quarta-feira, 16 de junho de 2010

O lado azul do veto ao Morumbi

Artigo no Fique Alerta – www.fiquealerta.net

Por Thiago Scuro

A notícia aparentemente é negativa. No entanto, se analisarmos o contexto atual, podemos colher bons frutos desse veto ao estádio Morumbi para sediar a Copa de 2014. A cidade de São Paulo possui potencial econômico invejável e perspectiva de crescimento melhor ainda, vide a expectativa dos especialistas em apontar a cidade como a mais rica do mundo nos próximos 20 anos.

Toda essa realidade e perspectiva de São Paulo leva a crer que projetos bem realizados no Morumbi, Parque Antártica e Pirituba poderão trazer ao município, clubes, torcedores e consumidores excelentes perspectivas.

Temos o São Paulo F.C. livre para reformar seu estádio para a sua necessidade. Localizado no berço da zona sul, rodeado de bairros com excelente poder aquisitivo, o Morumbi irá tornar-se um grande centro de entretenimento e comércio da cidade, proporcionando ao São Paulo melhor estrutura e resultado financeiro.

O Palmeiras já vem realizando um trabalho sensacional nesse sentido. Independentemente da Copa 2014, o clube inicia obras de modernização do Palestra Itália com o objetivo de tornar o espaço uma casa mais agradável para seus torcedores e mais um centro comercial e empresarial da cidade.

Com isso, já teremos duas arenas de altíssimo padrão para receber eventos, shows, feiras, seminários e grandes jogos de futebol e outras modalidades, com uma independência positiva do caderno de encargos da FIFA, onde teríamos a obrigação de fazer adequações para a Copa do Mundo, mas que são irreais para a realidade do futebol brasileiro.

Um exemplo disso é a Alianz Arena na cidade de Munique, considerada a arena mais moderno da Copa de 2006, que possui sala de imprensa para 500 jornalistas, sendo que a realidade do futebol alemão não ocupa mais do que 80 lugares em jogos do Bayern de Munique.

Detalhes como esse fazem com que espaços essenciais para a realização do Mundial sejam inúteis no dia seguinte. E essa liberdade é que pode e deve ser explorada por São Paulo e Palmeiras na execução de seus projetos.

Além disso, temos a construção de uma nova arena, o Complexo de Pirituba, que deverá ser erguido para a realização dos jogos da Copa 2014, com grande potencial para ser adotado por Corinthians e Santos após a realização do Mundial.

Esse cenário trará a cidade de São Paulo uma realidade ainda melhor aos grandes clubes, proporcionará ao torcedor maiores condições de frequentar os estádios, alavancará receita, aproximará mais as empresas dos clubes e comunidade, e nos dias que não tiver jogos, a cidade ganhará novos espaços para compras, cinema, eventos e entretenimento em geral.

O veto ao Morumbi pode ser utilizado de forma positiva por todos envolvidos. Afinal, o grande objetivo da realização do Mundial é o seu legado, e esse pode ser fabuloso para os grandes clubes de São Paulo. Evidentemente que precisamos desenvolver todos da maneira correta, pensar e planejar os projetos para 2014, pois quando a Copa acabar, aí sim iniciará a colheita dos frutos do Mundial.

Thiago Scuro é professor do MBA Gestão e Marketing Esportivo da Trevisan Escola de Negócios em parceria com a Brunoro Sport Business. E-mail: thiago@brunorosports.com.br

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