprovou por meio de uma experiência que são necessários apenas seis laços de amizade para que duas pessoas quaisquer, em qualquer lugar do mundo, estejam interligadas, o que torna verídica a hipótese de se conseguir um trabalho em determinada empresa por simples indicação. É preciso conhecer alguém, que conhece alguém, que conhece outro alguém, que trabalhe na empresa.
A Teoria dos Seis Graus de Separação, entretanto, não depende somente do querer. A questão é que, geralmente, as pessoas começam a pensar na sua rede de relacionamentos somente quando precisam de algo e se esquecem que elas próprias podem ser contatos importantes para os outros. Então, reflita: como é a sua disponibilidade para apoiar outras pessoas quando elas precisam de ajuda, alta ou baixa? Hoje seus contatos são reflexos dos seus comportamentos, se você é daqueles que apenas liga para pedir algo, ao invés de bater um papo desinteressado e informal, convidar para uma festa ou até mesmo parabenizar pelo aniversário, as pessoas te rotularão como um interesseiro. É importante estar disposto a ajudar, para ter ajuda à disposição. A reciprocidade é o equilíbrio das relações, um depende do outro e vice-versa.
O diferencial que nasce quando se cria afinidades com o próximo é ganhar a sua preferência. Vamos supor que um parceiro de trabalho é o responsável para escolher alguém que preencherá um bom cargo dentro da empresa. Ter a confiança dessa pessoa é o primeiro e decisivo passo para ser indicado por ele a tal oportunidade. Podemos ver nessa situação que criar boas relações não se trata simplesmente de estabelecer laços de comum amizade. Ganhar um contato é provar para ele que você está disposto a aceitar novos desafios, é mostrar que você é digno de crédito, confiança e atenção, pois tem capacidade de contribuir com seu potencial.
Para começar a fomentar uma rede de relacionamentos, pegue sua lista de contatos e responda a seguinte pergunta para cada um dos listados: Como posso agregar valor a ela? Como essa pessoa pode me ajudar a conseguir uma oportunidade de trabalho? Posso ser sincero com ela e pedir uma indicação ou uma dica? Em caso positivo, contate-a imediatamente. Dê preferência, faça uma visita a ela. Sua aproximação deve ser feita com o objetivo de expor as suas qualidades, para quando surgir uma oportunidade você seja o primeiro a ser lembrado.
Outro ponto importante é saber definir quem serão esses contatos aos quais poderá contar. Não basta informar qualquer pessoa, é preciso transmitir as informações para a pessoa certa, aquela que realmente poderá utilizá-la para concretizar algo que lhe ajudará.
Vale lembrar que o ser humano é um ser gregário, ou seja, depende e muito dos seus semelhantes para garantir sua subsistência, desde a época das cavernas. Portanto, o networking é fundamental para alcançarmos objetivos por meio da rede de relacionamentos. Muito mais do que ferramentas para buscar novas frentes de trabalho, o profissional deve se preocupar com quem ele quer se relacionar e onde vai fazer isso para conseguir vislumbrar oportunidades.
Carlos Cruz atua como Coach Executivo e de Equipes, Conferencista em Desenvolvimento Humano e Diretor da UP TREINAMENTOS & CONSULTORIA - www.carloscruz.com.br
quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010
Quotas de ex-detentos e as licitações
Artigo no Fique Alerta – www.fiquealerta.net
Por Fernando Forte Janeiro Fachini Cinquini
Foi assinado um acordo entre o Ministério dos Esportes, o Comitê Organizador Brasileiro da Copa do Mundo 2014 e o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que garante que presos e egressos do sistema carcerário brasileiro sejam contratados para trabalhar nas obras para realização da Copa 2014.
Entra em pauta para discussão a questão relacionada à utilização da licitação como forma de integrar esse grupo de pessoas no mercado de trabalho, bem como minimizar o preconceito existente no país.
Não cabe à administração pública impor tal exigência, tendo em vista que deve proporcionar condições para que o maior número possível de participantes tenha conhecimento e acesso ao processo licitatório. Razão pela qual, deve exigir, nesta fase, apenas comprovação das condições que lhe assegure não estar realizando um procedimento de risco, com participantes que não preencham as qualificações mínimas exigidas por lei.
Com tal exigência, principalmente, os princípios constitucionais da igualdade e da eficiência estariam sendo deixados de lado.
O primeiro implica no dever não apenas de tratar isonomicamente todos os interessados na participação do certame, mas também, de possibilitar a oportunidade de disputá-lo não justificando qualquer discriminação. E o segundo, por restringir a participação de interessados, quando que, para a administração pública, quanto maior o número de licitantes maior a probabilidade em efetivar um contrato administrativo favorável aos cofres públicos.
A intenção do Ministério dos Esportes, o Comitê Organizador Brasileiro da Copa do Mundo 2014 e o Conselho Nacional de Justiça em incentivar a contratação de presos e egressos do sistema carcerário pelas empresas poderia ser realizada de diversas formas, como por exemplo, oferecendo incentivos fiscais, mas não através das licitações tendo em vista o próprio aspecto desfavorável que seria gerado à administração pública.
Fernando Forte Janeiro Fachini Cinquini é advogado da divisão de Licitações Públicas do escritório Correia da Silva Advogados - fernando.forte@correiadasilva.com.br
Por Fernando Forte Janeiro Fachini Cinquini
Foi assinado um acordo entre o Ministério dos Esportes, o Comitê Organizador Brasileiro da Copa do Mundo 2014 e o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que garante que presos e egressos do sistema carcerário brasileiro sejam contratados para trabalhar nas obras para realização da Copa 2014.
Entra em pauta para discussão a questão relacionada à utilização da licitação como forma de integrar esse grupo de pessoas no mercado de trabalho, bem como minimizar o preconceito existente no país.
Não cabe à administração pública impor tal exigência, tendo em vista que deve proporcionar condições para que o maior número possível de participantes tenha conhecimento e acesso ao processo licitatório. Razão pela qual, deve exigir, nesta fase, apenas comprovação das condições que lhe assegure não estar realizando um procedimento de risco, com participantes que não preencham as qualificações mínimas exigidas por lei.
Com tal exigência, principalmente, os princípios constitucionais da igualdade e da eficiência estariam sendo deixados de lado.
O primeiro implica no dever não apenas de tratar isonomicamente todos os interessados na participação do certame, mas também, de possibilitar a oportunidade de disputá-lo não justificando qualquer discriminação. E o segundo, por restringir a participação de interessados, quando que, para a administração pública, quanto maior o número de licitantes maior a probabilidade em efetivar um contrato administrativo favorável aos cofres públicos.
A intenção do Ministério dos Esportes, o Comitê Organizador Brasileiro da Copa do Mundo 2014 e o Conselho Nacional de Justiça em incentivar a contratação de presos e egressos do sistema carcerário pelas empresas poderia ser realizada de diversas formas, como por exemplo, oferecendo incentivos fiscais, mas não através das licitações tendo em vista o próprio aspecto desfavorável que seria gerado à administração pública.
Fernando Forte Janeiro Fachini Cinquini é advogado da divisão de Licitações Públicas do escritório Correia da Silva Advogados - fernando.forte@correiadasilva.com.br
terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
Gripe suína - H1N1 - a dúvida continua...
Artigo no Fique Alerta – www.fiquealerta.net
Por Célio Pezza
Em Julho de 2009 fizemos uma crônica sobre a famigerada crise de gripe suína, denominada Influenza A (H1N1), colocando em dúvidas se era uma pandemia real ou não. Na época comentamos alguns fatos interessantes a respeito de quem estava por trás dos grandes laboratórios farmacêuticos e de seus ganhos astronômicos com a venda de vacinas por eles fabricadas. Para rever o artigo completo, ver blog.cpezza.com.
Na época, eu disse que o tempo nos daria as respostas e agora, decorridos alguns meses, temos algumas notícias interessantes para continuar este assunto. Vejamos:
Segundo dados oficiais da OMS (Organização Mundial da Saúde), a gripe comum mata só nos EUA entre 30-40 mil pessoas por ano. Já a gripe suína matou no mundo todo desde Março de 2009 até Janeiro de 2010, perto de 14.800 pessoas.
O médico alemão Wolfgand Wodarg, presidente do Conselho Europeu de Saúde foi contundente e disse, em Janeiro de 2010, que a “falsa pandemia decretada pela OMS foi um dos maiores escândalos da medicina do século” e sugeriu que os “grandes laboratórios forçaram a decisão da OMS”. Continua suas acusações dizendo que “um grupo de pessoas ligadas à OMS está ligado intimamente com a indústria farmacêutica” e recebem alguns milhões de dólares desta indústria. Finaliza solicitando uma rigorosa apuração da influência da indústria farmacêutica nas decisões da OMS.
Também o epidemiologista inglês Tom Jefferson, que trabalha na Fundação Cochrane, um grupo de cientistas dedicados a saúde pública afirmou que não havia razões para a OMS decretar uma pandemia e que havia uma indústria à espera dela.
A OMS saiu a campo logo em seguida afirmando que é “essencial uma cooperação do setor privado de vários setores para manter os avanços das melhorias na saúde pública de hoje e do futuro” (leia-se receber fundos das indústrias farmacêuticas) e que suas decisões seguem rigorosos padrões técnicos. Bem, essa briga ainda vai render alguns capítulos, mas vamos continuar com mais alguns fatos:
A França informou neste início de 2010 que quer cancelar o fornecimento de 50 milhões de doses de vacinas, dos 90 milhões que tinha encomendado, pois menos de 10% da população está disposta a ser vacinada mesmo depois da milionária campanha francesa a favor da vacinação. Isto cria um enorme estoque de vacinas que será perdido após a data de sua validade e um tremendo prejuízo para os cofres públicos franceses.
Na Suíça, a situação é curiosa, pois 85% da população se recusa a ser vacinada e o próprio governo colocou algumas restrições à vacinação de mulheres grávidas, após a morte de duas mulheres causadas pela vacina. O fato é que o governo suíço procura compradores para as vacinas que já foram pagas e que fatalmente irão estragar por falta de uso.
Alemanha também tem um corte de 50% nas vacinas adquiridas e culpa a OMS pela precipitação em classificar a gripe como pandemia. O mesmo está acontecendo na Holanda, Espanha e outros países da Europa.
O fato é que diversos países compraram muitas vacinas e agora querem cancelar o que não foi recebido e achar uma saída para o que já foi pago e está estocado sem previsão de uso, pois a população não quer ser vacinada.
Revendo algumas cifras da própria OMS, ONU e UNICEF, morrem por ano em todo o mundo perto de 60 milhões de pessoas (pouco menos de 1% da população mundial); deste total, temos aproximadamente 7,5 milhões de doenças cardíacas, 6,0 milhões de derrames, 2,0 milhões de AIDS, 1,7 milhões por tuberculose e perto de 500 mil por problemas ligados a gripe comum e suas complicações e assim por diante.
Um dado da ONU diz que temos aproximadamente 9,0 milhões de pessoas que morrem de fome ou de doenças derivadas da fome por ano no mundo. Deste total, 75% são crianças com idade abaixo de 5 anos. Isto significa que morrem 6,7 milhões de crianças por “falta de comida” por ano no mundo, aproximadamente 18.000 por dia ou 5 a cada segundo!
Se classificarmos a FOME como uma doença, com certeza será uma pandemia, porém com uma grande diferença: ela é combatida facilmente e pode ser eliminada do mundo civilizado simplesmente com um pouco de comida. Entramos em 2010 com esta vergonha cósmica a manchar nosso planeta. Imaginem se alguém comentasse com vocês que existe um mundo onde deixam morrer de fome cinco de suas crianças por segundo e, o pior é que sabem disto e que existem até relatórios oficiais sobre esta situação. O que você iria dizer deste local? Com certeza teria vergonha de dizer: é verdade! Eu moro lá!
Célio Pezza é escritor, autor dos livros: A nova Terra, o Conselho dos Doze, As Sete Portas, Ariane e A Palavra Perdida.
Por Célio Pezza
Em Julho de 2009 fizemos uma crônica sobre a famigerada crise de gripe suína, denominada Influenza A (H1N1), colocando em dúvidas se era uma pandemia real ou não. Na época comentamos alguns fatos interessantes a respeito de quem estava por trás dos grandes laboratórios farmacêuticos e de seus ganhos astronômicos com a venda de vacinas por eles fabricadas. Para rever o artigo completo, ver blog.cpezza.com.
Na época, eu disse que o tempo nos daria as respostas e agora, decorridos alguns meses, temos algumas notícias interessantes para continuar este assunto. Vejamos:
Segundo dados oficiais da OMS (Organização Mundial da Saúde), a gripe comum mata só nos EUA entre 30-40 mil pessoas por ano. Já a gripe suína matou no mundo todo desde Março de 2009 até Janeiro de 2010, perto de 14.800 pessoas.
O médico alemão Wolfgand Wodarg, presidente do Conselho Europeu de Saúde foi contundente e disse, em Janeiro de 2010, que a “falsa pandemia decretada pela OMS foi um dos maiores escândalos da medicina do século” e sugeriu que os “grandes laboratórios forçaram a decisão da OMS”. Continua suas acusações dizendo que “um grupo de pessoas ligadas à OMS está ligado intimamente com a indústria farmacêutica” e recebem alguns milhões de dólares desta indústria. Finaliza solicitando uma rigorosa apuração da influência da indústria farmacêutica nas decisões da OMS.
Também o epidemiologista inglês Tom Jefferson, que trabalha na Fundação Cochrane, um grupo de cientistas dedicados a saúde pública afirmou que não havia razões para a OMS decretar uma pandemia e que havia uma indústria à espera dela.
A OMS saiu a campo logo em seguida afirmando que é “essencial uma cooperação do setor privado de vários setores para manter os avanços das melhorias na saúde pública de hoje e do futuro” (leia-se receber fundos das indústrias farmacêuticas) e que suas decisões seguem rigorosos padrões técnicos. Bem, essa briga ainda vai render alguns capítulos, mas vamos continuar com mais alguns fatos:
A França informou neste início de 2010 que quer cancelar o fornecimento de 50 milhões de doses de vacinas, dos 90 milhões que tinha encomendado, pois menos de 10% da população está disposta a ser vacinada mesmo depois da milionária campanha francesa a favor da vacinação. Isto cria um enorme estoque de vacinas que será perdido após a data de sua validade e um tremendo prejuízo para os cofres públicos franceses.
Na Suíça, a situação é curiosa, pois 85% da população se recusa a ser vacinada e o próprio governo colocou algumas restrições à vacinação de mulheres grávidas, após a morte de duas mulheres causadas pela vacina. O fato é que o governo suíço procura compradores para as vacinas que já foram pagas e que fatalmente irão estragar por falta de uso.
Alemanha também tem um corte de 50% nas vacinas adquiridas e culpa a OMS pela precipitação em classificar a gripe como pandemia. O mesmo está acontecendo na Holanda, Espanha e outros países da Europa.
O fato é que diversos países compraram muitas vacinas e agora querem cancelar o que não foi recebido e achar uma saída para o que já foi pago e está estocado sem previsão de uso, pois a população não quer ser vacinada.
Revendo algumas cifras da própria OMS, ONU e UNICEF, morrem por ano em todo o mundo perto de 60 milhões de pessoas (pouco menos de 1% da população mundial); deste total, temos aproximadamente 7,5 milhões de doenças cardíacas, 6,0 milhões de derrames, 2,0 milhões de AIDS, 1,7 milhões por tuberculose e perto de 500 mil por problemas ligados a gripe comum e suas complicações e assim por diante.
Um dado da ONU diz que temos aproximadamente 9,0 milhões de pessoas que morrem de fome ou de doenças derivadas da fome por ano no mundo. Deste total, 75% são crianças com idade abaixo de 5 anos. Isto significa que morrem 6,7 milhões de crianças por “falta de comida” por ano no mundo, aproximadamente 18.000 por dia ou 5 a cada segundo!
Se classificarmos a FOME como uma doença, com certeza será uma pandemia, porém com uma grande diferença: ela é combatida facilmente e pode ser eliminada do mundo civilizado simplesmente com um pouco de comida. Entramos em 2010 com esta vergonha cósmica a manchar nosso planeta. Imaginem se alguém comentasse com vocês que existe um mundo onde deixam morrer de fome cinco de suas crianças por segundo e, o pior é que sabem disto e que existem até relatórios oficiais sobre esta situação. O que você iria dizer deste local? Com certeza teria vergonha de dizer: é verdade! Eu moro lá!
Célio Pezza é escritor, autor dos livros: A nova Terra, o Conselho dos Doze, As Sete Portas, Ariane e A Palavra Perdida.
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
A década do livro
Artigo no Fique Alerta – www.fiquealerta.net
Por Rosely Boschini
O ano de 2010, que inaugura a segunda década do Século XXI, mostra-se muito promissor para o mercado editorial e ampliação do hábito de leitura em nosso país. A começar pela estimativa de crescimento econômico de 5%, consolidando a recuperação econômica do Brasil, a primeira nação a emergir da grave crise mundial.
Ademais, teremos a realização das eleições para a Presidência da República, governadores, senadores e deputados federais e estaduais, que sempre suscitam maior interesse em pesquisas e estudos sobre política e história. Haverá, ainda, a Copa do Mundo, na África do Sul, evento tradicionalmente estimulante para a indústria da cultura e do entretenimento como um todo.
Também será realizada a 21ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, de 12 e 22 de agosto, no Anhembi. O evento — o momento do livro no Brasil ! — atrai grande volume de público, constituindo-se, tradicionalmente, em elemento formador de novos leitores.
Trata-se de um verdadeiro convertedor de visitantes de feiras em frequentadores de livrarias. Há que se considerar, ainda, o crescimento anual dos programas governamentais de distribuição de livros às escolas públicas, agora não mais restritos às obras didáticas.
Assim, há vários fatores que permitem vislumbrar com otimismo a performance do mercado editorial. Não temos os números fechados de 2009, mas os dados e estatísticas dos estudos mais recentes corroboram a percepção de que o livro e a leitura encontram-se numa curva ascendente no País.
No período de 2006 e 2008, foram lançados aproximadamente 57 mil novos títulos e impressos mais de um bilhão de exemplares, conforme se pode verificar na pesquisa “Produção e Vendas do Mercado Editorial Brasileiro”, realizada pela Fipe/USP para a CBL (Câmara Brasileira do Livro) e SNEL (Sindicato Nacional dos Editores de Livros).
O estudo também aponta significativa redução de preços. Se considerarmos os valores reais, ou seja, já descontada a inflação de 2004 a 2008, a queda do preço médio efetivo do período foi de 22,4% no segmento de obras gerais, por exemplo.
Em 2008, o mercado editorial faturou R$ 3,3 bilhões. Foram publicados 51.129 títulos (mais 19,52% em relação a 2007) e produzidos 340.274.195 exemplares (menos 3,17% na comparação com o ano anterior). Os números mostram maior investimento em novos títulos. É uma estratégia inteligente do mercado, estimulando o surgimento de autores e a produção intelectual.
O maior número de títulos permite gerenciamento estratégico das tiragens, que vão respondendo ao comportamento da demanda. Outra importante pesquisa — Retratos da Leitura no Brasil — também indica um cenário de crescimento para o consumo de livros. Em sua última edição, identificou a existência de 95 milhões de leitores no País e um índice de leitura de 4,7 títulos por habitante/ano.
Fica muito claro que a década terminada em 2009 apresentou um grande avanço do livro no Brasil. Entretanto, ainda estamos num patamar aquém do compatível com a realidade do país detentor da 10ª economia mundial, no qual se tem verificado um dos índices mais acentuados de redução da miséria no Planeta e que se posiciona como nação prestes a ingressar no rol das desenvolvidas. Assim, é preciso, no novo ano, um imenso esforço para mitigar os obstáculos à expansão substantiva do hábito de leitura.
Um dos passos importantes é suprir a falta de bibliotecas, inclusive na rede pública de ensino. O Censo Escolar 2008 indica essa carência em 113 mil escolas, ou 68,81% da rede pública! O problema não se limita à falta de livros.
Em 2009, o orçamento federal para o envio de obras gerais à rede pública foi de R$ 76,6 milhões. É um montante apreciável para as aquisições. Em 2008, as escolas receberam, em média, 39,6 livros cada uma, média muito razoável. E isto não inclui o PNLD (Programa Nacional do Livro Didático).
O que mais falta é infraestrutura física, ou seja, espaços adequados à montagem das bibliotecas. Somam-se a esse problema os grilhões do analfabetismo, triste realidade de um a cada dez brasileiros. Em números absolutos, segundo estudo do Ministério da Educação, cerca de 15 milhões de brasileiros maiores de 15 anos não sabem ler e escrever. Mais grave ainda é que 21,6% dos habitantes com mais de 15 anos são analfabetos funcionais.
São prioritários, ainda, programas capazes de facilitar o acesso ao livro pelas crianças e jovens matriculados na rede pública de ensino. Nesse sentido, além da ampliação das ações federais, como o PNLD e Programa Nacional Biblioteca da Escola, são necessárias mais iniciativas conjuntas entre União, estados e municípios e a iniciativa privada.
Exemplo bem-sucedido da viabilidade desse objetivo é o projeto Minha Biblioteca, realizado na cidade de São Paulo, com forte apoio e participação da CBL. É essencial a mobilização do setor público e da iniciativa privada, como vêm fazendo a s entidades do mercado editorial, para que 2010 seja o primeiro ano de um década em que o livro esteja ao alcance de todos os brasileiros e a leitura, conduzindo nossa população à sociedade do conhecimento, referende nossa condição de país desenvolvido!
Rosely Boschini, empresária do setor editorial, é a presidente da Câmara Brasileira do Livro (CBL).
Por Rosely Boschini
O ano de 2010, que inaugura a segunda década do Século XXI, mostra-se muito promissor para o mercado editorial e ampliação do hábito de leitura em nosso país. A começar pela estimativa de crescimento econômico de 5%, consolidando a recuperação econômica do Brasil, a primeira nação a emergir da grave crise mundial.
Ademais, teremos a realização das eleições para a Presidência da República, governadores, senadores e deputados federais e estaduais, que sempre suscitam maior interesse em pesquisas e estudos sobre política e história. Haverá, ainda, a Copa do Mundo, na África do Sul, evento tradicionalmente estimulante para a indústria da cultura e do entretenimento como um todo.
Também será realizada a 21ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, de 12 e 22 de agosto, no Anhembi. O evento — o momento do livro no Brasil ! — atrai grande volume de público, constituindo-se, tradicionalmente, em elemento formador de novos leitores.
Trata-se de um verdadeiro convertedor de visitantes de feiras em frequentadores de livrarias. Há que se considerar, ainda, o crescimento anual dos programas governamentais de distribuição de livros às escolas públicas, agora não mais restritos às obras didáticas.
Assim, há vários fatores que permitem vislumbrar com otimismo a performance do mercado editorial. Não temos os números fechados de 2009, mas os dados e estatísticas dos estudos mais recentes corroboram a percepção de que o livro e a leitura encontram-se numa curva ascendente no País.
No período de 2006 e 2008, foram lançados aproximadamente 57 mil novos títulos e impressos mais de um bilhão de exemplares, conforme se pode verificar na pesquisa “Produção e Vendas do Mercado Editorial Brasileiro”, realizada pela Fipe/USP para a CBL (Câmara Brasileira do Livro) e SNEL (Sindicato Nacional dos Editores de Livros).
O estudo também aponta significativa redução de preços. Se considerarmos os valores reais, ou seja, já descontada a inflação de 2004 a 2008, a queda do preço médio efetivo do período foi de 22,4% no segmento de obras gerais, por exemplo.
Em 2008, o mercado editorial faturou R$ 3,3 bilhões. Foram publicados 51.129 títulos (mais 19,52% em relação a 2007) e produzidos 340.274.195 exemplares (menos 3,17% na comparação com o ano anterior). Os números mostram maior investimento em novos títulos. É uma estratégia inteligente do mercado, estimulando o surgimento de autores e a produção intelectual.
O maior número de títulos permite gerenciamento estratégico das tiragens, que vão respondendo ao comportamento da demanda. Outra importante pesquisa — Retratos da Leitura no Brasil — também indica um cenário de crescimento para o consumo de livros. Em sua última edição, identificou a existência de 95 milhões de leitores no País e um índice de leitura de 4,7 títulos por habitante/ano.
Fica muito claro que a década terminada em 2009 apresentou um grande avanço do livro no Brasil. Entretanto, ainda estamos num patamar aquém do compatível com a realidade do país detentor da 10ª economia mundial, no qual se tem verificado um dos índices mais acentuados de redução da miséria no Planeta e que se posiciona como nação prestes a ingressar no rol das desenvolvidas. Assim, é preciso, no novo ano, um imenso esforço para mitigar os obstáculos à expansão substantiva do hábito de leitura.
Um dos passos importantes é suprir a falta de bibliotecas, inclusive na rede pública de ensino. O Censo Escolar 2008 indica essa carência em 113 mil escolas, ou 68,81% da rede pública! O problema não se limita à falta de livros.
Em 2009, o orçamento federal para o envio de obras gerais à rede pública foi de R$ 76,6 milhões. É um montante apreciável para as aquisições. Em 2008, as escolas receberam, em média, 39,6 livros cada uma, média muito razoável. E isto não inclui o PNLD (Programa Nacional do Livro Didático).
O que mais falta é infraestrutura física, ou seja, espaços adequados à montagem das bibliotecas. Somam-se a esse problema os grilhões do analfabetismo, triste realidade de um a cada dez brasileiros. Em números absolutos, segundo estudo do Ministério da Educação, cerca de 15 milhões de brasileiros maiores de 15 anos não sabem ler e escrever. Mais grave ainda é que 21,6% dos habitantes com mais de 15 anos são analfabetos funcionais.
São prioritários, ainda, programas capazes de facilitar o acesso ao livro pelas crianças e jovens matriculados na rede pública de ensino. Nesse sentido, além da ampliação das ações federais, como o PNLD e Programa Nacional Biblioteca da Escola, são necessárias mais iniciativas conjuntas entre União, estados e municípios e a iniciativa privada.
Exemplo bem-sucedido da viabilidade desse objetivo é o projeto Minha Biblioteca, realizado na cidade de São Paulo, com forte apoio e participação da CBL. É essencial a mobilização do setor público e da iniciativa privada, como vêm fazendo a s entidades do mercado editorial, para que 2010 seja o primeiro ano de um década em que o livro esteja ao alcance de todos os brasileiros e a leitura, conduzindo nossa população à sociedade do conhecimento, referende nossa condição de país desenvolvido!
Rosely Boschini, empresária do setor editorial, é a presidente da Câmara Brasileira do Livro (CBL).
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